<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561</id><updated>2012-02-17T23:27:07.100Z</updated><category term='Coreia'/><category term='Cuba'/><category term='religião'/><category term='política'/><category term='Alah'/><category term='Imigração'/><category term='Chavez'/><category term='Islão'/><category term='Hezbollah'/><category term='armas'/><category term='Líbano'/><category term='Esquerda'/><category term='Sharia'/><category term='Racismo'/><category term='Israel'/><category term='Conspiração'/><category term='antiamericanismo'/><category term='Eurábia'/><category term='Cristianismo'/><category term='terrorismo'/><title type='text'>O TRIUNFO DOS PORCOS</title><subtitle type='html'>Nenhum de nós desata o nó górdio; todos nós ou desistimos ou o cortamos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>546</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-9169977559675078836</id><published>2012-02-14T14:20:00.002Z</published><updated>2012-02-14T14:22:23.671Z</updated><title type='text'>Se bem percebi</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Ontem, por mero acaso, sintonizei a RTP-1 e aterrei num debate (Prós e Contras), sobre energia e factura eléctrica.&lt;/span&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;De lado esquerdo do telespectador ( não consigo escrever "espetador", parece que me estou a referir a alguém ou a alguma coisa que serve para espetar), Mira Amaral, Patrick Monteiro de Barros e Clemente Pedro Nunes.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Do lado direito, três aves de rapina: Carlos Pimenta, com interesses nas eólicas, Nuno Ribeiro da Silva, da Endesa Portugal, e um ex-governante, da área do PS, cujo nome não fixei mas que ele mesmo se reivindicou como "autor intelectual" da estratégia das renováveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Entre muito jargão técnico, raivas e esquivas, justificações e acusações, da discussão fez-se alguma luz na cabeça deste vosso ignorante escriba.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;O que eu entendi foi, o mais sucintamente possível:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Os do meu lado esquerdo contestavam a onerosa estratégia das eólicas e as rendas pagas pelos consumidores ( cerca de metade da factura) ao negócio das aves de rapina à minha direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Como explicou o Prof Clemente, do IST, as éolicas são intermitentes. Como tal, não podem estar sózinhas, já que não se sabe quando param, são umas cabeças de vento. Assim, por cada MW de potência instalada nas éolicas é necessário:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;1-Instalar 1 MW de potência fiável (central térmica)&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;2- Construir barragens e estações de bombagem para, de algum modo, armazenar a energia que em certos períodos não é consumida.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Ora isto implica duas coisas desagradáveis: a 1ª é que o MW sai ao triplo do preço; a 2ª é que as centrais térmicas funcionam num liga/desliga que as torna insustentáveis, obrigando o consumidor a pagar o prejuizo. Não percebo nada de centrais térmicas mas, pela explicação, percebi que são como os carros, isto é, gastam muito mais no pára-arranca, do que em velocidade de cruzeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Mas como têm de existir e a funcionar assim dão prejuizo, o Estado (o consumidor) paga-lhe principescamente esse prejuizo, fazendo com que na factura de cada português figurem mais umas taxas com nomes estranhos que o normal cidadão não têm a mínima ideia do que sejam.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Ora então os especialistas à minha esquerda achavam que isto era uma idiotice, era uma idiotice cara e era/é, necessário acabar ou, no mínimo, reduzir, as rendas que o Estado (o consumidor, eu e vocẽ) paga às eólicas e às centrais do pára-arranca.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Os beneficiados pela brilhante estratégia, à minha direita, eram da opinião que não. Falavam de várias coisas, do fabrico de ventoínhas, da exportação de ventoínhas, dos empregos nas fábricas de ventoínhas, na poupança em petróleo (se bem que eu não conheça nenhuma central térmica que queime petróleo, deve existir algures, tal a vivacidade com que o Carlos Pimenta referia este argumento) e, sobretudo, alto lá que isto agora é sério, de "DIREITOS ADQUIRIDOS".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Exactamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;As rendas que o consumidor paga na factura elécrica para sustentar uma estratégia modernaça mas ruinosa, são para os bem instalados, "direitos adquiridos".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;É disto que trata afinal o debate sobre a energia: Direitos adquiridos!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;O que nos separa de decisões racionais e que contribuam para uma economia mais competitiva, são os "direitos adquiridos" de empresas e indivíduos que se instalaram num negócio artificial que só é lucrativo enquanto os portugueses forem, por decreto, obrigados a pagar os prejuizos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Isto não é um país de doidos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-9169977559675078836?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/9169977559675078836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=9169977559675078836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/9169977559675078836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/9169977559675078836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2012/02/se-bem-percebi.html' title='Se bem percebi'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1730567698231324527</id><published>2012-02-09T11:31:00.001Z</published><updated>2012-02-09T11:33:44.597Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 22px; background-color: rgb(250, 250, 250); "&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 16px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1730567698231324527?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1730567698231324527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1730567698231324527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1730567698231324527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1730567698231324527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2012/02/estrategia-para-aniquilar-israel.html' title=''/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1014180441737454445</id><published>2012-02-01T18:38:00.000Z</published><updated>2012-02-01T18:39:04.113Z</updated><title type='text'>O "direito" aos transportes baratos.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;A avaliar pelos telejornais, em Lisboa anda tudo ao peido e coice pelo corte dos "direitos" nos transportes.&lt;/span&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Os populares cujas entrevistas são escolhidas para passarem, manifestam, sem excepção, a mais forte indignação pelo facto de terem de pagar mais pelos transportes públicos e é notório que acreditam que ser transportado de um lado para o outro é um direito que o Estado deve garantir.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tem sido, de facto, para alguns. Para os privilegiados que vivem nas cidades de Lisboa, Porto e uma ou outra mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tem ao seu dispôr metro, eléctrico, autocarro, comboio, navios, etc, tudo por tuta e meia.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tuta e meia que não paga o serviço que usufruem. A estratosférica dívida de 17 mil milhões de euros, três vezes superior às tropelias do Rei da Madeira, é paga pelos outros. Por aqueles que, como eu e como milhões de outros portugueses, não tem "direito" a transportes públicos e passes a preço de uva mijona.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Ora, pergunto eu, porque carga de água é que hei-de ajudar, com os meus impostos, a pagar o passe do Sr Silva, que vive na Rua Almirante Reis?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tenho metro à porta, eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tenho autocarro?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tenho eléctrico?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tenho comboio?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Não. Quando me desloco vou pelos meus meios e pago, sem passes e sem descontos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Por isso, caros compatriotas de Lisboa e do Porto, rezem uma Avé Maria de agradecimento por terem acesso a equipamentos que milhões de outros portugueses só vêem por um canudo, e paguem por eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Se não querem pagar, vão a pé, de bicicleta, no vosso carro, como vos aprouver e, por favor, não me peçam a mim para pagar o vosso conforto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1014180441737454445?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1014180441737454445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1014180441737454445' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1014180441737454445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1014180441737454445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2012/02/o-direito-aos-transportes-baratos.html' title='O &quot;direito&quot; aos transportes baratos.'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-8574966158558927724</id><published>2012-01-31T08:29:00.000Z</published><updated>2012-01-31T08:30:10.763Z</updated><title type='text'>Canadá e multiculturalismo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;O Canadá tem uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cic.gc.ca/english/multiculturalism/citizenship.asp" style="color: blue; font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;lei multiculturalista&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;É, por muitos, considerada uma lei racista, porque confina os individuos ao seu grupo cultural, tornando-os reféns das suas normas culturais, e desencorajando-os de se assumirem como indivíduos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Esta semana, um tribunal canadiano considerou &lt;a href="http://www.torontosun.com/2012/01/29/shafia-verdict-here" style="color: blue; "&gt;culpados de homicídio&lt;/a&gt;, um homem, uma mulher e um filho de ambos, pela morte de 3 filhas e uma segunda mulher do homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Eram todos muçulmanos e tratou-se de um "crime de honra".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;As raparigas mortas recusavam usar &lt;i&gt;hijab&lt;/i&gt; e tinham amigos rapazes.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;A mulher era a 1ª mulher do pai das raparigas e era estéril.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;No contexto cultural islâmico isto é inaceitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;É este o resultado trágico do multiculturaismo. O considerar-se que todas as práticas culturais são válidas apenas porque existem num determinado grupo humano, conduz a este tipo de efeitos perversos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Oxalá este caso, mais "badalado" que muitos outros que se sucedem a ritmo crescente nas nossas sociedades, faça tinir algumas campainhas de alarme nas cabeças daqueles que, embalados na melopeia multiculturalista, não entendem os seus efeitos dramáticos nas sociedades que a adoptam.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;E, sobretudo, na forma como condenam pessoas a viverem como não desejam, por "respeito" exagerado para com práticas retrógradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;De uma vez por todas, que se perceba que nem todas as culturas são iguais.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Os jurados procederam bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Não aceitaram o contexto multicultural e aplicaram ao crime os valores da nossa cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Homicidio, ponto final.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;E especialmente odioso, porque só uma cultura doentia leva pais a matarem os seus próprios filhos em nome de uma religião.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-8574966158558927724?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/8574966158558927724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=8574966158558927724' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/8574966158558927724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/8574966158558927724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2012/01/canada-e-multiculturalismo.html' title='Canadá e multiculturalismo'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5975653012549885293</id><published>2012-01-22T09:04:00.003Z</published><updated>2012-01-22T09:07:08.038Z</updated><title type='text'>Ron Paul e Newt Gingritch</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div&gt;O blogue Insurgente, que sigo com interesse e que reflecte muitas das minhas próprias ideias sobre o mundo, parece fixado numa adoração embevecida pelo candidato  Ron Paul.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Custa-me a entender, porque algumas das suas ideias estão nas antípodas do pensamento conservador, outras roçam perigosamente o antissemitismo que é hoje uma bandeira da esquerda radical e dos fascistas islâmicos e, cereja no topo do bolo, foi, até agora, o ÚNICO dos contendores ainda na corrida que NÃO GANHOU qualquer primária estadual mesmo com, suspeito, o voto de eleitores "liberal".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem até pode ser um ente moral e eticamente angelical (não sei se é), andar de caleche puxada a cavalos para não gastar o dinheiro do contribuinte, etc, mas, na minha humilde opinião, pessoas dessas, que nadam num oceano de virtudes teologais, costumam dar líderes tenebrosos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hitler (cá vem a Lei de Godwin) era uma jóia de pessoa, amigo do seu cão, não fumava, não fazia orgias, não apalpava as secretárias, não se embebedava, etc. Um asceta!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E então? Isso fazia dele um bom líder?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Churchill, pelo seu lado, bebia-lhe bem, fumava que nem uma chaminé, e tinha mais defeitos que os que cabem neste texto. Um devasso, em suma!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Newt Gingrich, que ganhou as mais recentes primárias, é um homem destes. E é nestes homens que se confia. São como nós, sabe-se as linhas com que se cosem e não apresentam auras que o zé pagode posse confundir com atributos divinos ( e sabe-se como o zé povinho está sempre pronto para se babar perante qualquer um que se lhe apresente enfarpelado nas vestes de líder salvador e semideus encartado).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, entre Sancho Pança, homem pragmático, de ideias realistas. montado no seu burro, sempre à procura do seu, e D Quijote, homem de nobres propósitos, indestrutíveis princípios éticos e ideais estratosféricos, é sempre preferível que seja o 1º a mandar nos assuntos deste mundo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5975653012549885293?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5975653012549885293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5975653012549885293' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5975653012549885293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5975653012549885293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2012/01/ron-paul-e-newt-gingritch.html' title='Ron Paul e Newt Gingritch'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-2810594722903612304</id><published>2011-11-08T13:10:00.003Z</published><updated>2011-11-08T19:12:20.894Z</updated><title type='text'>Roma, Germanos e Árabes</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Há dias, numa tertúlia com amigos, o tema da ameaça islâmica  suscitou acesa discussão. Um dos argumentos brandidos por um dos intervenientes é o de que, como aconteceu com outros invasores e outras migrações, os valores do Ocidente acabam por ser aceites  e impôr-se.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E referia, a propósito, o período das invasões e migrações  germânicas sobre o Império Romano que levaram, não à germanização da &lt;i&gt;Romania&lt;/i&gt;, mas à romanização dos bárbaros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O argumento é poderoso mas derrota-se a si mesmo, como iremos ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Os germanos, apesar de terem sido os maiores responsáveis pela destruição do governo imperial, não queriam substituir o Império por algo novo e, de facto, o direito, a moral,  a economia, a moeda, o equilíbrio social, a língua, as artes, etc, mantiveram as  referências romanas.  Até a religião cristã, a religião do Império, acabou por  desalojar o arianismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Os reis bárbaros eram geralmente vistos pelas populações como generais de mercenários, ao serviço de Roma. E mesmo quando vitoriosos, iam ao encontro dos vencidos, adquiriam os seus hábitos e os seus valores, governavam à romana, ou tentavam. As suas cortes estavam cheias de poetas e retóricos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Recesvinto&lt;/b&gt;, Rei dos Visogodos, proclamou em 634 um &lt;i&gt;Liber Judiciorum&lt;/i&gt;,  completamente tributário do direito romano. &lt;b&gt;Sigismundo&lt;/b&gt;, Rei dos Burgúndios, dizia-se um soldado do Império.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O Norte de Africa estava completamente romanizado e até os Vândalos, que ali se instalaram, aceitaram a vida tal como ela era, ao estilo romano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A imagem que melhor descreve a situação é a de um belo solar, cujo dono está ausente, e que foi dividido interiormente em vários apartamentos. Apesar dos sinais de decadência, apesar de já não existir um único proprietário, o edifício mantém-se de pé, com a sua original traça exterior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Isto numa altura em que  os árabes começavam a sua grande&lt;i&gt; jihad.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas com os  árabes, nada disto se passou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Em 632, quando Maomé morreu, ninguém estava preocupado com os árabes. Eram umas tribos de selvagens, para lá da Síria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Os grandes poderes da época eram o Império Bizantino, o Império Persa e, na Europa, os reis germânicos mantinham mais ou menos viva a ideia do Império Romano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Trinta anos depois já os árabes, galvanizados por uma nova religião, carregavam sobre o Norte de Africa, e conquistavam Creta, Chipre e Sicília. O Mediterrâneo era deles e os Impérios Persa e Bizantino batiam em retirada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A questão que se coloca é: porque razão não foram os árabes absorvidos pelos valores de populações e regiões, muitas das quais com civilização superior, como tinha acontecido com os germanos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A razão  é, claramente, religiosa. Os germanos nada tinham a opor ao cristianismo do Império, queriam apenas poder e o brilho que o Império projectava, eram como traças atraídas por uma lâmpada,  mas os árabes combatiam por uma nova fé e foi a natureza dessa fé  que impossibilitou a assimilação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Na verdade os árabes nada tinham a opor à civilização superior dos povos que conquistam,  e assimilaram-na com grande rapidez, indo beber directamente ao legado helénico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Nem sequer pretendiam converter os conquistados, apenas que eles obedecessem a Alá. Ou seja, exigiam a simples e, para eles,  natural, submissão de seres inferiores, degradados, desprezíveis, e abjectos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Onde chegaram, instalaram-se como dominadores. Os vencidos eram seus súbditos, pagavam impostos especiais &lt;i&gt;(jyzia)&lt;/i&gt;  e não faziam parte da&lt;i&gt; umma,&lt;/i&gt; da comunidade dos crentes. Nenhuma fusão podia acontecer entre conquistados e conquistadores, nenhum esforço os vencedores faziam para agradar aos vencidos. Eram estes que tinham de ir ao encontro dos seus novos senhores e não podiam ir de outro modo que não fosse como servidores de Alá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A fé dos vencidos não era atacada, não merecia sequer a dignidade de ser rebatida. Era simplesmente ignorada, já que um predador não argumenta com a presa. E esta era a melhor maneira de afastar o vencido do seu estado de  &lt;i&gt;jahiliyyah&lt;/i&gt; e conduzi-lo a Alá e à dignidade da comunidade dos crentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Tudo isto implica que onde o muçulmano se instalou como vencedor, a antiga civilização desapareceu. O germano romanizou-se ao entrar no Império. Os povos onde entrou o muçulmano, islamizaram-se, porque a rotura com o passado foi total. Uma nova língua, novos costumes, um novo direito (&lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt;), novos valores, instituições e, acima de tudo, uma nova religião, dominadora e intratável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A sociedade civil desapareceu, sendo substituída por uma sociedade religiosa e totalitária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Foi isto que aconteceu em todas as regiões onde o Islão chegou, desde a Pérsia a Marrocos.  E esteve prestes a acontecer na Península Ibérica, não tivesse havido algumas circunstâncias fortuitas que impediram esse desfecho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É por isso que o argumento daquele meu amigo é falacioso. Mas é a mesma falácia em que assenta a doutrina multiculturalista  dominante no pensamento politicamente correcto ocidental. A ideia que, de algum modo, as comunidades muçulmanas  são como as outras, serão assimiladas, e acabarão por se converter aos nossos valores, às nossas leis, ao nosso modo de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Nada na História corrobora tal esperança, bem pelo contrário, pelo que  a sua prevalência se deve apenas à profunda ignorância ocidental, relativamente aos  fundamentos  doutrinários do Islão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E, como dizia Sun Tzu, quem não conhece o seu inimigo, nem se conhece a si mesmo, perderá todas as batalhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-2810594722903612304?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/2810594722903612304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=2810594722903612304' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/2810594722903612304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/2810594722903612304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/11/roma-germanos-e-arabes.html' title='Roma, Germanos e Árabes'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5074660597849638426</id><published>2011-11-02T19:37:00.000Z</published><updated>2011-11-02T19:38:12.119Z</updated><title type='text'>Atacar o Irão</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div&gt;Volta a falar-se insistentemente na elevada probabilidade de um ataque às infra-estruturas nucleares iranianas, uma vez que já ninguém ( nem sequer russos e chineses) duvida de que se trata de obter a arma nuclear.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os iranianos são um estado revolucionário, não hesitam em projectar terror para fora das suas fronteiras e toda a gente treme só de pensar no dia em que o Irão esteja em condições, não só de lançar um míssil com uma cabeça nuclear, como também de municiar os seus proxies e as suas células adormecidas, com alguns quilogramas de urânio enriquecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Basta saber que uma bomba convencional normal, junto a alguns quilogramas de bolo amarelo, são suficientes para tornar inabitável, durante anos a fio, largas porções de cidades. Imaginar uma bomba "suja" em Jerusalem, Riad, Londres ou Nova York, é um cenário aterrador para os dirigentes políticos que não terão agido preventivamente face a indícios inescapáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os israelitas querem atacar e contam até com a colaboração do seu arqui-inimigo, a Arábia Saudita, que sabe estar também na linha da frente. George Bush recusou dar luz verde aos israelitas, a ideia era lograr uma solução diplomática, mas está-se a chegar ao ponto de não regresso. Os iranianos não cedem, o relógio faz tic-tac, e Obama e a sua entourage parecem aceitar uma lógica de contenção semelhante à usada contra a URSS. Podem dar-se a esse luxo, mas não Israel, cujas exíguas dimensões não lhe permitem encaixar um ataque deste tipo, mesmo que depois varram da superfície da terra o país dos aiatolas..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema é que as instalações nucleares iranianas são múltiplas e não estão tão facilmente acessíveis como o reactor iraquiano em 1981. Pelo contrário, estão enterradas e disseminadas, algumas delas em áreas populacionais, utilizando as pessoas como escudos humanos, numa deliberada exploração dos tabus morais da nossa civilização.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Contudo, apesar do gesticular ameaçador dos iranianos, e do coro daqueles que os querem apaziguar a todo o custo ( e que, alguns deles, até rejubilariam intimamente caso Israel fosse destruído) , clamando que não há opção militar para resolver o caso iraniano, trago aqui um a actualização de um post que escrevi há 5 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim a voo de pássaro, e discorrendo sem preocupações de pormenor, antevejo algumas possibilidades:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1ª- Ataque aéreo prolongado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Força Aérea iraniana é incapaz de fazer frente a forças aéreas modernas e bem treinadas, como a israelita, ou americana. A sua boa escola de pilotagem, ao modelo ocidental, herdada do Xá, foi destruída e purgados quase todos os pilotos. Não terá quaisquer hipóteses de sobrevivência no ar. Cada avião que levante voo será imediatamente detectado pelos AWACS e abatido com mísseis ar-ar, ainda antes de o seu radar ter detectado o que quer que seja.&lt;br /&gt;Quanto ao sistema de defesa aérea, apesar de melhorado nos últimos anos com a compra de mísseis russos, não terá hipótese de importunar as esquadrilhas americanas ou israelitas, porque será posto fora de combate logo nos primeiros momentos da operação, provavelmente com mísseis de cruzeiro do tipo AGM-154 e mísseis anti-radiação do tipo AGM-88, disparados de aviões a mais de 90 km de distância&lt;br /&gt;Lograda a supremacia aérea, a aviação atacante poderá executar bombardeamentos estratégicos quando e onde entender, não só sobre as infra-estruturas nucleares, mas também sobre rampas de lançamento de mísseis e unidades militares dos Pasdaran.&lt;br /&gt;O simples facto de aviões americanos ou israelitas se passearam à vontade sobre Teerão, constituirá uma humilhação terrível para um regime arrogante que assenta a sua dominação no medo e na imagem de força que transmite para dentro. Poucas ditaduras sobrevivem a semelhante humilhação…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2ª- Atacar a liderança&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um ataque massivo e de surpresa sobre os principais líderes militares, políticos e religiosos, asseguraria a morte de 2/3 da liderança iraniana, cortando a cabeça ao regime, lançando a confusão e tornando possível o desencadear de um golpe interno que leve a uma mudança de regime. Tem de ser um ataque na mais completa surpresa, porque à menor desconfiança, toda esta gente se enterra e protege.&lt;br /&gt;É o que farão os líderes sobreviventes mas isso é em si muito negativo para um regime que necessita que o poder seja visível e infunda medo. O simples facto de se saber que os aiatolas estão escondidos nos bunkers, mostra que o regime tem medo, o que ajudará a galvanizar as forças anti-regime, que as há.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há certamente mais opções em cima da mesa, mas estas duas são suficientes para mostrar que a opção militar é viável e que se não é aplicada a tempo é apenas por falta de vontade e suicida tendência para o apaziguamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Israel é perfeitamente capaz de levar a cabo uma operação deste tipo. Não só tem uma força aérea capaz de operar a tão grande distância ( tem aviões de reabastecimento), como dispõe de gigantescos drones ( Heron), capazes, também eles, de lançar poderosas bombas anti-bunker, repetidamente sobre os objectivos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A acompanhar um ataque destes, será provavelmente enviada uma mensagem a avisar que o ataque é de objectivo limitado e que qualquer retaliação com mísseis balísticos, desencadeará a resposta das forças estratégicas de Israel, com mísseis Jericho e, eventualmente (caso o Irão ataque cidades e utiliza armas químicas) armas nucleares, a princípio numa zona deserta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A eventual resposta utilizando o Hezbolah e o Hamas, será o pretexto para a derradeira destruição destes movimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o Irão, como ameaça fazer, cair no erro de atacar interesses americanos ou bloquear as rotas marítimas no Golfo Pérsico, a resposta americana será devastadora e incluirá a paulatina destruição de todas as capacidades militares do Irão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o Irão é necessário não mostrar o mesmo tipo de complacência que permitiu a Hitler tornar a Alemanha numa formidável potência militar em 3 ou 4 anos.&lt;br /&gt;O que podia ter sido resolvido com umas centenas de mortes, acabou solucionado depois de 60 milhões de pessoas terem perdido a vida.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5074660597849638426?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5074660597849638426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5074660597849638426' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5074660597849638426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5074660597849638426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/11/atacar-o-irao.html' title='Atacar o Irão'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4162759480772803457</id><published>2011-10-27T09:42:00.001+01:00</published><updated>2011-10-27T09:42:36.836+01:00</updated><title type='text'>A intervenção na Líbia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;Tentando responder à&lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/2011/10/bizarra-historia-da-intervencao-na.html" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt; pergunta&lt;/a&gt; do JPP, qualquer observador desapaixonado percebeu que a intervenção da NATO não se destinou a “proteger civis” e que este objectivo serviu apenas como eufemismo politicamente correcto através do qual o vício pagou tributo à virtude.&lt;br /&gt;Também é claro como a água que o que aí vem é, com grande probabilidade, um poder tão ou mais hostil do que o de Kadafi, e certamente mais duradouro, porque enraizado na visão maniqueísta típica do Islão (&lt;i&gt;Dar al Islam versus Dar al Harb&lt;/i&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;Não é razoável que os poderes ocidentais ignorassem estas realidades. Elas eram óbvias a qualquer pessoa minimamente interessada nas relações internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;A questão que, no fundo, Pacheco Pereira coloca é: porque razão se avançou nesta direcção?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;Ele fala de hipocrisia, num tom claramente condenatório, e no fundo, acaba por falar do petróleo.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;A meu ver há duas respostas possíveis:&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;1- &lt;b&gt;O petróleo e o gás.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;A determinada altura acreditou-se na teoria do dominó e algumas chancelarias europeias previram que Kadafi cairia tão facilmente como Ben Ali e Mubarak. Dados os importantes interesses económicos em jogo, e os vitais fluxos de hidrocarbonetos, alguns países europeus, nomeadamente a França, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;pressaram-se a colocar as suas fichas nas casas vencedoras ou seja, deitaram os foguetes antes da festa. Uma vez feita a aposta estratégica, e como Kadafi não colaborou, não havia alternativa racional senão forçar activamente a sua saída, a não ser que se quisesse viver com um louco vingativo aqui ao lado. Relembre-se que Kadafi não só apoiu o terrorismo (&lt;i&gt;de extrema esquerda e islâmico&lt;/i&gt;) na Europa, como criou um programa nuclear e chegou mesmo a alvejar, com mísseis Scud, território italiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Esta hipótese explica bem o empenhamento dos países europeus e o facto de ter sido a França a lançar as hostilidades enviando a sua aviação, minutos depois de uma resolução do CS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;2- Eurábia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Há tempos li um livro de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bat_Ye%27or" title="Bat Ye'or" style="color: rgb(6, 69, 173); text-decoration: underline; background-image: none; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; "&gt;Bat Ye'or&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;que dava conta de um documentado conluio euro-árabe, para institucionalizar uma entidade euro-árabe a que ela chamou &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eurabia" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Eurábia&lt;/a&gt; (&lt;i&gt;o termo não é dela, mas &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;i&gt;sim do Comité Europeu de Coordenação das Associações de Amizade com o Mundo Árabe&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Este conluio teria inspiração francesa, (&lt;i&gt;os franceses, na sua proverbial mania de grandeza, acreditariam que uma Eurabia dominada por eles seria uma potência que estaria em pé de igualdade com as outras superpotências&lt;/i&gt;) dataria da década de 70, e incluiria a imigração massiva de muçulmanos para a Europa, (&lt;i&gt;a verdade é que o número de muçulmanos na Europa cresceu de 50 000 para mais de 25 milhões, em menos de 40 anos&lt;/i&gt;) a doutrinação multiculturalista, o reescrever dos livros de história para os tornar mais amigáveis em relação ao Islão, acções educativas e intervenções nos media. Apesar de profusamente documentado e até já bastante institucionalizado ( &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Euro-Mediterranean_Parliamentary_Assembly" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;há um “parlamento” euro-árabe&lt;/a&gt;) confesso que vi neste livro pouco mais do que uma sofisticada teoria da conspiração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;Neste momento já não tenho tantas certezas. E temo que, a existir tal objectivo, se tenha criado um monstro que está a escapar ao nosso controle e que pode muito bem vir inverter os papéis que estavam no guião.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.65em; "&gt;O que está a acontecer no Norte de Africa é o pior dos pesadelos. Líbia, Tunísia e Egipto vão cair maduros nas mãos da Irmandade Muçulmana e seus &lt;i&gt;proxies.&lt;/i&gt; Nada de bom podemos esperar a não ser, talvez, o definitivo acordar dos líderes europeus para a ameaça muçulmana, de fora e de dentro que, desde há 1300 anos, com avanços e recuos, tem a Europa como natural objectivo.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/intervencao-na-libia.html#ixzz1byBmRId5" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/intervencao-na-libia.html#ixzz1byBmRId5&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4162759480772803457?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4162759480772803457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4162759480772803457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4162759480772803457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4162759480772803457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/intervencao-na-libia.html' title='A intervenção na Líbia'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4994310697723679092</id><published>2011-10-25T22:03:00.001+01:00</published><updated>2011-10-25T22:03:43.647+01:00</updated><title type='text'>A crise do capitalismo?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;150 anos depois de Marx profetizar para daí a pouco, a crise final do capitalismo, os seus seguidores, conscientes ou inconscientes, voltam à carga com o ódio ao capitalismo e com a “exigência” do seu desmantelamento. Pelo mundo fora, rebanhos de “indignados”, regurgitam os mesmos slogans de há 100 anos, acusando o capitalismo de todos os males.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É fácil, cómodo e mentalmente preguiçoso, acusar abstrações, mas acusar o capitalismo pela crise em que nos debatemos é como acusar o tráfego pelos acidentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Quem são então os responsáveis, por uma coisa e outra? As pessoas, é óbvio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;As pessoas que conduzem mal e as pessoas que abusam do seu poder ou da sua informação, na política e nos negócios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O capitalismo é, até à data, em toda a história da humanidade, o melhor sistema que inventámos para criar riqueza, bens e serviços.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Não, não tem uma moralidade intrínseca, para além da liberdade que nos dá de fazer as nossas própria escolhas, sejam elas certas ou erradas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Isso é bom, sob o ponto de vista moral, porque estimula a criatividade e esta traz benefícios que acabam por melhorar a vida de todos. Mas, não tendo o capitalismo uma regra moral intrínseca, é evidente que o abuso da liberdade pode conduzir à anarquia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Foi isto que aconteceu? Foi a ganância de Wall Street , referida aqui como metáfora do mercado, que catalisou esta crise? Foi o mercado que falhou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Rotundamente, não!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Na raiz do problema estão as distorções que as intervenções do estado, seguramente bem intencionadas, provocaram no funcionamento dos mercados, a saber:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A inundação do crédito barato, sob a batuta da Reserva Federal americana, no rescaldo do &lt;i&gt;crash&lt;/i&gt; das &lt;i&gt;dot.com.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A decisão política da Administração Clinton de, através das agências &lt;i&gt;Fanny Mae&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Freddie Mac&lt;/i&gt;, conceder triliões de dólares de crédito de risco, garantidos por hipotecas sem valor. A ideia de Clinton era garantir que todos os americanos pudesse ser proprietários da sua casas, mesmo que não pudessem pagar por elas.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Estas hipotecas incentivadas pelo governo federal e, por isso, tacitamente aceites como garantidas por ele, serviram de base à criação de imensos derivados, vendidos e revendidos numa pura lógica de mercado. É assim que funciona o capitalismo...constrói bens a partir dos materiais que tem à disposição e foi o governo que lhe colocou na mesa os materiais adulterados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A ganância e a necessidade de sobreviver num mercado distorcido, fizeram o resto, mas disto não se pode acusar o capitalismo, apenas as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É mais justo condenar o cabrito por comer a relva, ou quem lha pôs ao alcance? Devem condenar-se os indivíduos que aproveitaram as oportunidades, ou o estado que lhas colocou à frente e que, praticamente, lhas enfiou pela garganta abaixo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas a esquerda anti-capitalista está-se nas tintas para estes factos inegáveis e profusamente referenciados, principalmente porque odeia o lucro. Este ódio busca raizes na ideia marxista de que o lucro é, por definição, o resultado da exploração do homem pelo homem. É, portanto, uma coisa má, um pecado mortal que merece condenação e ódio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Assim sendo, os esquerdistas consideram como irrelevante o facto de o capitalismo ter melhorado para níveis inéditos as condições de vida de centenas de milhões de seres humanos. E, ainda que o socialismo tenha falhado rotundamente esse mesmo objectivo, em todas as latitudes onde foi experimentado, de algum modo acreditam que o socialismo é que há-de ser a solução. Trata-se de uma Fé, por definição imune aos factos e que perdura apesar deles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Quando estes “indignados” protestam contra o capitalismo, estão a errar o alvo por muitas milhas. Os monopólios, os corporativismos, os negócios patrocinados pelos favores polítcos, são a antítese do capitalismo, entendido como mercado livre, sujeito apenas às regras de funcionamento que o tornem eficaz e fiável ( &lt;i&gt;e essas regras sim, têm de ser vigiadas e aplicadas pelo Estado&lt;/i&gt;). Onde há monopólios não há competição e, por sistema, os preços sobem, os salários baixam e os bens e serviços perdem qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Muitos destes indignados são indivíduos genuinamente preocupados com o seu futuro, mas que não se apercebem que estão apenas a servir de testas de ferro e figurantes, numa peça regida por activistas profissionais, movidos pelo puro ódio ideológico ao capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nas universidades, tomadas de assalto pelos intelectuais orgânicos inspirados por Gramsci, estes jovens são endoutrinados nas velhas noções marxistas da luta de classes, amalgamadas no &lt;i&gt;niilismo&lt;/i&gt; da pós-modernidade. Incapazes de perceber como funciona o sistema em que vivem, são facilmente manipulados pelas raposas velhas do activismo esquerdista, de resto bem financiadas, por dinheiros milionários apostados na destruição do sistema que os gerou. O caso de Soros é conhecido e está por detrás de centenas de organizações apostadas na implementação do socialismo, desde ONG's a estações de rádio e televisão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Os problemas que esta gente pode criar não irão destruir o capitalismo, nem trazer novamente o desacreditado socialismo. Apenas criar caos, desordem, destruição e pobreza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0.5cm; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; font-style: normal; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É esse, aliás, &lt;a href="http://www.businessinsider.com/seiu-union-plan-to-destroy-jpmorgan" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;o objectivo&lt;/a&gt; do grande mentor do movimento “Occupy Wall Street”, o radical esquerdista, Stephen Lerner.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/crise-do-capitalismo.html#ixzz1bpVImZl7" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/crise-do-capitalismo.html#ixzz1bpVImZl7&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4994310697723679092?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4994310697723679092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4994310697723679092' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4994310697723679092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4994310697723679092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/crise-do-capitalismo.html' title='A crise do capitalismo?'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4802835553532746900</id><published>2011-10-20T17:46:00.000+01:00</published><updated>2011-10-20T17:47:08.988+01:00</updated><title type='text'>Indignados. Diz-me com quem andas...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O movimento dos "indignados", nas suas várias metamorfoses nacionais, ocupa não apenas praças e ruas, mas um espaço mediático desproporcional à sua real dimensão.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O nosso povo costuma dizer "&lt;i&gt;diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;E com quem andam estes "indignados"?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Para começar com o Grande Aiatola &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/2011/oct/12/iran-us-protests-topple-capitalism" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Ali Khamenei&lt;/a&gt;, que acha que os indignados americanos vão derrotar de vez o Grande Satã, cujo poder tanto irrita os islamistas iranianos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Continuando em grande, o Coronel &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/2011/oct/09/chavez-condemns-wall-street-protest-crackdown" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Hugo Chavez,&lt;/a&gt; evidentemente de alma e coração com os "99%".&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O &lt;a href="http://dailycaller.com/2011/10/17/red-white-and-angry" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Partido Nazi&lt;/a&gt; americano, junta-se ao comboio. Qualquer movimento que brade palavras de ordem contra os banqueiros judeus capitalistas, tem lugar imediato no coração deste tipo de socialistas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Os outros também. Os Partidos comunistas e socialistas dos 4 cantos da terra, estão de alma e coração com os ocupas e indignados. Jerónimo de Sousa, Louçã, Boaventura Sousa Santos e as dúzias de dinossauros pós-marxistas que por este lados passam por "elite cultural", com lugar cativo nas televisões e jornais, têm-se precipitado para o comboio do protesto, que lhes serve às mil maravilhas para carimbarem o atestado de "progressistas" e amigos do povo&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Os actores da esquerda repimpada americana, desde &lt;a href="http://www.csmonitor.com/Business/Latest-News-Wires/2011/0928/Susan-Sarandon-lends-star-power-to-Wall-Street-protests" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Susan Sarandon&lt;/a&gt; ao cómico Michael Moore, também por aí andam nas ânsias de revolução "progressista" que, de vez em quando, como a acne, fazem a sua aparição até na pele mais saudável, expressando-se, normalmente em borbulhas de anti-semitismo misturadas com apelos à aniquilação do sistema capitalista e os outros habituais slogans do&lt;i&gt; vademecum&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;E, claro, &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/link/obama-mostra-simpatia-por-protesto-em-wall-street/" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Barack Obama&lt;/a&gt; está com o coração no movimento, &lt;i&gt;of course&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;b&gt;Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Ora este movimento que, embora ninguém o tenha mandatado, a si mesmo se atribui a representação legítima da indignação generalizada para com o sistema financeiro, tem como objectivo claro, a destruição do capitalismo que, desde sempre, foi visto como o grande inimigo por socialistas, utópicos e totalitaristas de todos os quadrantes.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Esta gente quer derrubar o sistema financeiro, não melhorá-lo. Quer revolução, não quer reforma.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Quer redistribuir riqueza, não criá-la. Quer derrubar as grandes empresas menos, talvez, aquelas que produzem os&lt;i&gt; gadjets&lt;/i&gt; que os indignados não dispensam, desde os telemóveis às máquinas fotográficas, passando pelo tabaco, cerveja, mochilas, jeans, computadores, etc, etc.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;As lideranças de alguns países, castradas pela ideologia da correcção política, aceitam, de forma quase apática, que algumas centenas destes zombies dos extremismos do séc XX, sequestrem espaços públicos, montando tendas e largando bostas na via pública, sem que lhes apliquem toda a força da lei.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;De uma lei geral e abstracta, principio no qual assentam os estados de direito ocidentais, estamos a transitar para perversões típicas de alguns países orientais ( particularmente islâmicos),nos quais a lei é diferente para diferentes grupos humanos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Um outro exemplo desta estranha corrupção do direito ocorre-me a propósito da condenação de um padre católico, em Boticas, por posse de armas. Segundo as notícias, a juiza terá dito no seu acórdão, que o crime do padre era pior dada a sua profissão. A ser verdade, isto é gravíssimo. Desde quando é que, nos nossos sistemas jurídicos, a profissão, ou o sexo, ou a cor dos olhos, ou a falta de cabelo, etc, determinam as qualificações de um crime?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Enfim, esperemos que as autoridades acordem da apatia politicamente correcta e assumam o seu dever de proteger a maioria das acções violentas de meia dúzia de radicais com as hormonas e a estupidez à flor da pele.&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/indignados-diz-me-com-quem-andas.html#ixzz1bLE65jZd" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/indignados-diz-me-com-quem-andas.html#ixzz1bLE65jZd&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4802835553532746900?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4802835553532746900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4802835553532746900' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4802835553532746900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4802835553532746900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/indignados-diz-me-com-quem-andas.html' title='Indignados. Diz-me com quem andas...'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5611469037667599503</id><published>2011-10-17T10:00:00.001+01:00</published><updated>2011-10-17T10:00:12.301+01:00</updated><title type='text'>Boaventura Sousa Santos-Regresso ao Parque Jurássico</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Nos últimos dias têm passado nas televisões &lt;i&gt;reprises&lt;/i&gt; do "Parque Jurássico", não do original de Crichton, mas de excelentes derivados tugas. Os habituais, como Louçã, Jerónimo, Bernardino,etc, e outros, menos frequentes, mas igualmente jurássicos ou, talvez, triássicos que, dizem os especialistas, ainda são mais antigos. Entre estes os Bispos Januário Torgal e Manuel Martins e pasme-se, até o grande poeta sociólogo, Boaventura Sousa Santos que ontem surgiu a rugir numa televisão qualquer, perante o olhar embevecido e bovino do jornalista que lhe dava tempo de antena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Se eu fosse cristão, diria que são os tão falados sinais do Armagedão mas, uma vez que sofro de lamentável cepticismo religioso, não vou tão longe e fico-me pelo Apocalipse da Razão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Boaventura Sousa Santos é, com efeito, um dos expoentes da impostura intelectual nacional, tendo-se abarbatado com o honroso título de sociólogo-mor da galáxia, à pala do palavreado oco e redondo (&lt;i&gt;sendo redondo, não tem ponta por onde se lhe pegue&lt;/i&gt;), bom para enganar o pagode que não percebe patavina do que o homem diz, (&lt;i&gt;justamente porque não há nada para perceber&lt;/i&gt;), mas tem um certo receio de o dizer em voz alta, para não passar por inculto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O Sociólogo Boaventura, é mais um burguês dos quatro costados, mas com vergonha de sair do armário e assumir aquilo que é. Tem óptimas sinecuras, pagas pelo dinheiro de todos nós, e gosta de esfregar as muitos sapientes e alegadamente proletárias “nalgas” nas poltronas da classe executiva quando vai para os Fóruns Sociais perorar sobre a pobreza, ao mesmo tempo que beberrica champanhe de um bom &lt;i&gt;flute&lt;/i&gt; e depenica toscas com caviar&lt;i&gt;beluga&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nos intervalos faz poesia (&lt;i&gt;veja-se abaixo um exemplo do génio poético do portentoso sociólogo-mor)&lt;/i&gt; e, quando solicitado, perora sobre o capitalismo e o “grande capital”, ao melhor estilo arqueomarxista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Um exemplo da poesia do Dr Boaventura (&lt;b&gt;não é brincadeira, é mesmo dele&lt;/b&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;"&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nas ruínas do ciclone de quarenta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;trabalho manuais sem mestre nem montra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;entram chefes guerras caracóis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;tesouras e pauzinhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;nas rachas das meninas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;na catequese é em coro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;e em filas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;no escuro dos intervalos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;medem-se as pilas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Boaventura tens quebranto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;dois te puseram três te hão de tirar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;se eles quiserem bem podem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 19px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;são as três pessoas da Santíssima Trindade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;...".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.64cm; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; line-height: 0.64cm; widows: 2; orphans: 2; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Ou seja, pelo que se percebe, o Dr Boaventura tinha o costume de medir pilas no escuro, o que significa que nem uma lanterna tinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/nos-uti-m-os-dias-tem-passado-nas.html#ixzz1b1mqdeBS" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/nos-uti-m-os-dias-tem-passado-nas.html#ixzz1b1mqdeBS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5611469037667599503?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5611469037667599503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5611469037667599503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5611469037667599503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5611469037667599503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/boaventura-sousa-santos-regresso-ao.html' title='Boaventura Sousa Santos-Regresso ao Parque Jurássico'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-6715065052338905402</id><published>2011-10-16T09:06:00.001+01:00</published><updated>2011-10-16T09:06:30.130+01:00</updated><title type='text'>Porrada neles</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;A desordem tem rosto e é o rosto de sempre: a típica aliança da velha esquerda saltitante e pimbática, orfã da falência das utopias, com ignaros pós-marxistas e puros imbecis, amalgamados ao ritmo dos tambores antiamericanos, anti-capitalistas e anti “neoliberais”.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Só os nomes mudam, ao sabor das circunstâncias. Hoje os "anti-guerra", amanhã os "indignados", passando pelos "anti-globalização", etc, etc, etc.&lt;br /&gt;No bacanal de violência, que não precisa de muitas “causas”,apenas de pretextos, a liturgia é sempre revivalista e acaba também sempre na mais primária violência antidemocrática, em ânsias de revolução, e "democracia directa" como, por cá, em 1975, clamavam, ao mesmo tempo que ameaçavam meter a "reacção" no Campo Pequeno.&lt;br /&gt;A canalha ulula em matilha e procura apenas, com slogans, mocadas, &lt;em&gt;cocktails&lt;/em&gt; Molotov e barras de ferro, dar livre curso à raiva das hormonas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;É o frenesim da manada em estoiro e tão inteligente como ela.&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com a memória dos camisas negras, castanhas, braços musculados comunistas, ou &lt;em&gt;gangs &lt;/em&gt;de &lt;em&gt;hooligans&lt;/em&gt;, não é pura coincidência.&lt;br /&gt;Esta marabunta que vocifera&lt;em&gt; slogans&lt;/em&gt; estupidificantes, parte montras e incendeia lojas e carros, alimenta-se apenas de hormonas descontroladas e de uma salgalhada conceptual cujos ingredientes principais são o ódio ao capitalismo, à democracia “burguesa”, a “eles”, enfim, aos valores profundos que fazem a civilização a que pertencemos.&lt;br /&gt;Este é o resultado prático da doutrinação esquerdista veiculada nas escolas e nos media, e que varre a Europa de há uns anos a esta parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;É nisto que resulta a "desconstrução" dos valores e da história que fez do Ocidente o expoente da civilização.&lt;br /&gt;Na verdade, estes “jovens” vândalos são ideologicamente velhos, puros idiotas úteis, pura chungaria, o produto acabado de sistemas educativos socializantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução?&lt;br /&gt;Para começar, porrada no lombo.&lt;br /&gt;O estado de direito democrático e a esmagadora maioria da população não podem ficar reféns de meia dúzia de fascistas e palermas, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;com acne, física e mental, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;que&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; nã&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;enchem sequer um estádio de futebol de média dimensão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/porrada-neles.html#ixzz1aviwM1xj" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/porrada-neles.html#ixzz1aviwM1xj&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-6715065052338905402?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/6715065052338905402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=6715065052338905402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6715065052338905402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6715065052338905402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/porrada-neles.html' title='Porrada neles'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4742093224854248890</id><published>2011-10-15T12:00:00.001+01:00</published><updated>2011-10-15T12:00:11.442+01:00</updated><title type='text'>Angelo Correia, o espertalhaço</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;Ontem, no Frente-a-frente, da SIC N, Angelo Correia fez mais um número de puro circo, brindando os telespectadores com uma peça de escandalosa sem-vergonha.&lt;div&gt;Comentou o Engenheiro Correia, que este calor que se adentra por Outubro, em Portugal, não só é uma coisa má (&lt;i&gt;opinião subjectiva, mas respeitável&lt;/i&gt;), como é o castigo pelos pecados que o homem, esse monstro, comete contra a Natureza, a Deusa -Mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Este argumento não é novo e é sistematicamente lançado para cima da mesa, como quem bate o às-de-trunfo, quando as condições meteorológicas não são as normais para a época, no local onde o verberador verbera.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o tempo está quente, aí temos a prova do aquecimento global, provocado pelo homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o tempo está frio, aí temos a prova da mudança climática, provocada pelo homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o tempo está normal, anda tudo caladinho, para não cair ostensivamente no ridículo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora o Engº Correia sabe muito bem que condições meteorológicas e clima são coisas diferentes e que não é possível estabelecer relações de causa-efeito entre o escape do meu carro e uma onda local de calor ou frio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Engº Correia, que de vez em quando também nos atira à cara o seu manifesto ódio a Israel, com o ar seráfico de quem só diz verdades, é esperto, diria mais, espertalhaço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Relativamente ao clima, a coisa explica-se: o Engº Correia é Chairman da &lt;a href="http://www.fomentinvest.com/" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;Fomentinvest,&lt;/a&gt; que tem begócios na área do carbono, energias renováveis, etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Relativamente a Israel, a coisa também se explica: o Engº Correia é presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe Portuguesa e cônsul honorário da Jordânia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem não o conhecer que o compre.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/angelo-correia-o-espertalhaco.html#ixzz1aqa6UGhc" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/angelo-correia-o-espertalhaco.html#ixzz1aqa6UGhc&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4742093224854248890?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4742093224854248890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4742093224854248890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4742093224854248890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4742093224854248890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/angelo-correia-o-espertalhaco.html' title='Angelo Correia, o espertalhaço'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5122415030724844946</id><published>2011-10-15T09:25:00.001+01:00</published><updated>2011-10-15T09:25:24.168+01:00</updated><title type='text'>Saber da vida</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;p style="font: normal normal normal 14px/28px Georgia, serif; margin-bottom: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Ontem, no Parlamento, com a prosápia que o PCP habitualmente revela na sua identificação com os "trabalhadores", Jerónimo de Sousa, o "Operário", invectivou lá do alto o 1º Ministro, perguntando-lhe o que ele, 1º Ministro, sabe da vida.&lt;/p&gt;&lt;p style="font: normal normal normal 14px/28px Georgia, serif; margin-bottom: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;O Jerónimo de Sousa é o típico burocrata burguês que , na sua cabeça, não o é, tal como a generalidade dos seus camaradas do Partido. Foi operário num curto período da sua vida e deputado no resto. Mas intitula-se, para sempre, operário.&lt;br /&gt;Por esta ordem de ideias, eu, que também já plantei umas batatas, posso, à vontade, reivindicar que sou camponês. Ou refugiado, uma vez que também já o fui. Ou outras tantas coisas que já fiz…&lt;/p&gt;&lt;p style="font: normal normal normal 14px/28px Georgia, serif; margin-bottom: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Enfim, a clássica má-fé de que falava Sartre:&lt;/p&gt;&lt;p style="font: normal normal normal 14px/28px Georgia, serif; margin-bottom: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;-Jerónimo é aquilo (&lt;b&gt;burguês&lt;/b&gt;) que não acredita ser e não é aquilo que acredita ser &lt;b&gt;(operário&lt;/b&gt;). Na sua cabeça é “operário”. Na realidade é um burguês bastante bem pago e bem instalado na vida.&lt;/p&gt;&lt;p style="font: normal normal normal 14px/28px Georgia, serif; margin-bottom: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font: normal normal normal 14px/28px Georgia, serif; margin-bottom: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;E é repimpado nessa hipocrisia, que larga postas de pescada sobre "o que é a vida".&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/saber-da-vida.html#ixzz1apx8kriU" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/saber-da-vida.html#ixzz1apx8kriU&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5122415030724844946?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5122415030724844946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5122415030724844946' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5122415030724844946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5122415030724844946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/saber-da-vida.html' title='Saber da vida'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3701264062959774633</id><published>2011-10-11T09:31:00.001+01:00</published><updated>2011-10-11T09:31:33.369+01:00</updated><title type='text'>Coptas, Islão e "dhimmis"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Georgia Serif'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: small; "&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 13px; line-height: 21px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;No Egipto, a chamada "Primavera Árabe", mostra ao que vem e a razão pela qual os verdadeiros muçulmanos a saudaram e por ela lutaram . Trata-se basicamente de uma deriva islamista, ajudada pelos habituais idiotas úteis, como já tinha acontecido no Irão. Recorde-se que, neste país, o Xá foi derrubado por uma aliança entre islamistas e comunistas, os quais, uma vez Khomeyni instalado no poder, foram perseguidos e massacrados.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Os media europeus, salvo raras excepções, pintaram os acontecimentos, não como os viam, mas como os queriam ver. Ainda me recordo do tom empolgado e apologético de alguns jornalistas, em plena Praça Tahrir, falando da utopia que aí vinha, pão e liberdade para todos, a generosidade dos "jovens", etc. Ao mesmo tempo, fechavam os olhos aos activistas da Irmandade Muçulmana que por ali se passeavam e fizeram até por relatar o menos possível a violação colectiva de uma jornalista americana por dezenas de "jovens", por alguém ter sussurrado que era judia. ( não era).&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;A repressão e a morte dos coptas e outros cristãos, agora tão publicamente testemunhada, não é um facto novo, bem pelo contrário. Outrora a esmagadora maioria da população, a chegada do Islão, implicou para eles aquilo que a &lt;i&gt;sharia &lt;/i&gt;prescreve: uns converteram-se, outros fugiram, outros morreram, outros permaneceram com um estatuto de cidadãos menores, "&lt;i&gt;dhimmis&lt;/i&gt;", protegidos, desde que paguem a &lt;i&gt;jizzya &lt;/i&gt;e aceitem as limitações do seu estatuto. Que é, basicamente, a de escravos, umas vezes mais bem tratados, outras vezes não. A aceitação do estatuto de &lt;i&gt;dhimmitude&lt;/i&gt;, implica a suspensão da&lt;i&gt; jihad&lt;/i&gt;. Todavia, segundo a lei corânica, basta que um &lt;i&gt;dhimmi&lt;/i&gt; de uma comunidade infrinja os deveres dos seus estatutos, para que a&lt;i&gt; jihad&lt;/i&gt; prossiga.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;É o que está a acontecer no Egipto. Alguns coptas não aceitaram bem a destruição de algumas igrejas, aproveitaram para reclamar comtra o seu estatuto de escravatura, e a &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt; recomeçou. O Exército ( onde os cristãos não podem entrar) atacou com ferocidade ( que contrasta com a passividade com que deixou atacar e destruir a Embaixada Israelita) e a televisão apelou aos muçulmanos para virem para a rua.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;O que se seguiu é conhecido. E o que se seguirá também: os cristãos serão paulatinamente postos no seu lugar e reduzidos à normal "&lt;i&gt;dhimmitude"&lt;/i&gt;. A prazo desaparecerão, como já desapareceram da maioria dos países islâmicos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;O que espanta, nisto tudo, é que os líderes europeus, a imprensa e os habituais defensores das " boas causas", que berram e protestam desalmadamente quando um palestiniano morre numa troca de tiros, façam vista tão grossa às gigantescas limpezas étnicas que os países muçulmanos levam a cabo, não de forma ocasional e espúria, mas aplicando deliberada e paulatinamente os conceitos típicos do Islão.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Os mesmos políticos que estão a encher a Europa de imigrantes muçulmanos, sem se darem conta de que, a prazo, estão a importar estas terríveis conceitos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Ainda ontem foi dado à estampa, pelo&lt;a href="http://www.hudson-ny.org/2487/french-suburbs-islamic-societies" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt; Instituto Monta&lt;/a&gt;igne de Paris, um estudo no qual se constata que alguns bairros dos suburbios de Paris já funcionam segundo a sharia e que o Estado francês já ali não manda, de facto.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Em Lérida, numa zona onde a comunidade muçulmana jé é significativa, &lt;a href="http://www.alertadigital.com/2011/01/13/el-ayuntamiento-socialista-de-lerida-podria-prohibir-los-perros-en-los-autobuses-para-no-ofender-a-los-musulmanes/" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;têm morrido dezenas de cães,&lt;/a&gt; envenenados, e jovens muçulmanos atacam quem ande na rua a passear o cão. O &lt;i&gt;imam&lt;/i&gt; local pediu mesmo à autarquia a proibição de cães no espaço público, porque "ofendem o Islão" e não permitem aos muçulmanos exercerem a sua "liberdade religiosa".&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Hoje são os cães, amanhã os infiéis. A história confirma este padrão. Onde o Islão assume o poder, não há espaço para outros.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; color: rgb(0, 102, 204); text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.1em; font: normal normal normal 78%/normal 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, Verdana, sans-serif; line-height: 1.4em; "&gt;&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/coptas-islao-e-dhimmis.html#ixzz1aSaVTwkB" style="color: rgb(0, 51, 153); text-decoration: none; "&gt;http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/coptas-islao-e-dhimmis.html#ixzz1aSaVTwkB&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3701264062959774633?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3701264062959774633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3701264062959774633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3701264062959774633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3701264062959774633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/10/coptas-islao-e-dhimmis.html' title='Coptas, Islão e &quot;dhimmis&quot;'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-7980429056658364500</id><published>2011-09-29T15:15:00.000+01:00</published><updated>2011-09-29T15:16:10.007+01:00</updated><title type='text'>Islão e sharia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;País: Irão&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Nome: Yousef Nadarkhani&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Crime: Recusa em abjurar o cristianismo&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Pena: Morte.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O pastor Nadarkhani é apenas um entre as centenas de condenados à morte, no Irão.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Uso aqui o seu caso, para dar uma ideia aos leitores, do estatuto dos infiéis e apóstatas, nos países islâmicos e ajudar a demolir o mito da "tolerância islâmica" e do islamismo como "religião da paz".&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O Irão, sublinhe-se, está apenas a aplicar literalmente a lei islâmica, deduzida do Corão, e da Sunna.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Há versículos no Corão que são absolutamente claros nesta matéria e nenhum país cuja lei se fundamente na &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt;, pode deixar de os considerar.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O Islão tem regras claras para tratar os fiéis de outras religiões:&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;1.Os &lt;b&gt;povos do livro&lt;/b&gt; (judeus e cristãos), têm três opções: ou se convertem, ou pagam um tributo e vivem sob um estatuto subordinado (denominado "&lt;i&gt;dhimmitud&lt;/i&gt;e", uma espécie de&lt;i&gt; apartheid&lt;/i&gt;), ou morrem.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;2.Os &lt;b&gt;fiéis de outras religiõe&lt;/b&gt;s, ou se convertem ou morrem.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;3.Os &lt;b&gt;apóstatas&lt;/b&gt;, aqueles que abandonam o Islão, regressam, ou morrem.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Isto é o que diz a lei, preto no branco e nenhuma das 4 escolas jurídicas do Islão, nem sequer a Hanafi, considerada a mais "moderada", se desvia destes preceitos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O padre Nadarkhani foi considerado apóstata por um tribunal islâmico, não porque tenha alguma vez sido muçulmano, mas porque na sua ascendência, apurou-se, existiram muçulmanos. Assim sendo, não lhe assiste o direito de ser cristão e viver num estatuto de &lt;i&gt;dhimmitude&lt;/i&gt;, tendo de ajurar a fé cristã e regressar ao seio do Islão.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Como se recusou a fazê-lo, irá ser executado.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;O que é inteiramente legal, segundo a lei islâmica, e éticamente correcto, segundo os valores islâmicos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-size: 14px; "&gt;Para nós, é ilegal e errado, o que dá uma ideia do brutal choque civilizacional e da radica impossibilidade de integrar o Islão na cultura ocidental, como desejam alguns arautos do multiculturalismo.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-7980429056658364500?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/7980429056658364500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=7980429056658364500' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/7980429056658364500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/7980429056658364500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/09/islao-e-sharia.html' title='Islão e sharia'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-420225433439688636</id><published>2011-09-22T14:39:00.000+01:00</published><updated>2011-09-22T14:40:02.949+01:00</updated><title type='text'>Obama em dois tons</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O discurso de Obama na ONU teve duas partes distintas:&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sobre as relações israelo-árabes, desceu finalmente à terra e emendou a mão, explicando aos árabes aquilo que devia ser óbvio: o que querem obter não pode ser imposto unilateralmente a Israel e, no mundo real onde todos vivemos, a parte derrotada em guerras que desencadeou, tem de perceber que perdeu. Se se recusa a negociar a partir da posição de fraqueza que resultou da sua derrota, sofrerá ainda mais prejuízos. E uma liderança palestiniana que acredita que a ONU irá, magicamente, impôr a Israel a posição que os árabes pretendem, vive num universo de fantasia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É justo dizer que a fantasia palestiniana foi alimentada pelo próprio Obama que, nos últimos dois anos, não só adoptou como sua a visão palestiniana, como tudo aquilo que fez e disse, encorajou os palestinianos a acreditar que os EUA iam obrigar Israel e vergar. Na verdade foi Obama que, há um ano, no mesmo púlpito, afirmou esperar que por esta altura o estado palestiniano pudesse ser admitido na ONU.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Música para os ouvidos dos palestinanos que, a partir daí, recusaram qualquer negociação, pretendendo que Israel aceitasse, à partida, condições leoninas que terão de resultar da própria negociação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sobre o papel dos EUA no mundo, o discurso de Obama foi o desfilar do habitual rol de banalidades politicamente correctas sobre o papel da ONU na paz mundial, e sobre as consequências redentoras da morte de Bin Laden.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um exercício naive, que não se aguenta face à realidade de uma ONU que tem estado ausente dos terrenos reais onde a história se está a mover.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quanto a Bin Laden, a cosmovisão que se detecta nas palavras do presidente, é de uma ingenuidade assustadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Afirmou Obama que "&lt;b&gt;&lt;i&gt;com o desaparecimento de Bin Laden , desapareceu também a ideia de que a mudança pode ser apenas alcançada com a violência"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Isto é falso, porque o mundo pulula de pessoas que acreditam que a violência pode trazer a mudança. Desde logo as extremas, direita e esquerda e a pŕopria nebulosa islamista de que Bin Laden era o ícone.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E isto é perigoso, porque quem escreveu e reviu o discurso (&lt;i&gt;e um discurso destes é visto e revisto por muita gente&lt;/i&gt;), parece não ter a mínima noção da ideologia que alimentava Bin Laden, e que continua a radicalizar milhares de muçulmanos em todo o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;De facto só se compreendem as frases apaziguadoras se e o&lt;i&gt; inner circle&lt;/i&gt; de Obama, como parece, não tiver a mínima ideia das motivações e objectivos do islamismo. E, sendo assim, não compreende que os seus inimigos encaram essas palavras como mera declaração de fraqueza, o que os encoraja a redobrar os esforços da &lt;i&gt;jihad.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; color: rgb(0, 102, 204); text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.1em; font: normal normal normal 78%/normal 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, Verdana, sans-serif; line-height: 1.4em; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-420225433439688636?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/420225433439688636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=420225433439688636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/420225433439688636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/420225433439688636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/09/obama-em-dois-tons.html' title='Obama em dois tons'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-6911129176563683064</id><published>2011-09-21T17:26:00.002+01:00</published><updated>2011-09-21T17:53:19.702+01:00</updated><title type='text'>Durban III- E Portugal, Dr Paulo Portas?</title><content type='html'>&lt;a href="data:image/jpg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBhQSEBUUExQVFRUUGBoYFRUYFxQXFxYVFxgXFxYUFxcXHCYeFxokGRQVHy8kJicpLCwuFx4yNTAqNSYrLCkBCQoKDgwOGg8PGi0lHyIsLCksLCkpKSkpLC0sLCksLCwsKSwsLCkpLCwpLCwsKSwpLCksLCkpLCwsKSwsLCwsKf/AABEIAHsAuAMBIgACEQEDEQH/xAAcAAABBQEBAQAAAAAAAAAAAAAFAgMEBgcBAAj/xAA+EAACAAQEAwUECAUEAwEAAAABAgADBBEFEiExBkFRImFxgbEHEzKRIzNCcqGywfAUUmJz0SSCkvFTg+EW/8QAGQEAAwEBAQAAAAAAAAAAAAAAAQIEAwAF/8QAJREAAgICAwABBAMBAAAAAAAAAAECEQNBEiExBBMiUXGBofAy/9oADAMBAAIRAxEAPwAug7X+0frE+cv5IhSfrD91f1ghVjT/AGCJCk9gi/li28Or9G33jGdniqXTtkytMfL8K208WOkM0nGtcDdTKlre+Qrmv3E7/KNYNR7ZnNOXSC3F2L+7qHQE3zX05ZtiYFniM5AlzYeZvAvGsRmzpxmsgBYAMQeY5criK9ORC97MrEEXU/8A3Q98YylyZfigox/JrWFVBmSAx62v1tBvL2R5QEwGkMuklqeQXv3F9TzMHR8I8oclfpyQNPP/ABDar21/fOHpO3nCFHbWF0HZyUO23nD8xfo5Xn6wiSO23nD0wdmX4H1hlsV6GKhdR++cKVY7PGohYWBs7RFmLof3yMKROyfL0jrjs/voYXLXsnx/SCjmMzE2hjLoYmTV2iMRoYGztHZy9kwPql+ibz9DBScOyYH1K/Rt5+hhhQfwjL+im/fT0MFAvaP75xA4RH0U376ehgkB2j++cNPQmPYsJr5x6HVGvnHoVGjKZSn6VvAekQeOccanRERTecMufYIBqfOxibh/1jeP6RU/ati+V5cq+gUMR3naFicytmuI+E2Xm/U89ecJp8afN9Fcnrv/ANRXf4lpzhdhF6wanSWltPHmY6fXpviXLzwcoZdTN+sey9BvBROHARo5zciwDC/6Q1KrReDFNiKgDT8IyTK+EUhFJx5NkEy6pM+W13QZWA/my/Cw7xaL/hWJy6iQk2UwdG2IvuNCCDsR0jPeIaRaiWCgs4HZNufNDfcHaCfsmqf9NNl2sEmhh/7F1HkUMbJpkOSHFl8k7HxhtPrB4Q5KOh8YblfWDwEDQuxyQO03n6RImDsy/D9YYpvibz9IkTfhl/dhl4xXoZmjUQqOPuIVA2HQxMHZ8z6Q4g7J8YS47Pzh1R2T4xyAxE0bREbaJs4beEQngP0K8HJ3wxBqB9G/gfQxPn7RBn/Vv4H0MMAg8IfVTvvp6QS+0f3zgXwl9TN/up+WCg+Iw09GePZJTfzj0dljXzj0Kh2UjDPib7xjMPafUiZXNY3CqoPQWG0afhg37yYxji2lmSaucj37Lmx6qdVPyIjoLs6XhAw+bZx1i2y6naKfh2swXiwTJxUab8oGRWyn47qLYZluo1YgeJt+EEZFbKsLMt+4/wCIz6rZmuzFm18dYfoZRDfDa0Lw6NllbdUaPN4jkSV7Z35bm8TvZniCmrnhPhmoJijplfX85ijYthLHLNRlysABm5TBuD4jURZ+CpZkYpIUm4myXAIsBc6kWHQrBikZZ72a/JOjeIhuQfpI7KPZbyhumb6SO0YbJFN8TefpEidtL+6IjU27efpD9TNA90Li5QWFxc+HWGXjFfolt47ffzhBOsdB0PnA2HQmb8A8/wBIeXY+MR5/wDz/AEiQh0jkBiKqYF1JAHWBb4gh2MCeMsSaXUIAbBVDa7XJNz+AgBK4klre81e0CL7g38YWT7KsWGMo2zQZjhlBBBBGhERJ47DefoYHcOVOZGF7i9x013t8oIVJ7DefoYZdonnHjKiBwiPoZv8AdT8sEVPaPl6xA4S+om/3V/KInL8TQ8/UZY/GTJP6x6OyB6x6AvBn6UnDR6xTvavhgM+XMI0ZMpP9S6g/I/hFyw8aecDfaPRNMpiUGZpbK1uZGoYDyMLQ8ZU+zHZEjIwf7N/3eDQcG0IR1dbqthswI2IjhAhZO/SuCS88HzL/AJWF/wAYfUBQBzJ1PUxBkLY6Q9UuLDXWFKI0lZYMKmpZpTgFGtcE7HkRCDX+4xKiW+iTBY9FdghEV/BZiicPeG6c8xtryhviXEAamWyG4RFIPgxYegh4R+4m+RO4H0fLPZfy9YapG+k+cIpZ+aWW/mCt/wArH9YTRt9IfOO0S7Jsh9W8/SMnq8U9+xmzZgDA3W7EMq37A37I25Rp61SqHLsFUXuWIA25k6RlGI1cpJxWQyvKNsjAA51I+G9u0FYEA90dK6NMSTfZp/DOKGfIVmPaU5X7yvPzBBgmj7xn/DXtBopI9zOf3M1W7eYEoxNjmDKCBpbfa0XDDMRSaoaWyurXyspBB8DBSezOVX0T6g9keB/SJCHSIdQ2g8DArFOO6Klus2oQMN0W7sO4hb284ZIRlf8AaErfxFpusoqpl20IGzKSN+1r5xVJFXKA937uUUBLAltb2+HKBubRzjH2tpWlJFPIIXOtpsw2a97dlRooN7amBKYsZbWaQPeKSNbix21A5wkotMtwZY8a/BoXDAWdMV1XKsoFgo0ALCwuPnFprDaW3gfQxk0/iCqwyVKcCVmqczNJdSSETLl1BBW5ZoNYf7X6afLtOV5L2++l7cmGo8xDxg0iXNkUpl14VH+mmf3V/KIlqdWgPwbjEmZTOEmozGaDlDDNaw1y72gnm1bxhp+oxx+P9hST+sejklo9AXgzKXQNp++sPY5MIRiouwAyjQXOth87RBoX9f8AEO4vOJFxa3PrpsYS6Gqyn09JKWT7p1sxuS995jak35a+UVqrpGlNZvI8jFprqc9IDVcxgLMMy9DAvl0zSLcPPAQZljaGTJzXJJ12AiRNo82svW32Tv5HnDKVOU2YEHvBjuLRvHLCXrCnDWFEzL+7DD+ZuXgDEObwy86rdZbKFz5FvcWB02A2BvEmhx0K4ANtQCRrlFxc2G8W3h3hxhWlsweWQJquNnANgummbMbmCuS7OyvG1VmhYTJaXTqjEMyIilhsSoUXF/CE4fPvMbuBhUqd2SDoSf8AECKesZWmZVDNqLZgNxe9z+9o6iWzKPahirTMQmJmJSWFULc5QcoJNtr3O8HODaETqCWx7TpMaUBrcDRkHhcsIZx3gkVNR78zGX3xzEWlHLrlsDmFwosSbiLPw1Ik0NMst/ftaYzKxkgXLa2sJhv8J+UbNKUaEhJxlyMo4xllK6cOjDlb7K8o0j2JYsWkzZJP1bhl+7MGo/5IfnFZ4twSRU1E2pWsSWkwggTJNSLaBdWVGGpEAZbVOHTEyTchmqrdgm5W/ZzowuOoBHOG6apCO0+z6Oq6gKoYmwVSSegGpPyEfL+J1mebMa98zswPUMxN/wAYtWMcdVRkmW05yJilSDb4dLgHKDzMUd2F46MaBJ2OILePXv5RsOHzJlS8qoWXLMwqjrmGhXItwerE5teV+6MgkS2YhVBZjoAI2fhKnMiRKD6WRbjv3PrD3FeiVJ1xKL7SMY9/iEy18soCWo10K/Fp94n5QFw7hyfMNwhVerafhvGjHD6aVMeaQGd2Zid9WJO5gfWcTKDoAAOXWJnm1Eth8XcmRuGeHWp6mTPZ7ZJina1wTY99rExrgmanxjE8W4uLIRz5RaeDOO3qJkqSyKNCC4Zrkqu5B62/GO+6XbBkjCHUTWZB0EdhFO/Zj0MjFlBwtsy5/stqtwRcdbGH5zQEbiY8gIkU+Mq24t3xO3ZulQ9Ok3/xECZTS3059DofkYMSwDqNYRW0AdDpm/p5+R5GAEqFdgQU3TQ9IFYlLdkKqpDfzHQ+UXdKe4A/f/cPLRLbURpDJXpnKF+GTS8AnqGYKdBm7yBqSt/itvpraLFwLxuadxLmEmWx/wCBO7D+k8/nGg02DynA+yynb7JvpYjaMm4s4bajqCtrIbtLPIr016bfKLOpImtxZreNY7NliWwMtgzMoJVlZRlLXJRrN8IGwjIeLMWefWM7HUBV0zch3m/OLbw/jK1NIEmBmen1ADBSUtlvsbkA6+RgdM4bpnm5/eT1JIOqynGlu8G0Yr7XTNWrXQcpZc9JkoqGyy5fZJ2F5dja/UtFY4gqJwlLnZrNYC5v8IYEeV/xEa9hlMkucyVAHu3Kklsz9pjpla1kGwsvT51L2lYIrBZcp0BWYzKrNlHuiCFN7b5vwtDXXoqt+GZgzGTUEofkSIIz8HqamYs2ecrTDKlyswsGFmVSAuyhZcF8M4Tf3QLNLUgtr7wZSNCAGGl99D1i84FwtKmSVaarXRi4eW5FmKZPitqAo02sTAtaOaezGMRp2WYyMVYocvZN1uN8sWDhz2fvNAmT7oh2XZiO/oIvDcF0UmaHlCYSLmzvnW556i9/OCgIOpMZZM2olOH499yK6aaRSC0tBfraBeJcUHkYLY9JUg2im02HB5tnay3115d0YLvtlnGukMVuNtbU7wEqcRZo0Sn4JpnuWYueQByk+eoHyjvFfs6pJdItRSvMDgXmSZpVtPtZWAFiCNjoe6KMfEjzOa/RmaTNdYs/A9esuukljYEkXtzIIH4xXjOA2tDlBUH30sg2YOtjrocwsdNYpa6oivuz6kk6AdCB6R6I1NN7C3IOguRexI5i9jaPRgka2ZdeTKF5jAd0I/8A0FIdhMb7qm0CuHMCE282ddhfsg7E8zFsWTJRdQEHyid0igjUPEEi9lLKejXHrB6mrAwuDACctJN0LC/I7H5x2RQiQcyO2XwzA/KAEskyRm1X4vwPj398M3vpsRuDv+++Gqes2I2MTGUOL8+R5iOOI+0dxHB1rZBlPqRqrWGZD/MvUciOnzhDsVNm57NyPd3GFpMKkEGxGxjWGRwYk4KS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src="data:image/jpg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBhQSEBUUExQVFRUUGBoYFRUYFxQXFxYVFxgXFxYUFxcXHCYeFxokGRQVHy8kJicpLCwuFx4yNTAqNSYrLCkBCQoKDgwOGg8PGi0lHyIsLCksLCkpKSkpLC0sLCksLCwsKSwsLCkpLCwpLCwsKSwpLCksLCkpLCwsKSwsLCwsKf/AABEIAHsAuAMBIgACEQEDEQH/xAAcAAABBQEBAQAAAAAAAAAAAAAFAgMEBgcBAAj/xAA+EAACAAQEAwUECAUEAwEAAAABAgADBBEFEiExBkFRImFxgbEHEzKRIzNCcqGywfAUUmJz0SSCkvFTg+EW/8QAGQEAAwEBAQAAAAAAAAAAAAAAAQIEAwAF/8QAJREAAgICAwABBAMBAAAAAAAAAAECEQNBEiExBBMiUXGBofAy/9oADAMBAAIRAxEAPwAug7X+0frE+cv5IhSfrD91f1ghVjT/AGCJCk9gi/li28Or9G33jGdniqXTtkytMfL8K208WOkM0nGtcDdTKlre+Qrmv3E7/KNYNR7ZnNOXSC3F2L+7qHQE3zX05ZtiYFniM5AlzYeZvAvGsRmzpxmsgBYAMQeY5criK9ORC97MrEEXU/8A3Q98YylyZfigox/JrWFVBmSAx62v1tBvL2R5QEwGkMuklqeQXv3F9TzMHR8I8oclfpyQNPP/ABDar21/fOHpO3nCFHbWF0HZyUO23nD8xfo5Xn6wiSO23nD0wdmX4H1hlsV6GKhdR++cKVY7PGohYWBs7RFmLof3yMKROyfL0jrjs/voYXLXsnx/SCjmMzE2hjLoYmTV2iMRoYGztHZy9kwPql+ibz9DBScOyYH1K/Rt5+hhhQfwjL+im/fT0MFAvaP75xA4RH0U376ehgkB2j++cNPQmPYsJr5x6HVGvnHoVGjKZSn6VvAekQeOccanRERTecMufYIBqfOxibh/1jeP6RU/ati+V5cq+gUMR3naFicytmuI+E2Xm/U89ecJp8afN9Fcnrv/ANRXf4lpzhdhF6wanSWltPHmY6fXpviXLzwcoZdTN+sey9BvBROHARo5zciwDC/6Q1KrReDFNiKgDT8IyTK+EUhFJx5NkEy6pM+W13QZWA/my/Cw7xaL/hWJy6iQk2UwdG2IvuNCCDsR0jPeIaRaiWCgs4HZNufNDfcHaCfsmqf9NNl2sEmhh/7F1HkUMbJpkOSHFl8k7HxhtPrB4Q5KOh8YblfWDwEDQuxyQO03n6RImDsy/D9YYpvibz9IkTfhl/dhl4xXoZmjUQqOPuIVA2HQxMHZ8z6Q4g7J8YS47Pzh1R2T4xyAxE0bREbaJs4beEQngP0K8HJ3wxBqB9G/gfQxPn7RBn/Vv4H0MMAg8IfVTvvp6QS+0f3zgXwl9TN/up+WCg+Iw09GePZJTfzj0dljXzj0Kh2UjDPib7xjMPafUiZXNY3CqoPQWG0afhg37yYxji2lmSaucj37Lmx6qdVPyIjoLs6XhAw+bZx1i2y6naKfh2swXiwTJxUab8oGRWyn47qLYZluo1YgeJt+EEZFbKsLMt+4/wCIz6rZmuzFm18dYfoZRDfDa0Lw6NllbdUaPN4jkSV7Z35bm8TvZniCmrnhPhmoJijplfX85ijYthLHLNRlysABm5TBuD4jURZ+CpZkYpIUm4myXAIsBc6kWHQrBikZZ72a/JOjeIhuQfpI7KPZbyhumb6SO0YbJFN8TefpEidtL+6IjU27efpD9TNA90Li5QWFxc+HWGXjFfolt47ffzhBOsdB0PnA2HQmb8A8/wBIeXY+MR5/wDz/AEiQh0jkBiKqYF1JAHWBb4gh2MCeMsSaXUIAbBVDa7XJNz+AgBK4klre81e0CL7g38YWT7KsWGMo2zQZjhlBBBBGhERJ47DefoYHcOVOZGF7i9x013t8oIVJ7DefoYZdonnHjKiBwiPoZv8AdT8sEVPaPl6xA4S+om/3V/KInL8TQ8/UZY/GTJP6x6OyB6x6AvBn6UnDR6xTvavhgM+XMI0ZMpP9S6g/I/hFyw8aecDfaPRNMpiUGZpbK1uZGoYDyMLQ8ZU+zHZEjIwf7N/3eDQcG0IR1dbqthswI2IjhAhZO/SuCS88HzL/AJWF/wAYfUBQBzJ1PUxBkLY6Q9UuLDXWFKI0lZYMKmpZpTgFGtcE7HkRCDX+4xKiW+iTBY9FdghEV/BZiicPeG6c8xtryhviXEAamWyG4RFIPgxYegh4R+4m+RO4H0fLPZfy9YapG+k+cIpZ+aWW/mCt/wArH9YTRt9IfOO0S7Jsh9W8/SMnq8U9+xmzZgDA3W7EMq37A37I25Rp61SqHLsFUXuWIA25k6RlGI1cpJxWQyvKNsjAA51I+G9u0FYEA90dK6NMSTfZp/DOKGfIVmPaU5X7yvPzBBgmj7xn/DXtBopI9zOf3M1W7eYEoxNjmDKCBpbfa0XDDMRSaoaWyurXyspBB8DBSezOVX0T6g9keB/SJCHSIdQ2g8DArFOO6Klus2oQMN0W7sO4hb284ZIRlf8AaErfxFpusoqpl20IGzKSN+1r5xVJFXKA937uUUBLAltb2+HKBubRzjH2tpWlJFPIIXOtpsw2a97dlRooN7amBKYsZbWaQPeKSNbix21A5wkotMtwZY8a/BoXDAWdMV1XKsoFgo0ALCwuPnFprDaW3gfQxk0/iCqwyVKcCVmqczNJdSSETLl1BBW5ZoNYf7X6afLtOV5L2++l7cmGo8xDxg0iXNkUpl14VH+mmf3V/KIlqdWgPwbjEmZTOEmozGaDlDDNaw1y72gnm1bxhp+oxx+P9hST+sejklo9AXgzKXQNp++sPY5MIRiouwAyjQXOth87RBoX9f8AEO4vOJFxa3PrpsYS6Gqyn09JKWT7p1sxuS995jak35a+UVqrpGlNZvI8jFprqc9IDVcxgLMMy9DAvl0zSLcPPAQZljaGTJzXJJ12AiRNo82svW32Tv5HnDKVOU2YEHvBjuLRvHLCXrCnDWFEzL+7DD+ZuXgDEObwy86rdZbKFz5FvcWB02A2BvEmhx0K4ANtQCRrlFxc2G8W3h3hxhWlsweWQJquNnANgummbMbmCuS7OyvG1VmhYTJaXTqjEMyIilhsSoUXF/CE4fPvMbuBhUqd2SDoSf8AECKesZWmZVDNqLZgNxe9z+9o6iWzKPahirTMQmJmJSWFULc5QcoJNtr3O8HODaETqCWx7TpMaUBrcDRkHhcsIZx3gkVNR78zGX3xzEWlHLrlsDmFwosSbiLPw1Ik0NMst/ftaYzKxkgXLa2sJhv8J+UbNKUaEhJxlyMo4xllK6cOjDlb7K8o0j2JYsWkzZJP1bhl+7MGo/5IfnFZ4twSRU1E2pWsSWkwggTJNSLaBdWVGGpEAZbVOHTEyTchmqrdgm5W/ZzowuOoBHOG6apCO0+z6Oq6gKoYmwVSSegGpPyEfL+J1mebMa98zswPUMxN/wAYtWMcdVRkmW05yJilSDb4dLgHKDzMUd2F46MaBJ2OILePXv5RsOHzJlS8qoWXLMwqjrmGhXItwerE5teV+6MgkS2YhVBZjoAI2fhKnMiRKD6WRbjv3PrD3FeiVJ1xKL7SMY9/iEy18soCWo10K/Fp94n5QFw7hyfMNwhVerafhvGjHD6aVMeaQGd2Zid9WJO5gfWcTKDoAAOXWJnm1Eth8XcmRuGeHWp6mTPZ7ZJina1wTY99rExrgmanxjE8W4uLIRz5RaeDOO3qJkqSyKNCC4Zrkqu5B62/GO+6XbBkjCHUTWZB0EdhFO/Zj0MjFlBwtsy5/stqtwRcdbGH5zQEbiY8gIkU+Mq24t3xO3ZulQ9Ok3/xECZTS3059DofkYMSwDqNYRW0AdDpm/p5+R5GAEqFdgQU3TQ9IFYlLdkKqpDfzHQ+UXdKe4A/f/cPLRLbURpDJXpnKF+GTS8AnqGYKdBm7yBqSt/itvpraLFwLxuadxLmEmWx/wCBO7D+k8/nGg02DynA+yynb7JvpYjaMm4s4bajqCtrIbtLPIr016bfKLOpImtxZreNY7NliWwMtgzMoJVlZRlLXJRrN8IGwjIeLMWefWM7HUBV0zch3m/OLbw/jK1NIEmBmen1ADBSUtlvsbkA6+RgdM4bpnm5/eT1JIOqynGlu8G0Yr7XTNWrXQcpZc9JkoqGyy5fZJ2F5dja/UtFY4gqJwlLnZrNYC5v8IYEeV/xEa9hlMkucyVAHu3Kklsz9pjpla1kGwsvT51L2lYIrBZcp0BWYzKrNlHuiCFN7b5vwtDXXoqt+GZgzGTUEofkSIIz8HqamYs2ecrTDKlyswsGFmVSAuyhZcF8M4Tf3QLNLUgtr7wZSNCAGGl99D1i84FwtKmSVaarXRi4eW5FmKZPitqAo02sTAtaOaezGMRp2WYyMVYocvZN1uN8sWDhz2fvNAmT7oh2XZiO/oIvDcF0UmaHlCYSLmzvnW556i9/OCgIOpMZZM2olOH499yK6aaRSC0tBfraBeJcUHkYLY9JUg2im02HB5tnay3115d0YLvtlnGukMVuNtbU7wEqcRZo0Sn4JpnuWYueQByk+eoHyjvFfs6pJdItRSvMDgXmSZpVtPtZWAFiCNjoe6KMfEjzOa/RmaTNdYs/A9esuukljYEkXtzIIH4xXjOA2tDlBUH30sg2YOtjrocwsdNYpa6oivuz6kk6AdCB6R6I1NN7C3IOguRexI5i9jaPRgka2ZdeTKF5jAd0I/8A0FIdhMb7qm0CuHMCE282ddhfsg7E8zFsWTJRdQEHyid0igjUPEEi9lLKejXHrB6mrAwuDACctJN0LC/I7H5x2RQiQcyO2XwzA/KAEskyRm1X4vwPj398M3vpsRuDv+++Gqes2I2MTGUOL8+R5iOOI+0dxHB1rZBlPqRqrWGZD/MvUciOnzhDsVNm57NyPd3GFpMKkEGxGxjWGRwYk4KSM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border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;No próximo dia 21 de Setembro irá decorrer em New York, a chamada conferência &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Durban_III"&gt;Durban III&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;As duas primeiras (2001 e 2009) , tal como esta, tinham como objectivo o combate ao racismo, à intolerância, à xenofobia, mas foram imeditamente apropriadas pelos países muçulmanos tendo-se transformado num festival de ódio contra Israel e os judeus, de um modo geral, com várias NGO e múltiplas organizações ligadas à extrema-esquerda, a fazer coro.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;Durban III, a avaliar pelos documentos em discussão, será uma reedição da mesma orgia de ódio.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;Trata-se, no fundo, do ressurgir do antisemitismo, do vellho ódio ao judeu, que é inculcado nas cabeças de todas as crianças do mundo muçulmano e que encontra boas ressonâncias na Europa. Efectivamente em países como a Grâ-Bretanha, Alemanha, França, Rússia, Noruega, Suécia, etc, os judeus estão novamente a ser atacados, fisicamente por uma crescente população islâmica,  e ideologicamente pelo marxismo cultural que hoje marca o compasso nos meios académicos, mediáticos e culturais do velho continente.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;As lideranças europeias, ou alinham convictamente nesta visão do mundo e atacam apaixonadamente Israel e os judeus (caso dos países escandinavos com Noruega e Suécia à cabeça), ou agem de acordo com interesses pragmáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;A maioria destes países,  prefere sacrificar  Israel e os judeus, nuns casos para apaziguar as cada vez mais violentas minorias islâmicas que acolhem,  noutros para não irritar os países muçulmanos, pondo em risco negócios importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;Há todavia quem se erga por valores.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;É o caso dos EUA,  Canadá, Alemanha,  Austrália,  Itália,  Nova Zelândia, Austria, França, Grâ-Bretanha, Bulgária, Rep. Checa, Holanda e Bulgária que já anunciaram ir boicotar a Conferência, porque consideram que "promove o racismo em vez de o combater" ( declarações do governo canadiano)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;É caso para perguntar porque razão Portugal ainda não abandonou o comboio do ódio, marcando posição ao lado dos países que se regulam por valores éticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;Efectivamente enviei a pergunta ao Dr Paulo Portas, através do site do Governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; "&gt;Até hoje  nada.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-6911129176563683064?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/6911129176563683064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=6911129176563683064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6911129176563683064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6911129176563683064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/09/durban-iii-e-portugal-dr-paulo-portas.html' title='Durban III- E Portugal, Dr Paulo Portas?'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-8120718210148347508</id><published>2011-08-15T16:30:00.004+01:00</published><updated>2011-08-15T17:22:28.752+01:00</updated><title type='text'>Breivik e a Noruega</title><content type='html'>Começo por dizer que já li uma parte importante do manifesto de Breivik e concordo com  quase toda (&lt;i&gt;discordo bastante da parte sobre o feminismo&lt;/i&gt;) a análise que faz, relativamente ao marxismo cultural e à ameaça islamista.&lt;br /&gt;Quanto ao racional da sua acção, eu não seria capaz de fazer aquilo que ele fez, nem acho que tenha atingido algum objectivo pretendido, mas o racional existe, num país onde o terrorismo anti-judeu tem sido galardoado com prémios Nobel (&lt;i&gt;Arafat&lt;/i&gt;) e  cujo governo esquerdista mantém normais relações com grupos terroristas como o Hamas.&lt;br /&gt;Breivik, como todos os noruegueses, está imbuído de uma cultura, omnipresente no seu país, segundo a qual o acto terrorista é aceitável, e até o meio ideal para passar uma mensagem.&lt;br /&gt;Como se chegou a isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Noruega é, desde há alguns anos, um dos piores inimigos de Israel. A elite política, cultural, académica e mediática destila um claríssimo ódio pelos israelitas e um mais camuflado (&lt;i&gt;mas que por vezes aflora&lt;/i&gt;)  ódio pelos judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu MNE,  Jonas Gahr Støre, conhecido por defender o multiculturalismo  entre cristãos e muçulmanos (&lt;i&gt;mas não entre estes e os judeus&lt;/i&gt;), tem-se encontrado amigavelmente com Khaled Mashaal, líder do Hamas. Há tempos prefaciou até um livro de dois médicos noruegueses da extrema-esquerda, (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mads Gilbert e Erik Fosse&lt;/span&gt;) que estiveram no Hospital de Shifa (&lt;i&gt;Gaza&lt;/i&gt;), durante a operação &lt;i&gt;Cast Lead&lt;/i&gt;, no qual acusam os judeus de terem lançado a operação expressamente para matar mulheres e crianças. No mesmo livro não existe uma única menção ao facto de o QG do Hamas estar justamente situado nos andares inferiores do hospital, facto que não podia passar desapercebido aos noruegueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo MNE que, ainda há menos de 1 ano, se passeou por Damasco, patrocinando uma exibição de &lt;i&gt;cartoons&lt;/i&gt; anti-israelitas de um artista norueguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racional de Breivik para o ataque a Utoya, era o de que na ilha  funcionava um campo de doutrinação, uma espécie de &lt;i&gt;Hitler Jugend&lt;/i&gt;, ou &lt;i&gt;Mocidade Portuguesa&lt;/i&gt;, no qual crianças e adolescentes  eram endoutrinados no marxismo cultural e no ódio aos judeus.&lt;br /&gt;Desconheço se isso era verdade, mas é um facto conhecido que no dia anterior ao massacre, o próprio MNE falou sobre o "&lt;i&gt;muro&lt;/i&gt;" israelita, o "&lt;i&gt;bloqueio ilegal&lt;/i&gt;" a Gaza, a "flotilha da liberdade" e outras pérolas do palavreado com o qual a esquerda europeia traveste e expressa o velho ódio ao judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos,  o autor de um excelente livro de filosofia, o norueguês Jostein Gaarder (&lt;i&gt;O Mundo de Sofia&lt;/i&gt;), demonstrava perfeitamente a dimensão desse ódio ao fazer publicar no maior periódico norueguês um artigo de opinião onde comparava Israel aos &lt;i&gt;taliban&lt;/i&gt; e sentenciava que Israel não tinha o direito de existir. O artigo provocou um aceso debate,no qual praticamente toda a elite norueguesa se perfilou na defesa de Gaarder.&lt;br /&gt;É também suspeitada a enorme dimensão do apoio financeiro norueguês a grupos palestinianos e a NGO que lutam pela deslegitimização do estado de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, num país que premeia o terrorismo, que apoia, ajuda e se passeia de braço dado com  organizações terroristas, não é de estranhar que o acto terrorista pareça o melhor caminho a um norueguês descontente com a orientação da sua elite política.&lt;br /&gt;Pois se essa elite ouve os terroristas por eles cometerem o acto terrorista, ouvi-lo-ia a ele, agora também um terrorista, poderá ter pensado Breivik.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui é que acho que se enganou. A elite esquerdista norueguesa não o ouvirá, irá suprimir a sua mensagem e irá tornar ainda mais dificil, senão impossível,  o debate sobre os reais problemas escalpelizados por Breivik.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-8120718210148347508?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/8120718210148347508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=8120718210148347508' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/8120718210148347508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/8120718210148347508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/08/breivik-e-noruega.html' title='Breivik e a Noruega'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5638218416508958975</id><published>2011-07-26T21:20:00.001+01:00</published><updated>2011-07-26T21:20:24.623+01:00</updated><title type='text'>O texto de Breivic</title><content type='html'>Fiz uma leitura em diagonal do manifesto de Breivic. Já está no meu Kindle e irei ler em pormenor nos próximos dias.&lt;br /&gt;Mas adianto algumas primeiras impressões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico da situação europeia em relação ao islão e ao esquerdismo multiculturalista, está muito bem feito e documentado, em termos históricos e filosóficos. É, na minha opinião, uma leitura imprescindível. O análise passa por Marx, Gramsci, a Escola de Frankfurt, etc. &lt;br /&gt;Não é a escrita e o pensamento de um analfabeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a seguir, Breivic não consegue deixar de cair nas falácias básicas da teoria da conspiração e é inabalavel a convicção de que esta deriva é planeada por determinados indivíduos e organizações. Aqui entra na paranóia (a situação actual explica-se pelo desleixo, pela ignorância, pela prevalência de ideologias que têm vida própria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde descarrila totalmente, revelando sinais psicóticos, é no tratamento para a situação. &lt;br /&gt;Uma vez que a situação é, na sua opinião, deliberadamente provocada, há que liquidar os culpados, os "traidores", como lhe chama.&lt;br /&gt;Breivic chega até a preconizar alianças tácticas com o Hamas e a Al-Qaeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta parte do texto tem pouco interesse,ou melhor, uma vez que conhecemos o desfecho, suscita uma curiosidade mórbida, sobre um processo de dementização.&lt;br /&gt;No fim aparece vestido com uma farda estranha, a falar de Templários e outras esquisitices.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5638218416508958975?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5638218416508958975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5638218416508958975' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5638218416508958975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5638218416508958975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/07/o-texto-de-breivic.html' title='O texto de Breivic'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4668705274668308521</id><published>2011-07-24T22:15:00.004+01:00</published><updated>2011-07-24T22:50:19.341+01:00</updated><title type='text'>Breivik, terrorismo e multiculturalismo</title><content type='html'>Em muitas reportagens televisivas, as pessoas mostram horror e perplexidade pela tragédia norueguesa. O horror é real e a incapacidade para perceber também. E todavia o acto terrorista resulta de uma cosmovisão racional que importa perceber.&lt;br /&gt;Porque vai haver mais disto pela Europa.&lt;br /&gt;Trata-se de um &lt;i&gt;backlash &lt;/i&gt;esperado e expectável. Creio mesmo que já, neste espaço, o previ.&lt;br /&gt;A esquerda europeia vai, com toda a certeza, aproveitar o acto terrorista de Breivik para inculcar nas mentes perplexas, a ideia de que o verdadeiro perigo que assola a Europa é o extremismo de direita e que a crítica ao multiculturalismo é apenas racismo e apelo ao ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora o acto de Breivik demonstrando que há por aí lunáticos dispostos a usar a força para lutarem contra algo que entendem como uma ameaça existencial,  é também uma oportunidade para reavaliar as políticas de imigração que estão a criar tais reservatórios de ódio nas sociedades ocidentais.&lt;br /&gt;Porque na verdade, tanto o terrorismo islâmico como este nóvel terrorismo anti-sistema, são o selo do falhanço do multiculturalismo que a Noruega elevou a um quase dogma sagrado. Há tempos o Ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês dizia que queria uma sociedade onde coexistisse o &lt;i&gt;bikini&lt;/i&gt; e a Burga, e que celebrasse o Natal e o Id.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As boas intenções paroquiais conduziram a isto: uma constante ameaça islamista a pairar sobre a Noruega e um &lt;i&gt;backlash&lt;/i&gt; nacionalista a enveredar pela violência desmedida.&lt;br /&gt;Uma sociedade cada vez mais dividida entre aquilo que o terrorista chamou de "marxistas culturais" (representados pelo partido trabalhista, no poder) e os que entendem que a Noruega está em perigo. Parece ter sido essa a ideia de Breivik ao atacar a estrutura do Partido Trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acto hediondo de Breivik não pode todavia travestir de radical e extremista a critica, legitima e necessária, ao multiculturalismo, de resto criticado também por personalidades como David Cameron, Angela Merkel, Amartya Sen, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde existem valores não miscíveis, a violência surgirá sempre.&lt;br /&gt;E basta ir ao Bairro Azul, nas Olaias, para perceber isso.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4668705274668308521?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4668705274668308521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4668705274668308521' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4668705274668308521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4668705274668308521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/07/breivik-terrorismo-e-multiculturalismo.html' title='Breivik, terrorismo e multiculturalismo'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3367857985567533121</id><published>2011-06-23T09:29:00.001+01:00</published><updated>2011-06-23T09:29:33.639+01:00</updated><title type='text'>E agora?</title><content type='html'>Quando começou, aqui mesmo escrevi que tinha sido uma precipitação e uma aposta perigosa num cavalo duvidoso.&lt;br /&gt;Mas alguns líderes europeus, acreditando que Kadafi ia repetir o guião de Mubarak e Ali, venderam o porco antes de o terem morto. &lt;br /&gt;Quando Kadafi se recusou a fazer de morto, os franceses resolveram intervir de modo a apressar o desenlace. &lt;br /&gt;Atrás dos franceses vieram os americanos, ingleses, etc. O ideia era boa. Uma vez feita a aposta, nada mais se pode fazer do que puxar pelo cavalo e, se possível, armadilhar os outros cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, como consta em todos os manuais de estratégia, quando se decide ir à guerra, tem de se usar a força necessária para neutralizar o inimigo. É como numa luta de rua: o ideal é dar o primeiro golpe de tal modo que o adversário fique logo fora do combate. Um conflito em que se começa por trocas de mimos, insultos, empurrões,ora aora bate tu, ora agora bato eu, tende a subir aos extremos e a deixar marcas em ambos os contendores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Líbia, esta troca de galhardetes já leva mais de três meses e os líderes europeus que iniciaram esta guerra às pinguinhas, para "proteger civis" e outras banalidades politicamente correctas, descobrem que lhes falta estômago para guerrear a sério.&lt;br /&gt;Estavam convencidos que uma bomba aqui e uma bomba ali eram suficientes.&lt;br /&gt;É assim que as guerras se perdem: quando os decisores mandam às malvas o principio da massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, avançou-se para a Líbia sem objectivos claros, a meio gás e sem ter sequer uma ideia de quem ficaria no poder mesmo que Kadafi caísse. O facto de estarmos a apoiar uma nebulosa que inclui jihadistas e islamistas, devia ter instilado alguma prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, passados três meses, descobre-se que Kadafi se mantém impassível e não arreda.&lt;br /&gt;É óbvio que não se vai render nem fugir. Como não é tonto e sabe quais os tabus prevalecentes nas nossas sociedades, trata agora de fazer o que fazem, por exemplo, Hamas, Hezbolah, etc: coloca os seus meios militares no meio da população civil.&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Pois é. &lt;br /&gt;Agora os líderes europeus, que tanto criticam as respostas "desproporcionadas" dos israelitas aos ataques dos árabes, descobrem que cuspiram para o ar e que, por vezes, isso implica que a lostra lhe cai na própria testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3367857985567533121?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3367857985567533121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3367857985567533121' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3367857985567533121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3367857985567533121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/06/e-agora.html' title='E agora?'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3957820535784434304</id><published>2011-06-22T15:00:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T15:00:23.647+01:00</updated><title type='text'>Cavalo de Tróia</title><content type='html'>Uma revolução tão subtil como telúrica, está a acontecer na Turquia, sob os olhares complacentes e, por vezes, embevecidos, do Ocidente.&lt;br /&gt;Revolução cuja importância se pode comparar à que aconteceu no Irão, em 1979 e que afastou esse país da órbita da modernidade e da ocidentalização, lançando-o o seio do “lado negro da força”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido islamista, AKP, chefiado por Recip Erdogan, acaba de ser eleito para um terceiro mandato, tendo obtido mais 5 milhões de votos do que no mandato anterior.&lt;br /&gt;A agenda islamista é ambiciosa e passa por aprovar uma nova Constituição que irá enterrar definitivamente a herança modernizadora de Kemal Ataturk.&lt;br /&gt;Ataturk, relembre-se, chegou à conclusão de que a decadência otomana se devia ao lastro com que os valores e instituições islâmicas carregavam a sociedade. Feito o diagnóstico, de uma assentada, mudou o alfabeto, do árabe para o latino, e desencadeou uma implacável repressão que afastou a religião islâmica para um canto, colocando-a sob controlo.&lt;br /&gt;A Constituição que legou, firmava esse controlo e atribuia às Forças Armadas um papel essencial na defesa da laicidade e das instituições.&lt;br /&gt;O relativo sucesso da Turquia (em comparação com os restantes países muçulmanos), deve-se, segundo muitos autores, a esta visão de Ataturk.&lt;br /&gt;Mas a ascenção de Erdogan e do seu partido, está paulatina e deliberadamente, a destruir Ataturk e o seu modelo de sociedade.&lt;br /&gt;É verdade que o AKP não logrou os deputados necessários para alterar a Constituição a seu bel-prazer, mas é também verdade que, dada a influência quase mafiosa que tem na sociedade turca, não terá qualquer dificuldade em fazer os negócios limianos que para isso concorram.&lt;br /&gt;Nestes últimos anos o partido islamista infiltrou-se nas instituições, nas empresas, nas escolas, em todo o tecido social, e tem um poder real que vai muito para além do institucional. “Limianizar” alguns deputados é fácil, pelo que a Turquia terá, brevemente, uma nova Constituição.&lt;br /&gt;Nos próximos tempos iremos também ler e ouvir encómios delirantes ao processo de “democratização” turco, por parte de alguns responsáveis europeus que continuam a ver apenas aquilo que querem ver, condicionados por antigos reflexos.&lt;br /&gt;E o que querem ver, é uma Turquia “democrática”, na qual o Exército está sob controlo do poder civil, como mandam as cartilhas.&lt;br /&gt;Que esse poder civil seja islamista, que persiga às claras jornalistas, militares e magistrados, calando toda a oposição aos seus projectos, parece importar menos do que devia&lt;br /&gt;Entretanto Erdogan, entre feios espichos de anti-semitismo à “Galiano”, vai dizendo o que realmente pensa, ou seja, que a “democracia é como um autocarro...quando chegas ao teu destino, sais”. As acções, essas, falam por si: foi esta elite islamista que apoiou uma flotilha de extremistas contra Israel; foi esta Turquia islamista que se colocou do lado do Hamas, do Irão e da Síria, contra o Ocidente; é esta Turquia que ocupa metade de Chipre e reprime violentamente os curdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a isto, o que realmente espanta é que ainda haja “especialistas” que recomendam a entrada da Turquia na UE, esquecendo que os turcos são agora os donos do local onde os troianos meteram clamorosamente os pés, ao receber no seu perímetro um belo presente envenenado que ficou para a História com o nome de “Cavalo de Tróia”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3957820535784434304?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3957820535784434304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3957820535784434304' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3957820535784434304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3957820535784434304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/06/cavalo-de-troia.html' title='Cavalo de Tróia'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-300500194011227932</id><published>2011-06-17T13:42:00.001+01:00</published><updated>2011-06-17T13:42:58.968+01:00</updated><title type='text'>"Verdadeira democracia"</title><content type='html'>O RioDoiro tem aqui escrito, curto, grosso e bem, sobre este fenómeno dos “acampados” e de uns certos bandos de activistas que reclamam a “democracia já” e vaiam as instituições da democracia representativa.&lt;br /&gt;Por cá o fenómeno ainda não atingiu proporções que vão para além de meras imitações à medida dos nossos proverbiais “brandos costumes”, e há um certa leveza no modo como se encaram as acções anárquicas destes “jovens” tão entusiastas e bem intencionados, como ignaros e naíves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na Catalunha , nos últimos dias, viu-se o verdadeiro significado da “democracia verdadeira”, com representantes eleitos pela maioria da população, a serem atacados e insultados ao deslocar-se para o parlamento.&lt;br /&gt;Ainda que estes “jovens” trogloditas acreditem que estão a inventar algo novo, tudo isto é velho como as casas e a sua crença entusiasmada resulta apenas de uma crassa ignorância da história.&lt;br /&gt;Tanto os conselhos populares da Comuna francesa , como os sovietes da revolução russa se apoderaram assim do poder e foram movimentos populares do mesmo ovo que aqueles que desembocaram nas revoluções fascista e nacional-socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estes movimentos têm em comum é a rejeição da democracia “burguesa” , a convicção de que são constituídos por pessoas mais honestas, e a tendência para escalar os patamares da violência. Sem dúvida que nas moles humanas que estes eventos congregam, há indivíduos pacíficos, sensatos e honestos. Serão até a maioria. Todavia a multidão nunca é a soma das partes, mas antes o mínimo denominador comum. A sua acção está, portanto, nivelada pela mediocridade e por pulsões primárias que desaguam quase sempre num violento maniqueísmo identitário: Nós, os bons, contra Eles, os maus&lt;br /&gt;O seu aparecimento também não é surpresa. Acontece sempre em situações de crise nacional, como guerras, degradação económica, ou vazios de autoridade, ocasionados pela desmoralização do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o poder democrático não pode aceitar ser deslegitimado por bandos de ignorantes, convencidos de que detêm uma espécie de superioridade moral.&lt;br /&gt;Onde falha a legitimidade democrática e o estado de direito que a protege, emerge a “verdadeira democracia”, ou seja, o poder violento e arbitrário de alguns tugues, precursores do Terror, da repressão e do totalitarismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-300500194011227932?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/300500194011227932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=300500194011227932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/300500194011227932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/300500194011227932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/06/verdadeira-democracia.html' title='&quot;Verdadeira democracia&quot;'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-932500031835533548</id><published>2011-05-27T08:36:00.001+01:00</published><updated>2011-05-27T08:36:19.115+01:00</updated><title type='text'>O aborto, o choque e o progressismo</title><content type='html'>ntem Passos Coelho respondeu a uma questão sobre o aborto. E o que disse é do mais elementar bom senso, isto é, se os cidadãos lograrem reunir as assinaturas necessárias, o assunto pode ser sujeito a referendo, como qualquer outro assunto numa democracia, salvo as excepções de soberania, que as próprias leis interditam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquerda reagiu num paroxismo histérico.&lt;br /&gt;Sócrates, com a desfaçatez que se lhe reconhece,bradou que estava "chocado", ele que não se choca um milímetro com o estado calamitoso em que deixou este país. LOuçã fez o número habitual, Jerónimo de Sousa bradou, congestionado, que se trata de uma "questão civilizacional", e outras luminárias da mesma área reagirm como beatas escandalizadas quando por elas passa uma rapariga de minissaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque reage assim a esquerda?&lt;br /&gt;Não é verdade que este assunto pode ser referendado, como qualquer outro? Não é verdade que este, concretamente, até já foi sujeito a referendo por duas vezes?&lt;br /&gt;Há um limite para o número de referendos a que uma questão pode ser submetida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a esquerda dita "progressista", tem uma visão linear do mundo. Segundo essa visão, todas as medidas que estejam de acordo com os seus valores, constituem um degrau numa escada que conduz à sociedade perfeita. É pois genuína a sua indignação. Esta gente percebe como uma blasfémia um "retrocesso", qualquer medida que não se enquadre na sua visão das coisas.&lt;br /&gt;Este caso do aborto,é um bom exemplo. Para pessoas normais, é um assunto como qualquer outro, sobre o qual as opiniões podem variar. Para a esquerda, é uma "conquista". Uma vez conseguida, por via democrática, uma lei que consagra a sua visão do mundo, a democracia esgota-se e essa lei fica escrita em pedra, imune ao tempo e às opiniões das pessoas. Um dogma.&lt;br /&gt;O caso do aborto seria pois indefinidamente sujeito a referendo até que o resultado fosse o "certo". &lt;br /&gt;E chegado a este "degrau", acabam-se os referendos.&lt;br /&gt;Trata-se de uma visão religiosa do mundo, o que é paradoxal, porque é justamente esta esquerda que tende a manifestar uma grande alergia à religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que a esquerda é tão perigosa e reaccionária quando chega ao poder. Porque entende que as suas ideias são as "boas ideias", não tem paciência para quem as contesta.&lt;br /&gt;É a arrogância própria de quem acha que detém a Verdade e que quem não a aceita, ou é ignorante, ou está ao serviço de forças ocultas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-932500031835533548?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/932500031835533548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=932500031835533548' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/932500031835533548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/932500031835533548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/05/o-aborto-o-choque-e-o-progressismo.html' title='O aborto, o choque e o progressismo'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-6347112619893535640</id><published>2011-05-20T15:20:00.001+01:00</published><updated>2011-05-20T15:20:28.166+01:00</updated><title type='text'>Escatologia política</title><content type='html'>Usar papel macio para aquele fim que as boas maneiras nos impedem de descrever é claramente uma das famosas conquistas de Abril de que tanto se fala e, provavelmente, um dos esteios do estado social que o Engº Sócrates, tem sempre na boca e com o qual nos salpica abundantemente de perdigotos, quando a abre.&lt;br /&gt;Na longa noite fascista, consta que a coisa se fazia sem dignidade, com pedaços censurados do Século e do DN, e só o grande capital, a burguesia, os latifundiários, os Mellos, os Champalimaudes e os neoliberais ultraconservadores imperialistas tinham acesso ao privilégio das 4 folhas macias e perfumadas.&lt;br /&gt;Felizmente, como é sabido, Álvaro Cunhal, Manuel Alegre e outros bravos antifascistas, fizeram o 25 de Abril, atacando o grande capital com as suas G3 a disparar rajadas de cravos vermelhos que partiram a boca à reacção.&lt;br /&gt;E o povo pôde, finalmente e com grande alegria, usar Colhogar e Renova.&lt;br /&gt;Esta conquista de Abril está agora em perigo. Nestes tempos de crise, turbulência e até flatulência, em que se assiste à derrota do capitalismo, do neoliberalismo e até do Benfica (uma vergonha, esta época) é preciso alguém que resista, é preciso alguém que, de megafone na mão, diga não ao violento ataque aos direitos intestinais da classe trabalhadora e operária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o camarada Jerónimo, a reacção, onde se acoita o grande capital, os imperialistas ultraliberais e neoconservadores, e os gananciosos ultraconservadores imperialistas e neoliberais, tem como objectivo privatizar o assunto, privando o proletariado e as massas trabalhadoras, do direito adquirido ao rolo, obrigando a classe operária a usar folhas de jornais privatizados, giestas, bocados de tijolo, pedras e até as partes mais ásperas do programa da Troika.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, apesar de a luta ser alegria, e isso, a violenta ofensiva da burguesia não dá sinais de recuo, antes se acentuam os seus traços fundamentais – exploração, opressão, agressão, roubo de casas de banho- calamidades às quais as massas trabalhadoras e obradoras tentam resistir com determinação revolucionária, vassouras de piaçaba, canções do Zeca Afonso e dos Homens da Luta , discursos do Carvalho da Silva e pregações de Frei Anacleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na devastação causada pela crise internacional, pelo grande capital financeiro e pela especulação de casino, os trabalhadores e a classe operária sofrem terríveis desarranjos gástricos, porque as forças neomonopolistas e arqueoliberais levam a cabo políticas de direita, e conduzem uma pilhagem sistemática e selvagem de todos os rolos de papel higiénico, deixando os povos mergulhados nas mais profundas depressões intestinais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levam-nos às carradas, numa ganância desenfreada, e tudo lhes serve, modelos dos mais baratos, cor-de-rosa, com cheiro a alfazema, de folha dupla, mono, bi e até trifuncionais, incluindo alguns usados e em 2ª mão. Há já casos identificados de deslocalização das casas de banho da cintura industrial do Barreiro para a China e o Nepal e de charters apinhados de chineses a assaltar as casas de banho do Alvaláxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a este quadro, a luta de classes aquece e todos sabem que quanto mais a luta aquece, mais bufa o PS. Temem-se reacções desesperadas. O famoso deputado Ricardo Rodrigues ameaçou mesmo limpar o rabo com uns gravadores que fanou há uns tempos, ao passo que o Bloco de Esquerda está já a preparar um Acampamento de Verão, com a Ana Drago a conduzirworkshops sobre métodos alternativos, pós-modernos e sustentáveis de usar, para o mesmo efeito, o plano da Troika, explorando a alteridade da frase “Não Pagamos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Governo espera-se uma intervenção apaziguadora e o 1º Ministro deverá brevemente prometer mais uns milhões de coisas catitas, como a introdução no Programa das Novas Oportunidades do equipamento “Cagalhães”, uma pequena maravilha tecnológica e porreira, pá, da qual pouco ainda se conhece mas que, segundo fontes bem colocadas, não implicará o corte do 13º mês nem nada disso e irá mesmo revolucionar a arte de limpar o rabo, tornando-a mais expedita (programa “Limpeza na Hora”) e mais consentânea com o estado social, o modelo social europeu e essas coisas. Espera-se deste modo criar 150 000 empregos e diminuir a dependência externa, exportando o sistema para a Venzuela e para a Líbia, para equipar a tenda do grande amigo Kadaffi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-6347112619893535640?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/6347112619893535640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=6347112619893535640' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6347112619893535640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6347112619893535640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/05/escatologia-politica.html' title='Escatologia política'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1717606120900210273</id><published>2011-05-11T22:14:00.000+01:00</published><updated>2011-05-13T21:42:49.523+01:00</updated><title type='text'>Cinismo, ignorância ou dissonância</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span&gt;José Socrates, o grande líder a que temos direito, é uma personagem invulgar, aquilo a que , em linguagem mais cursiva, designamos por “cromo” ou, em fraseologia erudita e académica, um “tipo ideal”, weberiano.&lt;br /&gt;Goste-se ou não dele (e eu confesso que sempre que o vejo e ouço a bravejar inanidades com o ar pesporrente de quem pensa que os outros são todos burros, sinto um calor de puro ódio a subir-me pelos gorgomilos), há que reconhecer que há ali qualquer coisa estranha e anormal.&lt;br /&gt;Não é, por exemplo, normal que um típico exemplar do homo sapiens aguente, com total impassibilidade, as sucessivas revelações que lhe descobriram várias carecas, desde os projectos manhosos de casas numa autarquia em que trabalhou, até ao Freeport, passando pela Universiade Independente, Face Oculta, manipulação de jornais e televisões, etc, culminando nos devastadores resultados da sua governação.&lt;br /&gt;Trata-se de um verdadeiro “sempre-em-pé”, como aqueles bonecos de fundo pesado, que voltam sempre à posição inicial, após um valente piparote.&lt;br /&gt;A realidade, tal como os comuns mortais a olham, parece não afectar mínimamente o que José Sócrates faz e diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora sendo, até prova em contrário, um ser humano, tamanha invulnerabilidade aos factos, tem de ter uma explicação.&lt;br /&gt;Objectivamente, Sócrates tomou péssimas decisões e profere constantemente afirmações falsas, facilmente documentáveis (isto para além de uns péssimos fígados que, em reflexo pavloviano, o levam a morder imediatamente as canelas a qualquer pessoa que se atreva a questionar as suas certezas, profecias e decisões)&lt;br /&gt;Não podendo fazer testes ao espécime, adianto 3 hipóteses explicativas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incompetência:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates não sabia o que ia acontecer em função das suas decisões, isto é, além de ser ignorante, ou por isso mesmo, não compreendeu o que diziam todos aqueles que, ao longo dos anos, na imprensa, nas televisões, nas rádios, no Parlamento, nos blogues e na praça pública, explicavam, com toda a minúcia, o que aí vinha.&lt;br /&gt;Esta hipótese explica bem os erros, disparates e omissões e explica muitíssimo bem a arrogância de José Sócrates quando fala à Nação. A ignorância é muito convencida, como se sabe, e nada como um ignorante para, de uma penada, “resolver” problemas, desde os mais simples aos mais complexos. Basta entrar num táxi, num barbeiro ou numa tasca, para encontrar dúzias destes seres geniais a debitarem soluções imediatas e instantâneas para tudo o que nos aflige, incluindo a táctica do Benfica e a salvação do planeta.&lt;br /&gt;Há, contudo, um senão. Custa-me a acreditar que José Sócrates seja assim tão ignaro. Se até eu, que não sou nenhum águia, ouvi, li e compreedi o que diziam pessoas como João Salgueiro, Campos e Cunha, Daniel Bessa, António Barreto, Medina Carreira, etc, como é possível que José Sócrates, Engenheiro Civil por uma prestigiosa universidade, misteriosamente extinta, Ministro, 1º Ministro, Secretário-Geral do PS, etc, não tenha visto o comboio a chegar?&lt;br /&gt;E os numerosos assessores que o rodeiam, incluindo o famoso Luís que lhe diz se fica bem na fotografia, e uma pleiâde de ministros, qual deles o mais brilhante? São todos imbecis? Mais imbecis que eu?&lt;br /&gt;Não pode ser. A ignorância, se bem que explique alguma coisa, não explica tudo. Há algo de mais sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será apenas cinismo, ou uma leitura atamancada de “O Príncipe”?&lt;br /&gt;Será que José Sócrates sabia e comprendia, mas estava mais interessado no poder em si mesmo e em tudo aquilo que de agradável lhe está associado?&lt;br /&gt;Será que, quando mente com toda a convicção que se lhe reconhece, está apenas a cumprir um papel, a representar, a fazer o que tem de ser feito para manter os fundilhos de Armani bem assentes na cadeira do poder?&lt;br /&gt;Esta hipótese é tentadora e racional. Pode não ser muito apresentável, sob o ponto de vista ético, mas é assim que as coisas são e está de acordo com a natureza humana. Sócrates, tal como eu e o leitor, trata da sua vidinha, e quer mais: mais poder, mais dinheiro, mais prestígio, mais reconhecimento, etc. Não sou eu que o digo, é o velho Maslow, do alto da sua pirâmide.&lt;br /&gt;Consigo perfeitamente conviver com esta maneira de agir, até porque é também a minha, embora provavelmente os meus incentivos sejam algo diferentes dos do Sr Engenheiro. Socorrendo-me do bom do Kirkgaard, diria que José Sócrates vive permanente e definitivamente no “plano estético”, isto é, tem umas motivações pessoais que andam ali pelo andar de baixo da pirâmide do Maslow.&lt;br /&gt;Esta hipótese agrada-me também porque faz do Sr Sócrates uma belo sacaninha a quem dá gosto odiar.&lt;br /&gt;Mas há um problema: é que, segundo esta hipotese, José Sócrates seria levado a fazer tudo, mas mesmo tudo, incluindo governar menos mal, para alcançar os seus objectivos.&lt;br /&gt;Não o fez, infelizmente para nós e, por outro lado, a sua pose de pregador iracundo não pode ser completamente fingida, Não, quando ele olha directamente para a câmara, e se dirige a nós, nota-se a paixão, o congestionmento, o frémito de quem está a sentir aquilo que diz.&lt;br /&gt;Augusto de Santos Silva, Pedro da Silva Pereira e Rui Pereira, esses sim, são cínicos e não o conseguem esconder. Trata-se de eminências pardas e a sua linguaem gestual não engana. Mas Sócrates é outra louça, e falta-lhe o refinamento do autêntico cínico, claramente estampado, por exemplo, no permanente esgar do nosso Ministro da Defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, resta uma hipótese psicológica. Psicologia de cordel, talvez, mas a única que me ocorre. Não se trata de psicose, embora por vezes a impassibilidade com que Sócrates encara as suas vítimas, não seja muito diferente da de um psicopata.&lt;br /&gt;Bem, aqui vai: Sócrates sofre de dissonância cognitiva. Sofre de outras coisas, obviamente, incluindo um problema estético no apêndice nasal, abatatado demais para um Primeiro-Ministro e de menos para um palhaço.&lt;br /&gt;A dissonância cognitiva, palavrão que pode facilmente ser “googlado”, significa basicamente que Sócrates tem um problema com realidades que não se coadunam com aquilo que ele espera.&lt;br /&gt;Ou seja, Sócrates tem um plano para o país, tem boas intenções (embora Pinheiro da Cruz esteja cheia delas) e acredita ser capaz de fazer com que as coisas aconteçam da maneira como as pensa.&lt;br /&gt;Toma decisões, na sua opinião iluminadas e sábias, e senta-se a aguardar que o mundo se transforme naquilo que pretende.&lt;br /&gt;Quando acontece algo que não estava no plano, e isso tem acontecido com notável frequência, ele recusa pura e simplesmente tomar conhecimento desses factos. Nega-os (estamos bem, estamos a recuperar, não precisamos de ajuda externa), racionaliza-os (a minha decisão estava correcta, a crise internacional, ou a crise política é que estragaram tudo), e segue em frente, em direcção ao desastre, mas com a sua sanidade mental devidamente salvaguardada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, nós, portugueses, (o voto é secreto mas eu garanto que não votei no senhor) escolhemos para nos governar um louco furioso.&lt;br /&gt;E, a acreditar nas sondagens, somos também doidos varridos, porque nos preparamos para voltar a eleger o mesmo alienado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos a cama onde nos deitamos, essa é que é essa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1717606120900210273?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1717606120900210273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1717606120900210273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1717606120900210273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1717606120900210273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/05/cinismo-ignorancia-ou-dissonancia.html' title='Cinismo, ignorância ou dissonância'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-7840863088855401092</id><published>2011-04-26T08:27:00.005+01:00</published><updated>2011-04-26T14:32:11.137+01:00</updated><title type='text'>Prémio Darwin</title><content type='html'>&lt;a href="data:image/jpg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBhASEBAQEBISDxUQDw8PEA8PDw8QDw4QFBQVFBQQFBQXHCYeFxojGRQUHy8gIycpLCwsFR4xNTAqNSYrLCkBCQoKDgwOFQ8PGCkYFBwpKSkpKSk1MCkpKSkpKSwpKSkpKSksKSkpKSkpKSksLCwpKSksKSkpKSkpLCkpKSkpKf/AABEIAL8BCAMBIgACEQEDEQH/xAAcAAABBAMBAAAAAAAAAAAAAAAAAQIDBwQFBgj/xABBEAABAwEFBAUJBQcFAQAAAAABAAIDEQQFEiExBkFRYQcTInGRIzJCUoGTocHRFFNzsbIVFzNDVGJyFoKDkuFj/8QAGQEAAwEBAQAAAAAAAAAAAAAAAAECAwQF/8QAIhEBAQACAgICAwEBAAAAAAAAAAECEQMTEjEhQQQUUTJx/9oADAMBAAIRAxEAPwCkuoPJL1HNTCXilkGa1mMZ+VQfZzxT22Mnf8FK1ZkTclePHKm8ljXfYjx+ClbdtdHfArMOufggOqrnHijsyYf7NzpiHgUpuz+4GvJZUTgDxyNKKUNyrvTnFjSvJlGH+xz6w8Con3cQaV+C2TZDQ13jJIZTlUVKrqwLtyYQug73AeyqR11EekPBZrm1rr3USxxOpQEHkjqx/g7cv6wv2QfWGfIpouupIxaclnsJHPkfkgjOra9yOrH+DtyYRug+sPBILr/u1NBl8VsWc8uSZK/PmEXiwLtyYhuZ3rV9ijN17sQrwoVnm109nxTuuJzpRHXh9Dsz+2s/Z392muSV12kel3ZarYcxkn4gRn4JdWJ9uTXC6j6w8Eoug6YhpXQrLfKRlxU0Tss0TiwovJlGv/Yx9YeBTTdR9YeBW0c6mngomSZmv/qq8WBTlzYBus+sPBBuunpfArMdLU6ZV9qdI8inAqevD+H2ZNYbAa6+2hTjdx419izmuOfDhlqnSO7I5kV5JdWJ9mTBbddRXF8Cmuu0jfX2LPjk1HBSAZ5onFjS7Mmrku8jOtfkkisNfSp7FsysOJ3aHfRTePGVc5LYxpLJQ0r8Eiy5WEvICFNwipnTIwDmldqmBlB8qoBTnpJWjNZrBkOSxIxmslpWmCMjiNVEN6dirVMA1VUofEzepQook9xVT4TZts7ouK02okQROkw+c7IMb3uOS2x6NbyrlEzn5aL6q09mbvZBZYI2Cg6trifWc4VLj7Vtmrly58t/DfHhimP3bXnp1LPfRV/NOHRneZz6pgofv4tPFXSE9qX7GR9OKk3dF155eSYf+eL6oPRfeZ/ktH/PF9VdwKej9jIdOKjf3V3n90338X1S/uqvP7lvv4vqrxBTgUd9HVFGDoovPfCz38X1Tz0W3n9yz38X1V44kYkd9/g6oo391t5/ct9/F9Uh6LbzH8lnv4vqrzqmko/YyHVFGnouvM/yWe/i+qP3YXn9yz38X1V4BBR35Dpikh0ZXn90z38X1SHoxvL7lnvovqrsSJ/sZfwumKR/dheIz6pvv4vqkl6Nby3RM99F9Vdjgoyl35K6sVKP6O7xa2vUg0zIbJG4+AK5uezlpc1wLXA0LSCCCOS9GFVd0r3exssMzRR0gc19PSLaUPfmtePluV1WefHMZuK5ikDTpvzKzFgyt7RCfHMW81pjlr4qMsd+k05oCsazMq4ckSSFx/ILrNlNnshNIObAd59buU27u/o5NRHBswWxCV+pzLN4B0qhdg7gUqNjSpcJ3/8AqGtSEpzSs1EbqntckBStbmqhJQka1KHJQVqggTgEIKeht6Huz+DD+FH+kLLCxLsPkYfwo/0hZYXm327Ye0qQJgTggHJ9UxOKCOWlv/aqCyAGUmprRo1Tb22oihyBxu4A5BU/0g306WYOJ3aA1opmU3pXjdbWRZOlaxPkYw4mYssR0aea7Cz2pj2hzHB4O9pqvLgnB711mxm2z7I8YiXxk9ptdK7wrSv2qY4rU3BtNDa4w9hoa0wE9oLakoIVSVQhBgFCSqQFAI5RuUhTHBI0TlW3S+8AWWvGT5Ky3BVl0xRVFl75PktOPflEZ68VaxHE4lSOsw5pYmBuS6PZ64uspLKOyM2t9fmeS7tany5d7vwZs5s0HUlkFGjNrTq/meS7ABAGSKrK1cBQkJQpNUbnb0oco8WiCVG1aStcn4lC0pS9VMtJsTh6c0qFpUgK1xqLE1UhKaHJaq9/BaXjd20sAiiBJyjYNOQWwi2js59OneFwtnh7DP8ABv5Jz2UXg38iy1604ZqO6ftNZh6de5YzttIK5Bx5rimgJksjWjtEBL9i36V0x2Mm3Ue5jj7aLXXhtVNKMLfJtPDWneuQmvaJuna7lh26+3kYY2lpJpVLszyOceOKbaW+BE0gOq4upxNKarhJrS5xqanPetlPC6WUNcakHNbK33PG1jQ2lSKnlRbY2Yf9Rljlnuz05p4BPBSMIon2mzltKildE6zXa94c4A0C225tX02NwX1JBPE9riA17SRuIrn8F6Ls9pD2Nc3MOaHA8iF5dMZa7NegNgZnGxQhxDiG5EcNwVxNdRVBKbiQSmWwSmpapKpHKWqYXIJTHIVASq36XRlZd+cnyVjLmdsLIxzoHuFSwvw10BNM1pxXWUqOSbxVxc+zDnEPmGFuRDD5zu/gF04tDMXVNIDgzEGDUN0Bom24yFtIsNSaFxPmDe4DeRwWqZewdDJJBR0kAAkMzMBe1uZ040NF0ZZMZidZ76cwlkxDmsf1XXkhrpZSdGxgZgVpXkt0VztxXAC77XOA6SU9a1o8yMOzBA3lb6aZrRVxAHNRFXR+JC5627XxsNGtL+YNAkQTgilBTXOQFms4FKXJtE0uQNMhrk7EoGuTwVcqbE7Sn4lCx6cDVay/CNLPs0owM/wb+QWNaLWK5FR2C4LbKxlG4Bhbm47qZFb+7dgGjOeQv/tbkF4XRblXqzkkkc6yaR5wQsdIeQyC2ti6Pp5SHWh4YD6Lcyu3sVgiibhjYG9wz8Vk4l04cMx9sMuW300lh2HscY8zGeL81m2q5osBDYmZA07IyKz8SC7JazGMrlVCXhE6KWZxGF7ZXe0LHN6YyA7LPVZm2doraJv83LmROVNwi5yWO9Zs4ZSHuyaAKBbSG6mNbhAFKZ5BVvBe0wyEjxyxFZLb1m+8d/2Ki4WtJyyfTLvawh1pawdgBwxO3NHFXTsjdgghDGuxNAFHbjvqqz2MuMWqWklSDVziTmQFb132RsUbY26NFAtsZqOfLLdZoKCU0FISqQfVISm1QShRCUhKEEpKhKrkOkLrTEzqHhklXFtadumrRXeV1xK4DpOuuWd9jERLCx0jjLuj0oe9PH2L6aW53OxlwJdHO0yZ5GKYUEjCN1TX2gp0Wz4DJWOle7rT2zkHYBpGDuFFl3bYGwRiNpJpUlzjUucdXFYV77QMiBDTV3LcuiRjayLfeUdnYB6rQGt4ACgXF3lfEkpNSabhooLVa3SEucarGWkx0i01xSochTYbBTg+iYeCKLnlbJmuUbzmlCSTVVShzRlVSkZJuHQJZK7lU9JqRrck5pAUWFPLVp9I09C3afIxfhR/pCy2OWDdp8jF+FH+kLMaVx10JcSdVR1TXTNGpA7yAgVNVRWmTsOI9U08Fz977c2SAGrw9w9FmZXB310rTSBzIGiMOyqc3FPSXN7SxydYXkEh5JrqK1WmbGTuKsa5TVmCZoLm6gjMEiqWWxDED1bW1cBoFyXn1daduH43nNyuBbYJNcLvApW2d4ObT4FW5NGyrBhFKAaBMtEEYBoxvgFN/I19Ffx2B0cS9XM1rhhL43UrlorMxKg9pr8IlAiJa6NwIc00pRWJsb0hQzwtbaHiOVvZNcg/g5deFuU3XJnj434d21yXEsdkoIqCCOIzTw5UlLVNLklUiZlqiqRNLklHFy5nbO1NY2NzjQdr2royVXPS884bMOJkrz0V8fzknL05e99qXOq2PIceK590hJqTXvTEVXXrTA6qQhMqiqNloFCa4oUWq0xjmSQo04IkjIoSCK/Fc1bwNJTxmmsCNEyTMOaHFMYnFXv4QljUihiUlVtj6Rfb0Ddx8jF+FH+kLJDlgXc7yMX4cf6QskPXHXQjvi9GwQSTO0jYXd53DxVE3ptRaZ3ufJI7MmjQSA0cAFYXSxemGzRwg/xX1d/i3P8AMhVHVELSR8xOpqnWSQCRhdmA9pI5AglQVStdQg8DVB6dXc20RNqlkfpI9x7uA8Ft7Va3vp2qAmoPBa+GxQWuFzrNSKcUfJEfSwjMtTbFe9G9W4CrOPLULk5MN3cdPDya+K21nvGcPaXEOw1yG8cVLeV+0iJ31oBxK1c1+tLa4Wt3ZDVYFhZ1jpJpDRkbXFoOhcdFnOPd+WnJyST4rm5pS5znHUkpjHkGoSyih1qmLvji9ugurbO1wUEcrgB6JNR4Fddd3S/IKCaNruLm5HwVY1Tg5PafF6MuHaaC1sxQurTzmnJzfYtrjVH9Gl+x2e1HrXYGvYW1OmKuSupkgIDgQQRUEaEIETYkwlJVIUqopcq76XDlZu+T5KwlXXS47Kzd8nyV8X+onP0rlJVBKRddYFTcSUuUKjKqh5KE1KoqmXcdqhjtMEk7OsjZKx0rBniYDmKb1dvSNtHdVqud7rM2OXEQyF4jEX2aRtCS4kDDkaU31VAYs8t667ZF/W2O32U7gy0NHL+G/wCBaf8Aasa0kcm0gZVHyU3kg3tOc525rGZDvcfkFs9n7uhkpjjdI5r8LmtxUIcQATThVPvq4OplcHBsdDmxxqRvFKVqMJBrzCPI/GMCzWXEwlkckhAruaxrc+1xOnIJWXXNheXMczBqXCgHeDu57t6ILW4U84huIU7QADm4X04dndot1dlvifiikxFr2O1yMb8m9Y0b6t1G+nFLyo1HPvgczDiFMQxDTMVI+SKrJt9kEZ6sFr8NSHtNQ9jswfYcQWHVdGN+GWU0v27ngQxZ/wAqP9IS2m2A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border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na passada semana foi executado na Faixa de Gaza, por militantes islâmicos, o italiano Arrigoni.&lt;div&gt;Arrigoni tem sido apresentado por uma certa imprensa como um  "activista pela paz e pelos direitos dos palestinianos", designação que passa hoje por "&lt;i&gt;chic-fino"&lt;/i&gt;, nos circuitos da bempensância  esquerdista  europeia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bempensância que, de resto, através de tarolos como a deputada  alemã, Inge Hoger, do &lt;b&gt;Die Linke&lt;/b&gt; ( o "Bloco de Esquerda" alemão), &lt;a href="http://www.jpost.com/International/Article.aspx?id=217667"&gt;não tardou a suscitar&lt;/a&gt; a clássica teoria da conspiração de que uma vez que Arrigoni era "anti-sionista", os judeus beneficiaram com a sua morte, logo foi a Mossad que o matou (&lt;i&gt;este tipo de falácia lógica é típico do pensamento  conspiracionista&lt;/i&gt;) . &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O facto de o Hamas ter preso os suspeitos ( um deles foi já &lt;i&gt;suicidado)&lt;/i&gt; e eles estarem ligados à Al-Qaeda, não parece  fazer qualquer mossa nas imperturbáveis convicções da senhora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E muito bem....quem está do lado certo, não se desvia do seu caminho virtuoso por uns meros factos que se lhe atravessam   à frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta senhora, de resto, já o provou. Considerando-se a si mesmo feminista e defensora intransigente dos direitos das mulheres, não hesitou, quando a bordo da tristemente célebre   "flotillha da liberdade",  em submeter-se&lt;/div&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSY9LLa7yDv4E-GEDjhORymtwkCkz_ZaA12_TwwPvRdIhrEOYsfEA" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 186px;" border="0" alt="" /&gt;&lt;div&gt; à rigorosa  segregação de sexos imposta pelos islamistas turcos que patrocinaram o evento,  e lá seguiu, no Mavi Marmara, convenientemente "protegida " no &lt;i&gt;deck&lt;/i&gt; das mulheres e de outros espécimes considerados  de segunda categoria, pelos  seus idolatrados barbudos de Alá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O próprio Presidente italiano, o comunista Napolitano, embora menos desbocado, fez um diagnóstico igualmente brilhante: quem matou verdadeiramente o pacífico Arrigoni  não foram os que lhe tiraram o pio com uns facalhões, mas sim a "&lt;i&gt;&lt;b&gt;falta de progresso no processo de paz&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;", logo os israelitas, obviamemte culpados por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Adiante que isto já é habitual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acontece que Arrigoni só era um  "activista da paz", no universo &lt;i&gt;orwelliano&lt;/i&gt; , onde as palavras significam exactamente o contrário. No mundo real,  e no lado de cá da linguagem, o rapaz era basicamente o típico mentecapto da esquerda pós- moderna, anti-semita até a medula ( na sua página do Facebook é facil encontrar os clássicos  libelos anti-semitas)  e não hesitava sequer em chamar ratos aos judeus que o criticavam, recuperando, sem o saber, uma tradicional adjectivação típica da tolerância muçulmana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E era, é claro, como Miguel Portas e outros camaradas da luta,  um desavergonhado aliado do movimento terrorista Hamas,  tendo inclusivamente participado, cheio de entusiasmo revolucionário, em acções de apoio material a este movimento, para além do claro apoio ideológico e político.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazia parte, obviamente, de uma dessas ONG que encontraram na "causa palestiniana", uma maneira insuspeita de exprimirem o profundo ódio aos judeus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas como Deus escreve direito por linhas tortas, acabou por ganhar um Prémio Darwin, sendo morto por aqueles a quem chamava compinchas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A espécie, essa ganhou. Arrigoni morreu porque era  estúpido ao ponto de não ser capaz de perceber quem eram os seus amigos e os seus inimigos. Não irá reproduzir-se mais,  livrando assim a espécie de um um &lt;i&gt;cocktai&lt;/i&gt;l genético de fraca qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficámos todos a ganhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-7840863088855401092?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/7840863088855401092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=7840863088855401092' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/7840863088855401092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/7840863088855401092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/04/premio-darwin.html' title='Prémio Darwin'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-9035180075705873727</id><published>2011-04-13T13:41:00.000+01:00</published><updated>2011-04-13T13:42:29.239+01:00</updated><title type='text'>A velha esquerda e a nova direita</title><content type='html'>&lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;O feroz animal que nos (des) governa, garante agora, com a forte convicção com que há dias o negava, que está pronto&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a governar com as exigências da ajuda externa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Estou certo que sim. Agora, quando todos os socialistas que lobrigam um microfone nas imediações, correm desalmadamente para debitarem a cassete de que “a culpa é do PSD”, preocupados sobretudo com a possível perda da gamela, o duvidoso engenheiro garante que aplicará as reformas que até agora recusou, a contragosto, arrastando os pés, e preparando-se para mais manigâncias na quixotesca convicção de que está a “defender Portugal”, sem perceber que Portugal estaria bem melhor sem os seus esforços “defensivos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;O beiçudo Ministro das Finanças, escolhido no refugo, depois de Campos e Cunha ter batido com a porta quando percebeu que estava rodeando de bandidos, vem à TV e “alerta”, com a mais inefável candura, que já só há dinheiro até Maio, dando até lições de moral sobre o andarmos a viver acima das nossas possibilidades e outras interessantes máximas. Como se não fosse ele quem tem a mão na carteira desde há 6 anos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;À esquerda destes moinantes, não há nada, apenas loucos da “luta” ou doentes com a síndroma de Peter Pan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;A esperança está à direita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Acredito que aqui há gente disposta a fazer as reformas necessárias, porque tem de ser e porque elas estão de acordo com os princípios ideológicos que caracterizam a direita moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Gente finalmente liberta do complexo socialista que nos tem afogado e determinada a cortar à faca a gordura do Estado a que isto chegou, a meter mão nos cambalachos das Fundações, Agências, Observatórios, Comissões, empresas públicas, etc., que floresceram como cogumelos na longa noite socialista das vacas gordas, regados pela viçosa humidade do orçamento e dos impostos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Gente capaz de meter na ordem os sindicatos, reaccionárias correias de transmissão da esquerda, as clientelas, os corporativismos, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Gente que acredite na vitalidade do mercado e que ponha fim à densa malha de regulações e normas, o que impede os negócios e dissuade os investimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;O que està em causa não é apenas a diferença entre umas contas claras e bem escrituradas e outras marteladas e mentirosas, mas sim a diferença entre quem acredita num sistema baseado na liberdade e quem continua a olhar o mundo com o velho filtro da “igualdade” socialista, em que todos são igualmente pobres, mas há uns menos iguais que outros , (os &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;boys &lt;/i&gt;e as &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;girls &lt;/i&gt;que enxameiam a burocracia.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Não bastam o fim dos orçamentos “criativos”, das estatísticas manipuladas, dos cenários macroeconómicos mentirosos, do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;spin&lt;/i&gt; primário e manipulador, das cortinas de ilusão que de vitória em vitória, nos conduziram à derrota final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;O novo governo terá de ser capaz de explicar aos portugueses a crua realidade, não para os deprimir, mas para os mobilizar, porque o vale de lágrimas que vamos atravessar é longo e terá de haver uma forte motivação para chegarmos ao outro lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Temos de perceber que vamos ter de mudar radicalmente a maneira como este Estado está organizado, e desta vez não temos escapatória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:15.0pt; margin-left:0cm;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#080808"&gt;Será esta direita capaz?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:Arial"&gt;Se não for, tempos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;perigosos nos aguardam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-9035180075705873727?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/9035180075705873727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=9035180075705873727' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/9035180075705873727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/9035180075705873727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/04/velha-esquerda-e-nova-direita.html' title='A velha esquerda e a nova direita'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1669253355136349849</id><published>2011-04-01T16:13:00.000+01:00</published><updated>2011-04-01T16:14:14.281+01:00</updated><title type='text'>A socialização da pobreza</title><content type='html'>Tenho ido a Lisboa de carro, com alguma frequência, nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente ao frenesim habitual, circula-se agora à larga, principalmente a partir do meio do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra-se em Lisboa com facilidade e, mesmo dentro da cidade, o trânsito faz-se sem aquele stress que há anos me punha a vociferar contra tudo e contra todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Lisboa nunca foi Nova York, no que à intensidade de tráfego diz respeito, mas agora está parecidíssima com o Alandroal, num escaldante dia de Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virtude da excelência governativa que nos deu boas estradas, boas alternativas, bons transportes públicos, dirão alguns plumitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com eles quanto à mão do governo, penso efectivamente que esta facilidade com que passeio por Lisboa ao volante, se deve por inteiro aos desatinos dos socialistas que nos (des)governam há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que motiva esta deserção de muitos portugueses é o empobrecimento generalizado da sociedade portuguesa e a crescente proletarização da classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá da retórica delirante com que os políticos que elegemos se justificam, os factos, esses são impenetráveis ao falatório. E o facto marcante é que os últimos anos de governo socialista correspondem a um empobrecimento sem paralelo na História da democracia portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço dos combustíveis, carregado de impostos e estabelecido em função dos interesses de uma empresa pública que tem o monopólio da refinação (este governo recusou pressurosamente a instalação de uma refinaria de um consórcio privado), está a tornar proibitivas as deslocações de automóvel. Alguns dirão que isso é bom para o ambiente, para as andorinhas e para os pardais, mas trata-se de fraco consolo para quem vê a sua qualidade de vida a desaparecer a um ritmo avassalador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meia dúzia de anos de José Sócrates e do seu PS, o socialismo fez-se presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto querer fazer engenharia social, Sócrates logrou em menos de um fósforo fazer aquilo em que os regimes socialistas são bons: dificultar a criação de riqueza e socializar a pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cada vez mais os portugueses que vivem já num nível de sobrevivência, tendo de mudar de hábitos e renunciar a coisas que julgavam sólidas e pelas quais trabalharam toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto nunca tinha acontecido a esta escala, nos últimos 100 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aqui que nos deixou Sócrates e o seu Governo de incompetentes, cínicos e mentirosos. E aqui ficaremos muito tempo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1669253355136349849?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1669253355136349849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1669253355136349849' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1669253355136349849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1669253355136349849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/04/socializacao-da-pobreza.html' title='A socialização da pobreza'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-650011139082800833</id><published>2011-03-31T22:50:00.001+01:00</published><updated>2011-03-31T22:50:31.864+01:00</updated><title type='text'>GREVES CÍNICAS</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nos países democráticos a greve é um  direito dos trabalhadores. Curiosamente tem uma origem liberal mas  o   movimento socialista acabou por assenhorear-se do movimento sindical e  hoje, em Portugal, por exemplo, falar em centrais sindicais é falar em  esquerda e extrema esquerda.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O  racional da greve é fácil de entender: destina-se a dar força às  reivindicações dos trabalhadores, face a entidades patronais renitentes e  prepotentes. Trata-se de tentar equilibrar aquilo que, na maior parte  dos casos, é uma relação em que uma das partes (a entidade patronal) tem  muito mais poder.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ameaçando o interesse próprio do empresário (o lucro), este é levado a fazer contas e a negociar, tentando minimizar as perdas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nos  últimos dias e nas próximas semanas, os sindicatos de certas empresas  públicas de transportes, levam  a cabo greves parciais que, na opinião  de muita gente, constituem uma perversão deste racional.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As  greves  são parciais,  explorando lapsos na lei da greve,  chico-espertice que visa apenas reduzir os custos que recaem sobre  aqueles que decidem fazer greve (perda de salário).&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O  que é inaceitável, é que são programadas para as horas e dias que mais  prejudicam, não a entidade patronal, como decorre da filosofia  subjacente à greve,  mas sim os utentes.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Assim,  por exemplo, o Metro de Lisboa tem estado sujeito a greves parciais nas  horas de maior tráfego e na CP as greves são normalmente à sexta-feira.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A  ideia dos grevistas é que a  melhor maneira de pressionar a entidade  patronal  (o Estado) em empresas que dão prejuízo, é usar os utentes  como peões de brega, para que o seu descontentamento faça ricochete.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Este cinismo é inaceitável.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os  utentes são deliberadamente usados e prejudicados, e são, normalmente,  aqueles que mais dificuldades têm, já que os gestores e os políticos que  tomam as decisões, raramente andam nos transportes públicos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Face  a isto, torna-se urgente uma alteração da Lei da Greve que impeça os  sindicatos de usar  maquiavelicamente os utentes dos serviços como   reféns nas suas lutas, justas ou não.&lt;/p&gt; Acabar com greves parciais e de má fé, está a alcance de duas ou três linhas de legislação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-650011139082800833?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/650011139082800833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=650011139082800833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/650011139082800833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/650011139082800833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/greves-cinicas.html' title='GREVES CÍNICAS'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-7177866723489483442</id><published>2011-03-22T15:40:00.003Z</published><updated>2011-03-22T15:42:01.237Z</updated><title type='text'>A questão líbia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQe9MyiFJDt0VXK9pEyi5Qq1Yc2CnSyxncmLjp5TJn8ffiitVOyJw"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 197px;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQe9MyiFJDt0VXK9pEyi5Qq1Yc2CnSyxncmLjp5TJn8ffiitVOyJw" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; color: black; "&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt; ansiedade com que os franceses precipitaram a intervenção na Líbia, as hesitações americanas, etc., têm vários racionais que passam desapercebidos ao observador ocasional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Para começar, o propalado objectivo de “proteger os civis inocentes” é apenas uma formulação politicamente correcta, que visa simplesmente disfarçar o que está efectivamente em causa. É a maneira mais fácil de o vício prestar tributo à virtude. Na verdade nem os rebeldes são apenas “civis inocentes”, nem a situação real pode ser descrita com a caricatura de um ataque de façanhudos militares, armados até aos dentes, com aviões, carros de combate e mísseis, contra pacíficos manifestantes, mulheres e crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Quem são afinal os rebeldes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Sabe-se que há rebeldes, sabe-se que têm armas e combatem, sabe-se, pela nossa imprensa, que são dos “bons” e lutam contra a ditadura, mas não se conhece, ou faz-se por ignorar, a sua verdadeira natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Contudo suspeita-se: no Concelho Nacional de Transição há, pelo menos, 7 antigos ministros de Kafadi, e os restantes não parecem ser também lutadores pela democracia, mas fundamentalmente islamistas da linha dura, ligados à Al Qaeda e a anteriores tentativas para derrubar Kadafi. Não é por acaso que uma significativa percentagem de &lt;i&gt;jihadistas &lt;/i&gt;capturados ou mortos no Iraque, era composta por líbios, originários do leste do país, da região que os rebeldes agora controlam. O facto de tanto o Irão como a Al-Qaeda estarem do seu lado, deveria fazer acender algumas luzinhas de alarme em certas cabeças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Se isto é assim, então porquê a ansiedade francesa e inglesa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Efectivamente parece estranho a alguns, que países como a França e a Espanha, tão críticos da “fotografia dos Açores”, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;e do “belicismo”, se contem agora entre os mais entusiásticos activistas da intervenção na Líbia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na realidade, a sua posição, bem como a da Inglaterra e de outros países europeus, nada tem de estranho. Estes países simplesmente avaliaram mal o desfecho da revolta líbia. Tendo interesses fortes no país (&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a Líbia é um importante fornecedor de hidrocarbonetos&lt;/span&gt;), acreditaram que Kadafi cairia suavemente, na linha de Ben Ali e Mubarak, e apressaram-se a apostar no cavalo que lhes parecia ir ganhar a corrida. A França precipitou-se ainda mais e reconheceu de imediato a liderança oposicionista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O problema é que Kadafi, não só não caiu, como reagiu furiosamente, e estava em vias de retomar o controlo total. Dado o seu carácter vingativo, se prevalecer é de esperar que doravante use as matérias primas para prejudicar os países europeus que lhe tiraram logo o tapete, trate de se armar até aos dentes, incluindo armas de destruição em massa, facilite o trânsito de imigrantes para a Europa, etc. Um pesadelo estratégico, razão suficiente para que estes países europeus se vejam colocados perante o imperativo de, a todo o custo, derrubar Kadafi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em suma, apostaram no cavalo errado e são agora obrigados a dar um tiro no cavalo que se apresta para ganhar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;E&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; porquê o titubear americano?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;As coisas aqui são mais complexas e o Almirante Michael Mullen tem tido grandes dificuldades em explicar racionalmente qual o objectivo estratégico que se persegue com os ataques em curso e que, de resto, constituem uma monumental pirueta de Obama, tão grande como as da França e de Zapatero, relativamente às suas posições ideologicamente olímpicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;A dificuldade de Mullen prende-se com o facto de a política externa americana, nos últimos tempos, não parecer ter uma racionalidade óbvia. Não é ditada apenas por interesses e não é também ditada exclusivamente por valores, pelo que importa tentar perceber a cosmovisão dos decisores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tradicionalmente, a politica externa americana no Médio Oriente passa por assegurar o fluxo de petróleo para os mercados, aos mínimos preços possíveis, apoiando os governos que contribuam para este desiderato e lutando contra os actores hostis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Postas as coisas com esta simplicidade, tem todavia havido ao longo dos anos algumas areias, originadas em substratos mais ideológicos e até psicológicos, que fazem avariar a engrenagem.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Entre essas areias, o desejo de manter boas relações com a Europa, e a necessidade de ficar nas boas graças dos media e um idealismo &lt;i&gt;neo-kantiano&lt;/i&gt;, tributário da filosofia politicamente correcta que domina o mundo pós-moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com Obama, são estas areias que efectivamente dominam a engrenagem isto é, deixaram de ser areias e passaram a ser a engrenagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Obama e a sua&lt;i&gt; entourage&lt;/i&gt; tipo "Jane Fonda” partilham uma visão genuinamente anti-imperialista, que assenta na convicção da culpa americana e da maldade intrínseca da sua hegemonia. São pessoas formatadas no esquerdismo festivo dos anos 80 e que, agora no poder, encaram com desconforto os seus aliados na região, os quais sempre considerarem cúmplices do imperialismo americano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;É isto que explica a verbosidade agressiva de Obama contra Israel e Mubarak, e a relativa complacência para com o Irão, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;A posição neoconservadora é também muito importante nas questões de política externa. No debate sobre o Egipto Tunísia, etc, os neoconservadores estiveram do mesmo lado de Obama isto é, foram partidários do derrube dos ditadores, embora por motivos muito diferentes. O pensamento neoconservador assenta na associação entre interesses e moralidade, pelo que tudo deve ser feito para apear ditadores e fazer avançar a democracia liberal. Não por uma espécie de idealismo &lt;i&gt;wilsoniano&lt;/i&gt;, mas porque se entende que a democracia liberal é superior, e um mundo de democracias liberais será mais pacífico, favorável ao livre comércio e aos interesses americanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;É uma posição inatacável em termos de ideias, mas que foi duramente testada durante a Administração Bush, tendo emergido um certo cepticismo quanto à possibilidade de as sociedades muçulmanas poderem aceder normalmente à democracia liberal, face a uma patente incompatibilidade de valores fundacionais. Mesmo o modelo turco, tantas vezes referido como exemplo, &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/03/o-modelo-turco-e-uma-farsa.html" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;parece já não o ser tão exemplar como isso&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;No caso da Líbia, obviamente os neoconservadores favoreceram a intervenção, mas Obama arrastou os pés, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;tergiversou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt; e preferia não interferir, porque a Líbia não faz parte do universo mental dos “cúmplices da América”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Quem fez pender o fiel da balança foi o campo a que poderemos chamar dos “populistas”, aqueles que, ligados a um sector importante do Partido Democrata, querem acima de tudo ser politicamente correctos e ter boa imprensa na Europa, numa necessidade psicológica de ser amados pelas hostis &lt;i&gt;intelligentsias&lt;/i&gt; europeias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Foi a convergência destes interesses e pontos de vista que ditou a intervenção americana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;Postas as coisa nestes termos, já nada há a fazer e o que está agora verdadeiramente em causa não é a “protecção de civis inocentes”, mas sim a imperiosa necessidade de depor Kadafi, custe o que custar. Não é o que consta do mandato da ONU, mas é isso que tem de ser feito, sob pena de a Europa se ver a braços com um problema intratável no seu flanco sul.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "&gt;O que não pode deixar de se constatar é que a demente politica externa americana na região, a cavalo das ideias olímpicas de Obama, está a concorrer para transformar o Médio Oriente num espaço hostil aos interesses americanos e ocidentais. O Egipto, por exemplo, acaba de aprovar, em referendo, a &lt;i&gt;sharia &lt;/i&gt;como fonte principal do direito. O agendamento das eleições para Setembro, garante que apenas a Irmandade Muçulmana e o Partido de Mubarak (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a clássica bipolarização entre islamistas e autocratas&lt;/span&gt;), &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;terão capacidade para as disputar devidamente, sendo sendo pouco provável que as correntes liberalizantes tenham qualquer hipótese de se organizar em tão pouco tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="line-height: 24px; color: black; "  &gt;O guião iraniano parece estar a ser seguido ao milímetro e esse filme não acabou nada bem para os interesses ocidentais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-7177866723489483442?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/7177866723489483442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=7177866723489483442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/7177866723489483442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/7177866723489483442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/questao-libia.html' title='A questão líbia'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-150030396382064533</id><published>2011-03-21T14:06:00.001Z</published><updated>2011-03-21T14:06:43.958Z</updated><title type='text'>Adeus Sócrates</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A realidade é como o azeite, dizem. Vem sempre ao de cima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Sócrates está, nos últimos tempos, a receber na testa a realidade que tentou cuspir para o ar, ignorando a gravidade e os ventos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É a face amarga do poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Sócrates fez de si mesmo o retrato do socialista iluminado, determinado e confiante, que sabe o que é melhor para todos e está disposto a arriscar o nosso dinheiro na prossecução da sua formidável convicção. Na sua retórica bem intencionada, o futuro foi sempre brilhante, como sempre foi normal nos avatares socialistas com que a História castigou inúmeros povos. Ele era o “estado social”, a “educação centrada no aluno”, o “serviço nacional de saúde” justo e universal, a energia verde, o plano tecnológico, as estradas gratuitas, o TGV como cereja no topo do bolo, enfim, tudo para todos, como no maravilhoso mundo de Alice, onde todos têm prémio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A realidade para lá do ícone mostrava outras coisas: mostrava um hedonista de gostos caros que vestia Armani, se refastelava nos melhores restaurantes, e se rodeava de luxos, sempre à conta do contribuinte (na muito mais rica Albion, o seu homólogo Gordon Brown teve até de pagar do seu bolso, os pequenos-almoços que tomou no nº 10 da Downing Street.); mostrava um indivíduo irascível, arrogante e agressivo, vingativo para com os que o afrontavam, paternal e generoso para com os que o adulavam e pelos quais distribuía fartamente os favores do Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Enfim, um pequeno Kadaffi, cujo carisma admirava, quiçá por ser tão parecido com ele, e que só não emulava porque calhou nascer num país com instituições e onde o poder tem limitações formais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A realidade caiu-lhe finalmente em cima e nada mais lhe resta do que pragmaticamente tentar manter o poder, rejeitando tudo aquilo que dizia (e continua a dizer) defender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Num mundo perfeito, na terra do Nunca, bastariam as boas intenções, os elevados propósitos e a retórica dos bordões da correcção política. Mas o mundo real, complexo, desordenado, sujeito à resultante das forças da sorte, do azar e das vontades divergentes dos homens, é inamovível perante conversa fiada de indivíduos que parecem ter estagnado na adolescência das ideias, algures entre Woodstock, os Amanhãs que Cantam e as cantigas da Floribela Abreu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Infelizmente para José Sócrates, a sua chegada à realidade, o seu ritual de iniciação à idade adulta, corresponde também à sua despedida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A clássica pirueta que, por exemplo, Durão Barroso deu há muito mais tempo e a tempo, fez-se tardar em Sócrates que, teimoso até ao quixotismo, insistiu no erro, mesmo quando toda a gente já tinha percebido que era um erro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 15pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Sócrates vai ser enxotado do poder, porque já nem o seu próprio partido o pode ver transformado no contrário de si mesmo. Ironicamente os seus maiores erros não são os de agora. Os seus erros fundamentais foram os do princípio, a superficialidade, a mentira, a insensatez estatista, o despesismo voluntarista, o clientelismo, os tiques controleiros, a tomada de assalto da máquina do Estado pelos amigos, o empenhar das gerações futuras em função de megalomanias iluminadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 15pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É a contradição entre esse passado e este presente, entre a retórica e a realidade que o revela como um político sem princípios éticos, capaz de fazer, sem qualquer sobressalto, uma coisa e o seu contrário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Talvez nem ele mesmo esperasse que uma realidade que sempre insistiu em negar, ao mesmo tempo que fazia a dança da chuva que a chamava, o demolisse tão desapiedadamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Fim de linha, caro José Sócrates. E já vai tarde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 11.5pt; font-family: Georgia; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Directamente para o caixote do lixo da nossa História.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-150030396382064533?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/150030396382064533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=150030396382064533' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/150030396382064533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/150030396382064533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/adeus-socrates.html' title='Adeus Sócrates'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-6176648058328700792</id><published>2011-03-16T09:48:00.003Z</published><updated>2011-03-16T09:48:55.256Z</updated><title type='text'>Bahrein, Irão e Arábia Saudita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" 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border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Entre os ecos épicos das “revoluções” árabes, as imagens avassaladoras do cataclismo japonês e as peripécias socratinas que nos vão empurrando para a miséria socialista, um acontecimento de primeiríssima grandeza está a ser incubado no Bahrein, esse pequeno país empoleirado sobre imensas reservas de hidrocarbonetos, na linha da frente entre a Arábia Saudita e o Irão, na falha telúrica entre o sunismo e o xiismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Neste pequeno país neutral, onde a família real sunita dos Al-Khalifah reina há séculos sobre uma população de 700 000 pessoas, a maioria das quais imigrantes e com uma forte percentagem de xiitas, os grandes poderes da zona começam a mover os peões de um jogo que poderá &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(8, 8, 8); font-family: Arial; "&gt;não&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(8, 8, 8); font-family: Arial; "&gt; acabar bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;As “revoluções” árabes, tão aclamadas por uma entusiástica quanto delirante &lt;i&gt;intelligentsia&lt;/i&gt; ocidental, sempre disposta a projectar nos outros as suas próprias utopias infantis, estão a revelar, à medida que a poeira assenta, realidades nada condicentes com as elevadas expectativas dos progressistas de serviço: no Egipto tudo como dantes, um homem forte tomou o lugar de outro e veremos se as eleições não complicam ainda mais, trazendo para o poder os loucos de Alá, ; na Líbia, &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/03/kadaffi-europa-e-contradicoes.html" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;como eu próprio tinha previsto&lt;/a&gt;, tudo pior do que antes, com o mesmo louco no poder, mas agora enraivecido e disposto a tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O que se passa no Golfo (Pérsico para uns, Arábico para outros), é um jogo muito mais perigoso. O Irão move os seus peões. Tem estado por detrás das revoltas, há dias projectou forças navais para o Mediterrâneo, e continua a fornecer, com a ajuda da Síria e da Turquia, armas cada vez mais sofisticadas aos seus proxies (ontem mesmo a &lt;a href="http://news.yahoo.com/s/ap/20110315/ap_on_re_mi_ea/ml_israel_navy_raid;_ylt=AkVw9FkLXrk4Ym_pC_oxjhMLewgF;_ylu=X3oDMTJxMjlyczhzBGFzc2V0A2FwLzIwMTEwMzE1L21sX2lzcmFlbF9uYXZ5X3JhaWQEcG9zAzIxBHNlYwN5bl9wYWdpbmF0ZV9zdW1tYXJ5X2xpc3QEc2xrA2lzcmFlbGluYXZ5aQ--" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;marinha israelita capturou um navio&lt;/a&gt; vindo da Síria e da Turquia, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;carregado com mísseis anti-navio e toneladas de armas e munições iranianas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A Arábia Saudita respondeu ontem, deslocando forças militares e policiais para o Bahrein onde está instalada, recorde-se, a 5ª Esquadra americana. Trata-se de um movimento de grande alcance. Revela que os sauditas já não confiam na determinação americana para fazer frente aos avanços iranianos e que estão dispostos a tudo para defenderem os seus interesses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O problema não é o Bahrein, mas sim a própria Arábia Saudita a terra onde nasceu o Islão, onde não há lugar para qualquer outra religião, governada por uma casta corrupta e fechada à inovação e à modernidade dos costumes e dos valores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A Arábia Saudita que, tal como o Irão, tem usado o dinheiro do petróleo para exportar para todo o mundo a sua versão fundamentalista do Islão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O que se passa no Bahrein e no mundo muçulmano não é pois, como os tontos embebidos em pós-marxismo acreditam, uma luta de classes entre opressores e oprimidos, exploradores e explorados, democracia e autocracia. A realidade é outra e muito mais telúrica que o lirismo destas “explicações”.&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É uma realidade determinada sobretudo pelos imperativos da geografia, da religião e da política.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É um jogo mortal cujos movimentos se estão a acelerar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-6176648058328700792?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/6176648058328700792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=6176648058328700792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6176648058328700792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6176648058328700792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/bahrein-irao-e-arabia-saudita.html' title='Bahrein, Irão e Arábia Saudita'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-2588570803182101797</id><published>2011-03-09T20:56:00.001Z</published><updated>2011-03-09T21:06:17.228Z</updated><title type='text'>Socialismo, igualdade e liberdade</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Tem havido &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/02/jose-socrates-o-despovoador-reloaded.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; uma interessante discussão sobre o socialismo e o seu significado. Estamos tão agarrados à ideia da bondade das intenções do socialismo que mesmo aqueles que com ele recusam qualquer identificação não conseguem deixar de lhe prestar um tributo ético.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;É como uma mão amputada que continua a doer. A mão é fantasma, mas a dor é real.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O socialismo morreu no fim do século XX e eu fui dos que celebrou a sua morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Contudo esta morte fez desaparecer do horizonte político da nossa civilização provavelmente a única alternativa real, estruturada e com raízes nos valores judaico-cristãos, ao capitalismo liberal,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;E porque o capitalismo (&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 19px; font-family: Arial; "&gt;tal como todos os sistemas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;) continua a alimentar a rejeição e a insatisfação de vastos sectores das próprias sociedades que enformou, sem o socialismo, a contestação interna anti-capitalista resume-se a variações sobre a tirania e a barbárie, seja ela da “multitude”, caracterizada por Hardt e Negri, seja de vontades &lt;i&gt;ad-hoc&lt;/i&gt; que se esgotam no próprio acto de contestar. Custa-me dizê-lo, mas por vezes sinto pena que o socialismo (&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 19px; font-family: Arial; "&gt;que partilha alguns valores essenciais com o liberalismo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;), não esteja já aí para federar a contestação, função que sempre cumpriu bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;É verdade que muita gente continua a reclamar-se socialista, partidos e regimes socialistas é o que não falta por aí mas a essência do ideal socialista, essa é bastante vaga e não pode deixar de o ser, face&lt;span&gt; &lt;/span&gt;às tenebrosas realidades que gerou no século passado e que acabaram por lhe selar o caixão. Existe também um núcleo duro de fiéis que afirmam que não se pode julgar o socialismo pelas suas realizações. Para estes, Cuba, URSS, RDA, Líbia, Iraque, Venezuela, não eram/são verdadeiramente socialistas, nem as políticas seguidas pelos partidos socialistas são verdadeiramente socialistas (&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 19px; font-family: Arial; "&gt;o nosso PCP chama-lhes sempre “politicas de direita”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Esta argumentação não é séria. O socialismo é aquilo que faz, e o lamento dos crentes, de que o verdadeiro socialismo nunca foi realizado, é uma falácia obstinada que poderá ser invocada por qualquer ideologia falhada. Por exemplo, os fascistas podem dizer que Mussolini não realizou o “verdadeiro fascismo” e os apaziguadores do Islamismo que o islão violento e intolerante não é o “verdadeiro islão”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;A relação do socialismo com a realidade parece ser como a do potássio com a água: ao mínimo contacto volatiliza-se, o que suscita a questão de saber o que há então no ideal &lt;span style="color: black; "&gt;socialista que o torne tão incompatível com a realidade quando parecia aos seus defensores um sistema racional, que expunha os defeitos óbvios da sociedade capitalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O primeiro socialismo era utópico, como Marx lhe chamou. Insatisfeito com a modernidade, essa insatisfação era basicamente uma versão secular da crítica católica a um mundo cada vez mais surdo ao seu discurso. Saint-Simon acreditava até ser uma espécie de Messias que trazia a revelação final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;A sua principal crítica era a de que a liberdade não é o mais importante porque uma sociedade fundada apenas nos direitos individuais não tem lugar para certas virtudes que devem caracterizar uma comunidade política, nomeadamente um núcleo moral comum e uma ideia do que deve ser uma vida “boa”. Na verdade a sociedade capitalista descrita por Adam Smith e outros, de certo modo negligenciava essas virtudes, remetendo-as para a esfera privada. Fazia-o, não porque as considerasse desnecessárias, mas porque tinha como assumido e inabalável o acervo moral judaico-cristão. O indivíduo era “formatado” nesses valores e, mesmo que rejeitasse a crença religiosa, os valores estavam lá, já faziam parte dele. O capitalismo respirou nesta e desta atmosfera moral que, contudo, se foi desgastando face à emergência de conceitos relativistas e &lt;i&gt;niilistas&lt;/i&gt;, de certa forma gerados no e pelo próprio espírito do capitalismo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O socialismo cativou tanta gente inteligente e bem intencionada, porque foi um esforço moderno para resistir à corrupção ética da própria modernidade. É, por isso, uma religião secular, conceito de resto assumido como necessário pelos próprios “saint-simonianos”. Contém um núcleo religioso, um conjunto de princípios de “mal” e “bem”, no qual são endoutrinados os fiéis. A experiência israelita do &lt;i&gt;kibbutz &lt;/i&gt;é, por isso, extraordinariamente similar à pequena comunidade religiosa, uma comunidade socialista que funciona, mas apenas na medida em que as pessoas aderem ao núcleo de valores, a comunidade se mantém suficientemente pequena para evitar a divisão do trabalho e as classes sociais que isso implicaria, e manifeste alguma indiferença para com os bens materiais não essenciais, sem a&lt;span&gt; &lt;/span&gt;qual não existiria igualdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Os socialistas utópicos esperavam abolir a pobreza, mas visavam padrões modestos, típicos de uma comunidade &lt;i&gt;Amish&lt;/i&gt;, por exemplo, porque a exaltação de apetites individuais que fossem para além disso, necessariamente criariam tensões no seio da comunidade, como de facto aconteceu nos &lt;i&gt;kibbutz.&lt;/i&gt; A comunidade socialista deveria também produzir um tipo de indivíduo socialista, um &lt;i&gt;homo novus&lt;/i&gt; que estivesse acima do materialismo e da vulgaridade dos apetites burgueses, típica do indivíduo capitalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Contudo o tipo de socialismo que varreu a história não foi este, mas sim o “&lt;b&gt;socialismo científico&lt;/b&gt;” de Marx e seus discípulos, que alimentou a ambição, muito mais vasta, de transformar rapidamente toda a sociedade. O seu ímpeto moral era também decorrente da luta contra a modernidade mas acabou, nas suas várias vertentes (&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 19px; font-family: Arial; "&gt;comunismo, social-democracia, etc.,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;) por fazer caminhos muito diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Todas as variantes do socialismo científico acreditavam em políticas manipuladoras e dirigistas que, pela acção governativa de uma elite iluminada, sobre as populações ignorantes ou alienadas, criariam a comunidade virtuosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Mas, ao contrário do seu antecessor utópico, o socialismo científico criticava o capitalismo por este ser incapaz de produzir a abundância que a tecnologia possibilitava e, em vez de uma igualdade assente na escassez, trombeteava a igualdade na abundância. Não é por isso de admirar que tenha atraído imediatamente todos aqueles que se sentiam frustrados por aquilo que o sistema capitalista lhes dava. As massas não queriam uma vida virtuosa e modesta, mas sim ter tudo aquilo a que se julgavam com direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O socialismo científico cristalizou em duas correntes que chegaram ao poder no séc. XX: uma que entendia que a comunidade socialista devia manter o sistema liberal de democracia parlamentar e outra que considerava isso indesejável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O socialismo totalitário, falhou rotundamente. O planeamento centralizado foi incapaz de lidar com a complexidade da realidade moderna e da natureza humana. É certo que foram realizadas grandes obras e projectos, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;mas não há nisso nada que se possa creditar ao &lt;span&gt;&lt;/span&gt;socialismo. A História está cheia de grandes realizações levadas a cabo por poderes autocráticos, desde as Pirâmides, à Grande Muralha da China. Naquilo que interessava ou seja, criar uma sociedade de abundância para todos, este socialismo falhou em toda a linha e revelou-se mais “utópico” do que o socialismo utópico propriamente dito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;A vertente social-democrata não leninista, não teve muito melhor sorte e onde aparentou algum êxito, foi sempre à custa da própria doutrina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O caso sueco é paradigmático. Décadas de governação social-democrata, desembocaram num país próspero, com uma economia que, no início da década de 70, se dividia a meio entre capitalismo privado e capitalismo de estado. Mas a pressão ideológica socialista para nacionalizar ainda mais e fazer uma redistribuição mais igualitária dos rendimentos, conduziu ao abrandamento económico, inflação galopante, baixa de produtividade, quase bancarrota e ao descontentamento que acabou por determinar a derrota dos social-democratas e o regresso a um caminho mais próximo do capitalismo liberal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Na Inglaterra, então designada pelo “doente da Europa”, aconteceu mais ou menos o mesmo, tendo finalmente emergido Margaret Tatcher que pôs fim à deriva socialista e salvou o país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Hoje, face à crise e à retórica socializante que se ouve de novo, as sociedades precisam de se vacinar contra o regresso de um fantasma que morreu, mas ainda pensa estar vivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O ingrediente estritamente económico da vacina está mais do que identificado, e passa por um Estado-Previdência que evite a lei da selva e associe compulsividade &lt;span&gt;&lt;/span&gt;e livre escolha, de resto &lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;perfeitamente compatível com o capitalismo liberal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;O ingrediente ético é um osso mais duro de roer. O declínio das crenças religiosas e dos valores tradicionais, é uma das mais sérias contradições, no sentido dialético, do capitalismo, uma vez que resulta da própria ideia liberal de que estas coisas são da esfera privada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;Mas é um osso que tem de ser roído pelo próprio sistema capitalista liberal, sob pena de a morte do socialismo redundar no aparecimento de fantasmas pseudo-socialistas que assentam os seus gritos lancinantes de além-túmulo no repúdio da liberdade individual em nome da “igualdade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial; "&gt;E esse caminho já sabemos onde conduz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-2588570803182101797?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/2588570803182101797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=2588570803182101797' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/2588570803182101797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/2588570803182101797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/socialismo-igualdade-e-liberdade.html' title='Socialismo, igualdade e liberdade'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-6694172075386398306</id><published>2011-03-06T09:46:00.001Z</published><updated>2011-03-06T09:46:30.128Z</updated><title type='text'>Kadaffi, Europa e contradições</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;Kadaffi está a ir-nos ao bolso, está a meter ao ridículo o Eng (?) Sócrates que tantos ovos foi depositar naquele cesto, mas está também a fazer com que algum cuspo que uma certa esquerda anti-americana, muito lestamente costuma cuspir para o ar, se comece a depositar nas suas iluminadas testas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Explico:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece claro que a situação militar é complexa e que, apesar de as forças antigovernamentais seres mais numerosas, a supremacia aérea da Kadaffi, a sua maior organização e a grande dimensão do Teatro de Operações, dão vantagem a Kadaffi, à medida que o tempo for decorrendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado a própria oposição não é monolítica e há demasiados galos no galinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Face a isto, os cenários mais prováveis são, ou de um impasse, seguido da balcanização da Líbia, ou uma vitória lenta de Kadaffi, a ferro e fogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A única maneira de evitar isto seria uma intervenção externa que, no mínimo, anulasse a supremacia aérea de Kadaffi, como a "no fly zone" de que se vem falando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema é que aqueles que andaram anos a fio a largar perdigotos indignados contra "o Bush e o Blair", por terem decidido avançar com uma operação militar "unilateral" no Iraque, sem mandato das Nações Unidas, estão agora presos nas suas contradições, incluindo o Presidente Bobama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto porque a possibilidade de a China ou a Rússia aprovarem uma intervenção da ONU é quase nula tendo em conta os seus próprios interesses e as posições que normalmente defendem neste tipo de assuntos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Face a isto, qualquer intervenção militar terá de ser unilateral e americana, o que faz com que muitos iluminados que por aí andam, suem suores frios, pelo óbvia similitude com "o Bush e o Blair" , e por se verem na desagradável contingência de terem de engolir alguns sapos do tamanho de elefantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma "intervenção humanitária" como a do Kosovo, clamam alguns, fazendo de conta que superaram as contradições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que se fossem intelectualmente honestos, saberiam que, na prática, o que estão a advogar, é que o critério para que os americanos intervenham e arrisquem as vidas dos seus cidadãos, seja aquele que as suas iluminadas cabeças decidem como "bom".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, e teriam de ser os americanos, claro, esses odiosos unilateralistas, porque a Europa não tem garras, nem vitalidade à altura da retórica, mesmo sendo evidente que a situação na Líbia afecta sobretudo a Europa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema é que Bobama, para intervir sem mandato, terá de fazer o pino relativamente àquilo que andou a arengar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A falta que fazia agora "o Bush e o Blair", não é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto a Kadaffi, o seu a seu dono. É uma besta, mas está a colocar certos "progressistas" europeus face a face com as suas contradições.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-6694172075386398306?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/6694172075386398306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=6694172075386398306' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6694172075386398306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6694172075386398306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/kadaffi-europa-e-contradicoes.html' title='Kadaffi, Europa e contradições'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1714616455192718260</id><published>2011-03-04T15:24:00.001Z</published><updated>2011-03-04T15:24:36.132Z</updated><title type='text'>O Irão aplaude</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;No rescaldo dos tumultos e revoltas deste início de 2011, está a surgir um novo Médio Oriente que todos esperam configurado segundo as suas ideias e crenças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;O Ocidente deseja, obviamente, que a democracia liberal vingue mas, em Teerão, os aitolas parecem bastante satisfeitos com o que se está a passar e avançam às claras os seus peões, projectando poder para o Mediterrâneo, influenciando as revoltas no Bahrain e Yemen&lt;span&gt; &lt;/span&gt;(&lt;span class="Apple-style-span"&gt;pelo menos&lt;/span&gt;) e manobrando os seus proxies no Sinai, no Líbano, em Gaza e&lt;span&gt; &lt;/span&gt;no Este da Arábia Saudita, onde vive uma significativa população xiita. Na passada terça-feira Hillary Clinton &lt;a href="http://www.abc.net.au/news/stories/2011/03/03/3153712.htm" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;reconheceu&lt;/a&gt;, perante o Senado, que o Irão está profundamente envolvido nos protestos anti-regime em vários países do Médio Oriente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;De tal modo os aiatolas sentem estar na “mó de cima”, que, há dias, o Ministro do Petróleo se atreveu a ameaçar veladamente a Arábia Saudita porque esta, no seu já histórico a até agora incontestado papel de regulador do mercado global de &lt;i&gt;crude,&lt;/i&gt; aumentou a produção para compensar o corte da produção líbia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;O raciocínio estratégico do regime iraniano é límpido. Desde logo não acreditam na visão de democracias liberais a nasceram e a pegarem de estaca. E sabem que a esta Administração americana é fraca e está refém de tabus ideológicos sobre o uso da força e do poder. Assim sendo, se das revoltas resultarem governos enfraquecidos o Irão ganha, porque reforça a sua influência manobrando os movimentos de oposição, como fez com grande sucesso no Líbano e em Gaza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Se as revoltas desembocarem em regimes islamistas, tanto melhor, já que serão hostis ao Ocidente e menos susceptíveis de serem influenciados pelos EUA, que perderá apoios na região.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Esta perspectiva é igualmente atractiva para a Rússia que, na semana passada, justamente no momento em que o Irão assinava um tratado naval com a Síria, resolveu vender a este país um sofisticado sistema de mísseis anti-navio e já fez saber que irá recusar quaisquer iniciativas para novas sanções ao Irão, posição igualmente reafirmada pela Turquia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Os EUA estão assim, aos poucos, a perder influência na região e se já lhes é quase impossível lograr qualquer Resolução do CS que promova mais sanções económicas ao Irão, qualquer mandato para uma intervenção militar está totalmente fora das cogitações. Assim sendo, o Irão não pode &lt;span&gt;&lt;/span&gt;já ser contido desta maneira e a Administração Bobama parece não se ter dado ainda conta de que os seus pressupostos de política externa ruíram como um castelo de cartas e que o céu lhe está a cair &lt;st1:personname productid="em cima. Sinal" st="on"&gt;em cima. Sinal&lt;/st1:personname&gt; de que assim é, é a inacreditável posição de Hillary Clinton de que, face ao poder do Irão,&lt;span&gt; &lt;/span&gt;os EUA devem continuar a financiar e equipar alguns aliados do Irão, como por exemplo, o governo do Líbano, dominado pelo Hezbolah. Tal como de resto a Autoridade Palestiniana que, enquanto Hillary falava no Capitólio, promovia a queima de bandeiras americanas e efígies de Bobama, e apelava à raiva contra os EUA por este país ter exercido o seu direito de veto &lt;span&gt;&lt;/span&gt;no CS, contra uma resolução veiculada pelo Hezbolah (&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Líbano)&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Completamente fora do horizonte bobâmico, parece estar o uso da força sem mandato da ONU, e este nunca será possível. Mesmo para missões menores, como evacuar americanos da Líbia, Bobama hesita pelo que, nos próximos tempos, os EUA serão vistos na região como um poder inefectivo e nada fiável. Isto apesar de haver interesses vitais que a manobra iraniana está a ameaçar directamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Face a estes cenários, parece que iranianos têm razões para aplaudir de pé o nascimento de um novo Médio Oriente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1714616455192718260?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1714616455192718260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1714616455192718260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1714616455192718260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1714616455192718260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/o-irao-aplaude.html' title='O Irão aplaude'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3949561402210184948</id><published>2011-03-01T18:06:00.006Z</published><updated>2011-03-01T18:29:33.320Z</updated><title type='text'>Qaradawi na Praça Tahrir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://tundratabloids.com/wp-content/uploads/2011/02/qaradawi-2-226x300.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 300px;" src="http://tundratabloids.com/wp-content/uploads/2011/02/qaradawi-2-226x300.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há poucos dias (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;18 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;) &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Yusuf Qaradawi,&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; chefe espiritual da Irmandade Muçulmana, arengou às massas e ao mundo, na Praça Tahrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;b&gt;Qaradawi&lt;/b&gt;, até aqui asilado no Qatar, era protegido pelo autocrata local que lhe garantiu na &lt;i&gt;Aljazeera&lt;/i&gt; um excelente megafone a partir do qual espalha aos quatro ventos a mensagem da &lt;i&gt;jihad &lt;/i&gt;e do genocídio dos judeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na Praça Tahrir, o palco é agora da Irmandade Muçulmana e os muito louvados activistas ditos seculares, como &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Wael Ghonim,&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; o homem do Google, não foram sequer autorizados a por lá os pés. Para os islamistas não passam de equivalentes dos idiotas úteis caracterizados por Lenine. Fizeram o seu papel, suscitaram o entusiasmo das naives &lt;/span&gt;&lt;i&gt;intelligentsias&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; ocidentais e convenceram o Ocidente, (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;desejoso de ser convencido&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;), que a revolução era, mais uma vez, doces e bolos e que a democracia liberal já aí vinha. O regime caiu e, agora que já não são necessários, chega a gente que não brinca em serviço e mostra ao que vem: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Qaradawi &lt;/b&gt;&lt;a href="http://vladtepesblog.com/?p=30709" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;apelou &lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;à &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;destruição de Israel e à &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt; Com milhões de adeptos a berrar “&lt;i&gt;Allahu Akhbar,” &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Qaradawi &lt;/b&gt;pediu a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;conquista de Jerusalém&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt; e exigiu ao exército egípcio que abra as fronteiras de Gaza e apoie o Hamas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O que fez a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;intelligentsia &lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;esquerdista ocidental, que tem incensado &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Qaradawi&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; como um esteio da democracia e do pluralismo (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;o homem chegou a ser convidado de honra do ex-Mayor de Londres, Ken Livingstone, que agora é assalariado de Hugo Chavez&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;) e&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;não tem poupado esforços para lavar a imagem da Irmandade Muçulmana?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;O que sempre faz, quando o resultado dos seus entusiasmos não é aquele que apregoava: assobia para o ar e faz de conta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Fê-lo na “Revolução Iraniana”, nos “Gulags”, nos &lt;i&gt;Killing Fields&lt;/i&gt;, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Ora a Irmandade, organização fundada em 1928, financiada pelo&lt;b&gt; Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães&lt;/b&gt;, que em 1939 liderou gigantescos &lt;i&gt;pogroms&lt;/i&gt; no Egipto, que apela à &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt;, que apoia o terrorismo contra os judeus e o Ocidente, que glorifica os bombistas suicidas, que matou Sadat, etc, é vista como um parceiro respeitável até por altos responsáveis da &lt;b&gt;Adminstração Bobam&lt;/b&gt;a. &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.politico.com/blogs/joshgerstein/0211/DNI_Clapper_Egypts_Muslim_Brotherhood_largely_secular.html" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;James Claper&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, o homem da &lt;b&gt;&lt;i&gt;National Inteligence&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, garantiu recentemente ao Congresso que a Irmandade é, pasme-se, essencialmente secular, porque, justificou, se é verdade que tem fundamentalistas islâmicos, também tem profissionais, como médicos, engenheiros, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Como se os detentores de graus académicos fossem “moderados” por definição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Como se &lt;b&gt;Al-Zawar&lt;/b&gt;i não fosse médico. Como se &lt;b&gt;Mohamed Ata &lt;/b&gt;não fosse engenheiro. Como se &lt;b&gt;Louçã&lt;/b&gt; não fosse professor universitário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Secular, uma organização que tem como lemas “&lt;b&gt;o Islão é a solução; Alá é o nosso guia; o Profeta é o nosso líder; o Corão é a nossa Lei; a &lt;i&gt;jihad &lt;/i&gt;é o nosso caminho; morrer no caminho de Alá é o nosso objectivo.”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;A cegueira ideológica é a pior cegueira.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3949561402210184948?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3949561402210184948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3949561402210184948' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3949561402210184948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3949561402210184948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/03/qaradawi-na-praca-tahrir.html' title='Qaradawi na Praça Tahrir'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4862075382699168773</id><published>2011-02-23T13:54:00.001Z</published><updated>2011-02-23T13:55:36.030Z</updated><title type='text'>O "carismático líder"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSj2AC87WAxNMf-gQiQjHUa-SNIBIVrB2CQoYo3th8eEMGFFTv0RA"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 178px;" src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSj2AC87WAxNMf-gQiQjHUa-SNIBIVrB2CQoYo3th8eEMGFFTv0RA" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Há tempos veio às boas. Abandonou os ímpetos revolucionários, deixou de patrocinar o terrorismo contra o Ocidente e, assustado com o que aconteceu ao Iraque, renunciou aos programas de armas de destruição massiva que nos últimos anos estão para os ditadores como os camelos para os xeques árabes: quantos mais, maior o prestígio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;E neste processo de conversão, deu aos serviços de informações de alguns países ocidentais dados úteis e reveladores sobre as redes terroristas da extrema- esquerda que em tempos tinha financiado com os seus petrodólares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Os líderes europeus fizeram fila para perdoar ao “&lt;b&gt;carismático líder&lt;/b&gt;” &lt;i&gt;(palavras babadas do Engº (?) Sócrates)&lt;/i&gt;da “&lt;b&gt;Jamahiria Socialista”&lt;/b&gt; os disparates e crimes em que foi pródigo anos a fio, em nome da “diplomacia económica” como o Engº (?) Sócrates chamou aos beijos e abraços com que brindou o seu camarada socialista, agora candidato a mártir, autorizado até a armar a barraca no Forte de São Julião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Os ingleses foram ainda mais longe. O também socialista Tony Blair foi à tenda do camarada, prestar vassalagem, ofuscado pelos negócios em torno dos hidrocarbonetos que Alá meteu debaixo do rabo do “&lt;b&gt;carismático líder”&lt;/b&gt;. No bolso levava um espantoso golpe de rins da justiça escocesa que permitiu libertar o terrorista que, a mando de Kadafi, tinha feito explodir um avião de &lt;i&gt;PanAm&lt;/i&gt;, sobre&lt;i&gt; Lockerbie&lt;/i&gt;, matando 259 pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;De um modo geral, toda a Europa se abriu ao terrorista arrependido que, feliz de vida, viajou pelo velho continente, com as suas tendas, a sua roupa de bobo, a sua retórica amalucada e as suas amazonas vestidas de azul. Não que os dirigentes ocidentais o tivessem em muita consideração (&lt;i&gt;excepto o Engº(?) Sócrates, que tem olho para o carisma dos líderes, basta ver a paixão com que tem andado aos apalpões a outros cromos do género, como o camarada Chavez, por exemplo. E o camarada Zapatero, já agora, também grande admirador do “carismático líder”&lt;/i&gt;), mas os negócios obrigam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Num apogeu de irracionalidade, a Líbia foi eleita com quase 100% dos votos, para o Conselho dos Direitos Humanos da ONU. A favor votaram todos aqueles que hoje assobiam para o lado e as ONG de referência fizeram de conta que nada de anormal se tinha passado. E não tinha, de facto, já que este Conselho conta com países como Cuba, Irão, etc, e basicamente o seu trabalho é patrocinar votações e condenações a Israel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;O problema é que burro velho não aprende línguas e aí temos o “&lt;b&gt;carismático líder”&lt;/b&gt; em todo o seu carisma: a bombardear civis com aviões de combate, a mandar sabotar instalações petrolíferas, a disparar as peças dos carros de combate contra tudo o que mexa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Conta sobretudo com mercenários, já que a organização política assenta sobre&lt;span&gt; &lt;/span&gt;a base tribal e já não pode confiar na lealdade dos seus soldados, mais afeitos à identidade tribal do que ao “carisma “ do líder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;O filho, há tempos pretexto para uma declaração de guerra à Suíça, educado na Europa e patrocinador da &lt;i&gt;London School of Economics,&lt;/i&gt; mostra que herdou os genes do pai e numa mensagem televisiva, explicou claramente que eram eles ou o caos, ameaçando com rios de sangue&lt;span&gt; &lt;/span&gt;e guerra até à última bala. Ora balas é o que não falta na Líbia, onde há mais armas por metro quadrado do que habitantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Sócrates, caro Engº(?), o que se lhe oferece dizer?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4862075382699168773?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4862075382699168773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4862075382699168773' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4862075382699168773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4862075382699168773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/02/o-carismatico-lider.html' title='O &quot;carismático líder&quot;'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3848919461973883448</id><published>2011-02-21T14:35:00.000Z</published><updated>2011-02-21T14:36:04.506Z</updated><title type='text'>Jornalismo, Praça Tahrir  e geografia da vítima</title><content type='html'>&lt;h1 style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;color:#191919; font-weight:normal"&gt;&lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1788366&amp;amp;seccao=Alberto%20Gon%E7alves&amp;amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&amp;amp;page=-1"&gt;&lt;span style="color:#000A8C;text-decoration:none;text-underline:none"&gt;Este&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;artigo de Alberto Gonçalves,&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;(que é, para mim, o melhor colunista português)&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;suscita a questão da inquietante parcialidade com que a maioria da imprensa ocidental enquadra certos factos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; font-family:Arial;color:#191919"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;O tumulto na Rua Muçulmana é já&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;um&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;case study.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;A maioria dos jornalistas ocidentais relatou os acontecimentos com&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;simpatia e até, em alguns casos, com um entusiasmo e um fervor que estariam bem em actos de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;agit-prop&lt;/i&gt;, mas que estão a léguas da informação neutra e tão objectiva quanto possível a que os códigos deontológicos obrigam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;A violência exercida contra jornalistas é o exemplo perfeito deste&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;bias.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Os ataques a jornalistas, quando levados a cabo por indivíduos afectos a certos grupos dos “maus”, são relatados com paixão, pormenor, indignação e abundante adjectivação. E são, sem excepção considerados como demonstrativos da maldade intrínseca desses grupos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Mas tem também havido ataques igualmente brutais levados a cabo pelos “jovens” que, nas palavras entusiasmadas dos jornalistas, “lutam pela democracia e pela liberdade”, pese embora não ser possível resumir os acontecimentos a&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;clichés&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;tão simplistas. E o modo como estes ataques são relatados, quando o são, é completamente diferente. De um modo geral são escamotedos, relatados em poucas linhas, com omissão de pormenores importante, sem contextualização e, muito importante, evitando associá-los ao grupo de onde provêm.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;O caso Lara Logan é paradigmático.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;A jornalista ameriana da CBS, de origem judia, foi violada e brutalizada por dezenas de “jovens lutadores da democracia”. Ora isto não quadra nas narrativas épicas com que os manifestantes têm sido retratados, pelo que a CBS só deu conta do caso vários dias depois, omitindo as caras dos brutos e o facto de que gritavam&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;“judia, judia, judia”&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;enquanto se cevavam na jornalista. E o&lt;i&gt;follow up&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;tem sido tépido, de um modo geral passando a ideia de que se tratou apenas de um acto odioso de alguns indivíduos&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;que, de modo nenhum, é representativo da sua cultura grupal, nem coloca em causa a narrativa de jovens idealistas e modernos, manifestando-se pacificamente pela democracia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;A que se deve isto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Na minha opinião, tem a ver com (mais) um efeito perverso do multiculturalismo e de excrescências da luta de classes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Segundo esta visão, prevalecente nos&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;media&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;ocidentais, o que importa não é o acto, mas sim a que grupos pertencem quem o comete e quem o sofre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Se o acto é cometido por indivíduos dos grupos “opressores”, ou “dominantes”, (brancos, ricos, judeus, ocidentais, homens), ele revela o carácter perverso da sua cultura e dos seus valores e é exposto e reportado de imediato, sem tergisversações e meias palavras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Se é cometido por indivíduos dos grupos vistos como&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;“oprimidos”, “explorados”, “dominados”, enfim, pelo “&lt;i&gt;underdog”&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;( negros, muçulmanos, pobres, minorias sexuais, etc), é relativizado, escamoteado, descontextualizado e, de modo algum pode ser utilizado como prova de que há algo de errado com a cultura e os valores desses grupos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;É a esta luz que se pode compreender&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;o modo como a imprensa ocidental ignorou determinadamente a misogenia islâmica, e&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;a violência, tão presentes e visíveis na Praça Tahrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Não é a verdade que lhe interessa, mas fazer parte da grande narrativa politicamente correcta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Nesta narrativa, uma vítima só o é verdadeiramente quando pertence a um grupo “oprimido” e foi vitimizada por um indivíduo de um grupo “opressor”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Se esta geografia não estiver presente, o caso merece menos atenção. É por isso que quando são os “oprimidos” a vitimizarem outros “oprimidos”, tudo se passa, em termos de cobertura noticiosa, muito mais discretamente e com explicações e justificações. Por exemplo, quando o Hamas matou centenas de palestinianos da AP, em Gaza, não houve grandes reportagens, indignações, ou caixas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;O Sudão é outro exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Quando elementos dos grupos “oprimidos” atacam elementos dos grupos “opressores”, a identidade grupal dos agressores é o mais possível diluída, como se pode ver na nossa própria televisão que reporta actos criminosos levados a cabo por certos gangues, como tendo sido cometidos por “jovens”, sem referir a sua etnicidade que é, muitas vezes, o factor relevante no acto. Chega-se ao ponto de não ser possível compreender o que se passa e as motivações envolvidas, como aconteceu há tempos num bairro de Lisboa, numa confrontação entre “grupos rivais” que só depois se percebeu, ao ver as imagens, ser entre negros e ciganos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Mas se um&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;skinhead&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;atacar um indivíduo de um “grupo vítima”, não é de estranhar que haja notícia de 1ª página com títulos do tipo: “Crime racista-Skinhead ataca jovem negro”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;O mesmo&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;bias&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;se pode observar facilmente quando a imprensa relata os crimes do quotidiano. Um crime cometido por um indivíduo que é militar, por exemplo, merece títulos como “militar mata comerciante”. A ideia subjacente é, obviamente, a de que o crime tem algo a ver com a condição profissional do autor, uma vez que os militares são vistos como um grupo “opressor”. Se o criminoso é operário, a profissão já não parece relevante e o título será, por exemplo, “homem mata comerciante”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Isto é assim mesmo e trata-se claramente daquilo que em inglês se designa por “&lt;b&gt;bigotry”&lt;/b&gt;, um tratamento preconceituoso para com certos grupos. É socialmente aceitável mas é também revelador de uma espécie de novo racismo que recusa colocar todos os indivíduos sob o mesmo escrutínio moral, remetendo os juízos de valor para a identidade e a pertença grupal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Neste caso das agressões a jornalistas, tanto Lara Logan como outros jornalistas, como Anderson Cooper, da CNN, foram vítimas, não pelo que são, não por pertencerem a este ou àquele grupo, mas pelos actos de que foram alvo. E quem os atacou são criminosos pelo que fizeram e não por pertencerem ou não a determinado grupo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#191919"&gt;Na verdade, enquanto os jornalistas não se compenetrarem de que devem reportar sem tomar partido e sem se envolverem ideologicamente, teremos propaganda a mais e informação a menos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3848919461973883448?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3848919461973883448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3848919461973883448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3848919461973883448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3848919461973883448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/02/jornalismo-praca-tahrir-e-geografia-da_21.html' title='Jornalismo, Praça Tahrir  e geografia da vítima'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1961959976671379972</id><published>2011-02-16T14:21:00.000Z</published><updated>2011-02-16T14:22:04.967Z</updated><title type='text'>Islão, revolução e democracia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;As recentes “revoluções” nos países islâmicos têm sido noticiadas e encaradas no Ocidente com um entusiasmo e um alvoroço que roçam o patético e são, genericamente, mero &lt;i&gt;wishfull thinking&lt;/i&gt;, construção utópica à “Marcuse”, racional mas irrazoável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O homem sonha e a utopia é uma acção útil da imaginação filosófica, que denuncia as imperfeições da ordem política e social. É um transporte filosófico para o “bom lugar” (&lt;i&gt;eutopos&lt;/i&gt;) que é também, quase sempre o “não lugar” (&lt;i&gt;outopos&lt;/i&gt;). Thomas More, homem ao serviço de um Rei, era o menos utópico de todos os homens e sempre soube distinguir entre aquilo que “deveria ser” e aquilo que “é”. A sua &lt;i&gt;&lt;b&gt;Utopia&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, não era um manual de instruções de algo a ser realizado de facto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O pensamento utópico contemporâneo é, pelo contrário, infinitamente perigoso, porque os utópicos não só acreditam na realização da sua utopia, como estão dispostos a agir nesse sentido. De algum modo, o pensamento utópico é uma perversão do milenarismo da nossa cultura, que encara a História e o tempo, como direccionais e lineares, processo e caminho que desembocarão inevitavelmente num Paraíso, num apogeu. O milenarismo limitado à religião está no seu lugar certo e não encerra grandes perigos, mas o racionalismo científico veio dar-lhe asas e suscitou a crença perversa de que esse Paraíso não é transcendente, mas realizável aqui e agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;As valas comuns do Séc XX estão cheias dos produtos dessas tentativas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Mas, indiferentes à História, muitos ocidentais continuam a rejubilar e a salivar com a “revolução”. Ela é, no seu imaginário, um passo no caminho da realização da utopia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Há que colocar água na fervura. Na cosmovisão muçulmana, as ordens política e religiosa pertencem à mesma esfera, o que difere radicalmente daquilo que se passa no Ocidente, onde estas ordens sempre estiveram filosoficamente separadas (&lt;i&gt;a Deus o que é de Deus, a César o que é de César&lt;/i&gt;), ainda que a ordem religiosa predominasse durante muitos séculos sobre a ordem política. As revoluções foram, no Ocidente, não processos de separação do político do religioso, mas de inversão da relação de subordinação, subordinando o religioso ao político,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;No Islão a crença religiosa legitima o poder político que, por sua vez, ampara e possibilita a difusão da crença religiosa. Na &lt;i&gt;umma&lt;/i&gt;, há uma unidade na fé e o Califa é, tal como Maomé, cuja conduta é exemplo a seguir, o chefe político e religioso. O poder é absoluto e totalitário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Na verdade, se se olhar para as coisas tal como elas são e evitar os filtros do &lt;i&gt;whisfull thinking&lt;/i&gt;, torna-se evidente que as turbulências políticas têm, no mundo islâmico, o objectivo, consciente ou inconsciente, de restaurar o Califado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É também por isso que as ditaduras existentes no mundo islâmico são vistas como inimigas figadais dos islamistas que lhe declararam guerra, apelidando-as de “regimes corruptos”. É que, de facto, elas impedem o propósito último de instauração da Lei Divina e dificultam a coesão da &lt;i&gt;umma&lt;/i&gt; sob a mesma autoridade, uma vez que são movidas, como é natural, por propósitos mais venais, tais como sobreviver, manter o poder, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;No Islão a utopia também tem o seu lugar. Assim, nesta celebração da “revolução”, os utópicos islâmicos e os utópicos ocidentais são companheiros de estrada. Uns acreditam que ela se dirige ao Califado, outros à “democracia popular”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A democracia é, como dizia Nietszche, a forma profana do cristianismo, embora em algumas formas se tenha afastado dessa génese.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Para o Islão, a democracia é uma abominável blasfémia, uma vez que o poder não é do povo que é “submisso”, mas sim de Deus. Quando os muçulmanos falam de democracia, estão a falar uma língua equivalente à dos comunistas quando falavam do mesmo conceito. (&lt;i&gt;A República “Democrática” Alemã, estava longe de ser democrática, segundo o nosso conceito de democracia)&lt;/i&gt;. Democracia é, para eles, a recuperação da &lt;i&gt;umma&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Assim, estas revoluções não deverão desembocar em regimes democráticos, mas sim num Islão mais fundamentalista, que nada de bom anuncia, nem para os próprios, nem para o Ocidente, nem para as ameaçadas minorias religiosas que ainda existem nesses países.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Face a este quadro, que uns quantos excitados continuem a tocar entusiasticamente o jambé da “revolução democrática”, só diz algo do que vai nas suas cabeças. E nada de particularmente agradável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1961959976671379972?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1961959976671379972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1961959976671379972' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1961959976671379972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1961959976671379972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/02/islao-revolucao-e-democracia.html' title='Islão, revolução e democracia'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-837349463797379356</id><published>2011-02-13T12:34:00.002Z</published><updated>2011-02-13T12:37:01.368Z</updated><title type='text'>Obama e o Newspeak</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;O Egipto e o Paquistão são, no mundo muçulmano, os maiores destinatários da ajuda americana e a situação em que estão deveria, num mundo onde a realidade dominasse a ideologia, fazer acender uma luz vermelha algures nos corredores da Administração Obama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;O Egipto, com o Exército mais poderoso e bem equipado do mundo árabe, caminha a passos largos para os braços da Irmandade Muçulmana e o Paquistão acaba de duplicar o seu arsenal nuclear, que já é maior do que o da Grã-Bretanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;Sendo o Paquistão um estado quase falhado, quase falido, radicalizado e onde o fundamentalismo islâmico e os sentimentos antiocidentais fazem parte da ideologia dominante inclusivamente no &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt; militar e das informações, não é excessivo deduzir que uma parte substancial da ajuda americana acaba por, indirectamente, financiar a proliferação nuclear.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;Paquistão é a exemplar crónica de um desastre anunciado, face ao qual &lt;span class="apple-style-span"&gt;a Administração Obama se dedica a exercitar números de retórica politicamente correcta, faz de conta que nada de grave se passa e lança “&lt;i&gt;hope&lt;/i&gt;” às carradas sobre a desagradável realidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;Não há, por isso, uma estratégia realista para fazer face ao problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;Na verdade nem sequer será fácil formulá-la, porque a Administração Obama entrou por zonas &lt;i&gt;orwellianas&lt;/i&gt;, banindo palavras que descrevem as situações reais, na esperança de que sem palavras para a descrever, a própria realidade se dissolva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family: Arial;color:black"&gt;Por exemplo, não é fácil lobrigar nas “&lt;b&gt;Overseas contingency operations”&lt;/b&gt;, a realidade de que são, afinal, as operações levadas a cabo contra os combatentes islâmicos que executam a &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt;. Afinal de contas, no maravilhoso mundo da novilíngua desta Administração americana, nem a &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt;, nem o terrorismo islâmico, nem o islamismo, etc, existem. Apesar de estas realidades existirem no mundo real e serem uma ameaça formidável, as palavras que as descrevem foram banidas do léxico e da oralidade oficiais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; "&gt;Ora não se podendo usar os termos adequados para descrever a realidade, a própria realidade e é difícil de descrever e apreender, e ainda mais difícil planear sobre ela. &lt;span class="apple-style-span"&gt;Esta introdução do &lt;i&gt;Newspeak orwelliano&lt;/i&gt; é uma clara demonstração de que Obama e a sua Administração não só preferem a ideologia à realidade, como acreditam que manipulando a palavra, alteram a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;É também esta charada que explica a inépcia com a qual Obama lidou com a situação no Egipto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;No início do seu mandato, Obama, rejeitando a “exportação” da democracia, que tinha sido uma linha de força nas estratégias de Clinton e Bush, fez tudo o que podia para ignorar a instabilidade politica resultante do facto de serem ditaduras sem válvulas de escape, que governam o mundo árabe. Foram até reduzidas e canceladas ajudas a programas que visavam robustecer alternativas liberalizantes às opções dominantes (o autoritarismo e o islamismo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;Obama e os círculos ideológicos onde se move, acreditam que os EUA e o Ocidente não têm o direito e a autoridade moral para julgar os outros, sejam autocratas ou teocratas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;Quando a realidade veio ao de cima (vem sempre), e o atingiu em cheio, Obama correu para apanhar a onde certa. E, como todos os convertidos que têm uma epifania, fez uma pirueta e passou num ápice do oito ao oitenta, para aparecer como o campeão da democracia popular, um velho ícone &lt;i&gt;trostkysta &lt;/i&gt;que, contudo, esteve reveladoramente ausente do seu horizonte, quando os iranianos se revoltaram contra Amadinejad.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;A ideologia é uma máquina de negar factos, um sempre-em-pé, e Obama o clássico exemplo da má-fé descrita por Sartre, porque a pirueta só é possível se se ignorar ou relativizar retoricamente a realidade de uma Irmandade Muçulmana cuja hostilidade para com o Ocidente, é prenúncio de problemas graves para os interesses estratégicos americanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;Mas ignorar esta realidade já não é difícil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;Uma vez que a discussão sobre a sua verdadeira natureza já não é possível, por estarem banidas as palavras, é um passinho de criança preconizar, como fez Obama, a inclusão dos islamistas, no novo poder egípcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que move a Administração Obama é a ideologia e é esse motor que explica o apaziguamento com o Irão, a tolerância para com Hugo Chavez e a intolerância para com um governo hondurenho aliado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;Há aqui uma peculiar visão do mundo que assenta na culpa, a ideia de que os outros fazem o que fazem por culpa nossa. Há dias o Gen Jones, que já foi NSA de Obama, afirmou em Herzylia, literalmente, que o que está por detrás dos movimentos populares nos países árabes, é o conflito israelo-palestiniano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;É uma irracionalidade, é óbvio que não é nada disso, mas esta visão do mundo faz o seu caminho nos círculos ideológicos nos quais esta administração (e também uma influente elite política europeia, reconheça-se) se move. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;É afinal de contas, uma actualização do velho libelo anti-semita segundo o qual, por detrás de qualquer problema, desde os terramotos à Peste Negra, está o Judeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:black"&gt;O problema com as construções ideológicas é que, apesar de confortarem quem nelas se banha, não lidam bem com a realidade e um belo dia desabam. E então a realidade faz-se presente, nua, crua e sólida, como sempre esteve, imune às cortinas retóricas com que a tentam esconder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-837349463797379356?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/837349463797379356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=837349463797379356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/837349463797379356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/837349463797379356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/02/obama-e-o-newspeak.html' title='Obama e o Newspeak'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3226039290118884514</id><published>2011-02-09T14:23:00.000Z</published><updated>2011-02-09T14:24:14.560Z</updated><title type='text'>A jihad é o caminho?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(25, 25, 25); font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;Hillary Clinton acaba de saudar a “moderação” dos líderes da Irmandade Muçulmana que, por seu lado, garantem não pretender obter qualquer poder político no Egipto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;Ignoro se Clinton esconde o jogo e usa de normal cinismo político, ou se é efectivamente tão &lt;i&gt;naive&lt;/i&gt; como as suas palavras aparentam. Afinal de contas tem acesso a informação privilegiada, ao contrário de nós, os comuns mortais. Não é todavia de descartar, em Clinton e em outros decisores políticos ocidentais, a pulsão irracional para acreditar, contra tudo e contra todos, em utopias e finais felizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;Lembremo-nos de Chamberlain.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;Os islamistas, esses já nos habituaram a dois tipos de discurso: um, cheio de bordões extraídos da língua de pau da correcção política, para sossegar os tansos, e outro, para consumo interno, no qual tudo é dito e exposto com completa sinceridade e crueza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;Em 1995, Mustafa Mashur, então líder da Irmandade publicou o livro “&lt;b&gt;A &lt;i&gt;Jihad&lt;/i&gt; é o caminho”,&lt;/b&gt; no qual dá conta dos verdadeiros objectivos da organização: &lt;b&gt;restabelecer o Califado&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;expandir o Islão pela &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e &lt;b&gt;erradicar Israel.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;O texto refere mesmo que os verdadeiros muçulmanos deves “ acreditar firmemente que são os mestres do mundo” e que a&lt;span&gt; &lt;/span&gt;“jihad não serve apenas para defender o Islão dos inimigos de Alá, mas também para realizar a grandiosa tarefa de estabelecer um&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Estado Islâmico, fortalecendo e espalhando o Islão por todo o mundo”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 22px; font-family: Arial; color: black; "&gt;Como refere o próprio livro, os problemas do mundo islâmico terão de ser resolvidos pela &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt; e não (referência a Israel), pela negociação e barganha que implique reconhecer o direito do inimigo à terra islâmica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3226039290118884514?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3226039290118884514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3226039290118884514' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3226039290118884514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3226039290118884514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/02/jihad-e-o-caminho.html' title='A jihad é o caminho?'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5972094418272658673</id><published>2011-02-05T13:40:00.000Z</published><updated>2011-02-05T13:41:18.606Z</updated><title type='text'>Carter e Obama, 1979 e 2011</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Em 1979 Jimmy Carter reagiu a um massivo levantamento popular no Irão, com o abandono do Xá, então um aliado chave dos EUA na região. O Xá era uma espécie de déspota esclarecido, com uma agenda de modernização que afrontava as mais arcaicas tradições religiosas muçulmanas e que, à força, como Kemal Ataturk, procurava ocidentalizar o país, por ver nisso uma boa via para trazer a Pérsia para o século XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Era um ditador num mundo de ditadores, mas era “o nosso ditador”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Contra o Xá alinhava-se uma estranha aliança de idiotas úteis (socialistas, comunistas e toda a galáxia antiamericana e antisemita) e islamistas. Estiveram juntos nas ruas, a festa era bonita, falava-se de democracia e liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Como não estar com eles? Como não estar do lado certo da História? Como não comungar do entusiasmo que as narrativas mediáticas veiculam?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;E na verdade foram vários os especialistas que convenceram Carter de que se tratava de gente moderada, moderna, amante da liberdade, com a qual se podia estabelecer uma relação civilizada e que salvaguardasse os interesses dos povos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Khomeini foi descrito como um&lt;span&gt; &lt;/span&gt;pragmático no qual se podia confiar. O notório Richard Falk, hoje em dia mais conhecido pelo seu ódio a Israel, escreveu mesmo um artigo de opinião no New York Times, intitulado “&lt;b&gt;Confiar em Khomeini”.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Khomeini explorou sabiamente essa imagem, tendo avançado com nomes como Barzagan e outros, vistos como pessoas moderadas e racionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;E Carter alienou prontamente o seu aliado, em troca de um prato de lentilhas de boas esperanças, tendo Khomeini chegado ao poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Uma vez instalado, rapidamente fez rolar as cabeças dos “moderados”, instalando um regime islâmico que é hoje um dos piores inimigos do Ocidente, e do próprio povo iraniano, promotor de terrorismo e exportador de instabilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Em 2011, Obama enfrenta uma situação arrepiantemente análoga e parece estar a repetir, ponto por ponto , a estratégia desastrosa&lt;span&gt; &lt;/span&gt;de Carter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Mubarak é um ditador, mas é o “nosso ditador”. Nem sequer é o pior, no alfobre de ditaduras que é o mundo muçulmano. Na verdade é o principal aliado americano no mundo árabe, tal como era o Irão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;E o que faz Obama quando o seu maior aliado está encostado&lt;span&gt; &lt;/span&gt;à parede?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Faz como Carter: aliena-o, e ameaça-o.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Na rua uma coligação de gente bem intencionada, idiotas úteis e islamistas, prepara-se para tomar o poder. Alguns especialistas explicam a Obama que se trata de gente moderada com a qual é possível estabelecer diálogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;A Irmandade Muçulmana, um movimento tenebroso, que produziu o ideólogo da Al-Qaeda, Al-Zawarii, e centenas de terroristas encartad0s, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;versão sunita da ideologia revolucionária iraniana, avança a coberto de El Baradei, um “moderado” que, todavia, passou os últimos 10 anos a proteger o programa nuclear iraniano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Se Mubarak cair e o regime implodir, não é provável que sejam as forças liberalizantes&lt;span&gt; &lt;/span&gt;a assenhorear-se do poder, mas sim a bem organizada e poderosa Irmandade Muçulmana que, em surdina, vai chamando a El Baradei e aos “laicos”, “burros da revolução”, isto é, montadas nas quais se anda para atingir o poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Tal como em 1979, uma revoada de “especialistas” assegura que esta Irmandade Muçulmana é moderada e pragmática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Face à atitude &lt;i&gt;naive&lt;/i&gt; da Administração Obama, tudo se conjuga para um desastre em dois acordes: ou Mubarak resiste e não voltará a&lt;span&gt; &lt;/span&gt;ver nos americanos um aliado fiável, ou a Irmandade chega ao poder, com consequências dramáticas para o Ocidente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Em ambos os cenários, a América (e a Europa, by the way, cujos dirigentes têm sido de um espantoso histerismo na “exigência” de que Mubarak caia), deixarão de contar o Egipto como aliado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;E os aliados americanos por esse mundo fora, serão também recordados de que essa aliança de nada lhes serve quando as coisas aquecem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Obama, tal como Carter, parece sobretudo especialista em escavacar as alianças da América, atacando os que estão do seu lado e apaziguando os inimigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Alguém se lembra do modo cauteloso como Obama reagiu às manifestações no Irão, há pouco tempo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5972094418272658673?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5972094418272658673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5972094418272658673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5972094418272658673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5972094418272658673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/02/carter-e-obama-1979-e-2011.html' title='Carter e Obama, 1979 e 2011'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-9050948915033747798</id><published>2011-01-06T19:36:00.001Z</published><updated>2011-01-06T19:36:53.876Z</updated><title type='text'>As "fronteiras de 1967"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;A avaliar pelo tipo de argumentos brandidos pelos chamados “apoiantes da causa palestiniana” &lt;span class="Apple-style-span"&gt;(&lt;i&gt;uma estranha salada que junta no mesmo alguidar, islamistas, neonazis, esquerdistas, anti-semitas e cristãos formatados na teologia da libertação&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;), a liderança palestiniana tem conseguido, nos últimos tempos, impor no debate sobre o conflito israelo-muçulmano, a falácia das “&lt;b&gt;fronteiras de &lt;st1:metricconverter productid="1967”" st="on"&gt;1967”&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Com sucesso assinalável, já que a chamada “opinião pública”, de um modo geral ignorante das minúcias do conflito, acolhe facilmente este tipo de &lt;i&gt;spin&lt;/i&gt;, como uma ideia “justa” e razoável para resolver os problemas. Recentemente os caudilhos esquerdistas da América do Sul,&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(&lt;span class="Apple-style-span"&gt;assumidos ou com vontade de o ser&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) decidiram reconhecer um Estado palestiniano nas &lt;b&gt;“fronteiras de &lt;st1:metricconverter productid="1967”" st="on"&gt;1967”&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Fica bem, soa bem, dá uma aura de correcção política, faz acreditar a certas pessoas que esta gente sabe do que fala, mas&lt;span&gt; &lt;/span&gt;há um pequeno problema: é que tais fronteiras não existem, nunca existiram, nem nos factos, nem na lei, nem em qualquer documento negociado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Não havendo também nenhuma fronteira natural, não há maneira de, nos termos da lei internacional, reivindicar como fronteira internacional aquilo que é basicamente uma linha de cessar-fogo. Mas é exactamente isso que a Autoridade Palestiniana parece pretender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;O que é esta “&lt;b&gt;fronteira de &lt;st1:metricconverter productid="1967”" st="on"&gt;1967”&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/b&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Nada mais do que as linhas de cessar-fogo da Guerra de 1948, a partir das quais o Exército Israelita avançou em 04 de Junho de 1967, na chamada &lt;b&gt;Guerra dos Seis Dias&lt;/b&gt;. Não se trata de qualquer fronteira histórica, natural, demográfica ou internacionalmente reconhecida, mas apenas o resultado de um armistício entre Israel e os estados árabes vizinhos em 1949, após a derrota destes últimos, na sequência da sua mal sucedida invasão do território israelita. Eram, na prática, as linhas definidas pelas pontas das espingardas das tropas em 1º escalão, quando entrou em vigor o cessar-fogo e válidas, naturalmente, enquanto ele se manteve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Como aliás o reconhece a &lt;b&gt;Resolução 62 do CS, de 16 de Novembro de 1948, &lt;/b&gt;que apela à demarcação de uma linha de armistício, mais conhecida por “&lt;b&gt;Linha Verde”&lt;/b&gt;, por vir marcada a verde, no mapa anexo à Resolução. A qual sublinha, sem margem para subtilezas interpretativas, o carácter temporário da Linha, declarando que as fronteiras definitivas seriam resultantes de negociações entre as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto a Jordânia, para justificar o seu ataque a Israel em 1967, afirmou, pela boca de um seu representante oficial, que “&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há um Acordo de Armistício: o acordo não fixa fronteiras, fixa linhas de separação. O acordo não faz juízos sobre direitos políticos, militares, ou outros. Assim sendo, eu não reconheço território nem fronteira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt; [&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Embaixador da Jordânia, antes do ataque]&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: black; "&gt;A Resolução 242 do CS (1967)&lt;/b&gt;, após a Guerra dos Seis Dias, naturalmente não apela ao regresso à anterior linha de armistício, nem a qualquer fronteira concreta. Apela a Israel para retirar “&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; territórios ocupados no recente conflito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;” e não “&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;dos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; territórios ocupados no recente conflito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;”, e insta as partes a negociar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Que partes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Israel e os Estados árabes a quem pertenciam esses territórios e a partir dos quais atacaram Israel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Entretanto surgiram os palestinianos como identidade política. É uma nova realidade e reconhecida como tal, pe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;los isra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;elitas que com eles estabeleceram negociações. Arafat, em carta a&lt;span style="color: black; "&gt; Yitzhak Rabin&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="color: black; "&gt;,&lt;/b&gt; declarou que : “&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A OLP compromete-se no processo de paz, na resolução pacífica do conflito e declara que todos os problemas&lt;/span&gt; (&lt;span class="Apple-style-span"&gt;refugiados, fronteiras, etc&lt;/span&gt;) &lt;span class="Apple-style-span"&gt;serão resolvidos através de negociações&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt;. O próprio Abbas se comprometeu inúmeras vezes com a negociação e os termos do Quarteto (&lt;span class="Apple-style-span"&gt;30 de Abril de 2003&lt;/span&gt;), referem também a necessidade de negociar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;A actual AP, acreditando que a nova Administração americana e o clima internacional lhe são favoráveis, recusa agora negociar e foge para a frente, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;pretendendo impor unilateralmente as “suas” fronteiras a que chama "&lt;b&gt;fronteiras de 1967"&lt;/b&gt;. É uma boa tentativa, mas t&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;rata-se de um acto de força da parte de quem pensa&lt;span&gt; &lt;/span&gt;que a tem. Um &lt;i&gt;bluff &lt;/i&gt;de &lt;i&gt;poker&lt;/i&gt; que é, todavia, absurdo, porque assente na crença de que nada tem de ceder, uma vez que se espera que venha alguém impor à outra parte, de forma imperial, os termos que lhe agradam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Infelizmente, no mundo real, nada funciona assim. Actos unilaterais só resultam quando se tem força para os impor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;Comportar-se como se isso fosse verdade, é viver num universo paralelo, no guião de um filme de Hollywood, ou nos fundos nevados de um guarda-fato que dá para Nárnia. E é uma cretinice.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;É que, num jogo a dois, a outra parte também pode jogar. E com ases.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0in; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0in; font-size: 11pt; font-family: 'Lucida Grande'; color: black; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black; "&gt;E se um caniche pensa que, por ladrar mais que o &lt;b&gt;rotweiller,&lt;/b&gt; ficará com o osso todo, é provável que acabe sem osso e sem os próprios presuntos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-9050948915033747798?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/9050948915033747798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=9050948915033747798' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/9050948915033747798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/9050948915033747798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2011/01/as-fronteiras-de-1967.html' title='As &quot;fronteiras de 1967&quot;'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-8740362010310564692</id><published>2010-12-08T11:03:00.001Z</published><updated>2010-12-08T11:03:55.262Z</updated><title type='text'>Negociações de paz.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;A Administração americana anunciou que os esforços para relançar as negociações de paz entre Israel e os árabes da Palestina, falharam e que será necessária uma nova abordagem&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os palestinianos não tardaram a vir a público afirmar que se os EUA não são capazes de forçar Israel a congelar a actividade imobiliária em certas zonas, então não servem como mediador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta postura está toda a falácia do pensamento dos árabes: a inabalável crença de que Israel não tem vontade própria, que é um pau mandados dos americanos e de que numa negociação eles, palestinianos, nada têm de ceder, tendo apenas de exigir que os americanos forcem os israelitas a fazerem aquilo que os palestinianos querem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto este tipo de pensamento mágico dominar a cosmovisão dos árabes da Palestina, nada de substancial conseguirão. Na verdade lograrão apenas uma atitude mais dura e intransigente da parte dos israelitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O falhanço destas negociações estava pois inscrito nas estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há um ano Israel, para criar um clima de diálogo, congelou unilateralmente certas construções. Tratou-se de um gesto de boa vontade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os árabes da Palestina fizerem de contas que não era nada com eles e só a um mês do fim da moratória se dignaram sentar-se à mesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para logo a seguir sairem, alegando que Israel estava outra vez a construir. E a partir daqui, aquilo que era apenas um gesto de boa vontade dos israelitas, tornou-se uma exigência incontornável que nunca o tinha sido até aí: os israelitas tinham de congelar todas as construções onde os palestinianos entendiam. Se o não fizessem, eles não voltariam a negociar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Administração Obama, claramente hostil a Israel, tentou conseguir mais um congelamento. Israel fez-lhe um manguito e bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora Israel vai continuar a construir, os árabes da Palestina vão outra vez ter ocasião de perceber que negociar não é exigir que outrem force os nossos adversários a fazerem o que nós queremos. E, claro, nada irão ganhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que acontece a quem não encara a realidade tal como ela é e pensa que outros hão-de vir para nos resgatar miraculosamente. Uma parte cujas cartas são fracas, acredita que pode ditar condições a quem tem melhores cartas, porque no fundo pensa que está no recreio e que alguém virá forçar o outro a jogar mal.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-8740362010310564692?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/8740362010310564692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=8740362010310564692' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/8740362010310564692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/8740362010310564692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/12/negociacoes-de-paz.html' title='Negociações de paz.'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-5609367841593869897</id><published>2010-11-03T17:22:00.002Z</published><updated>2010-11-03T17:31:49.850Z</updated><title type='text'>Porque será?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Defino-me como agnóstico o que, para mim, significa que não acredito num Deus moral que ameaça assar-me&lt;span&gt; &lt;/span&gt;a brasa se eu, por exemplo, deitar um olhar cobiçoso à mulher do próximo, ou que promete harpas, asinhas, túnicas e virgens, se eu fizer umas quantas orações rituais todos os dias e, por outro lado, não consigo olhar para a complexidade do Universo sem uma sensação de vertigem perante as suas causas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Acontece que agnósticos, ateus e quejandos, são uma fauna específica das sociedades de matriz cristã como esta, onde vivo. Mas, sendo agnóstico, não sou cego, isto é, vejo com cartesiana evidência que nem todas as crenças e religiões são iguais. Que um tipo como eu pode nascer, viver e morrer com normalidade em certas sociedades e noutras não. Que um crente pode sê-lo nuns lugares e não noutros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Sou epicurista. &lt;i&gt;Carpe diem&lt;/i&gt; é um dos meus lemas. Careço em absoluto da pulsão masoquista e &lt;span&gt;&lt;/span&gt;por isso não acho nenhuma piada a gente que olha para mim apenas como um peso a pendurar na ponta de um nó corrediço ou como objecto no qual treinar degolações rituais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Neste tempo que me calhou viver, o privilégio de poder fazê-lo à minha vontade, é coisa de sociedades que se formaram no cadinho judaico-cristão. Não sei se tem alguma coisa a ver, mas à cautela, é melhor deixar essa explicação em aberto até porque quando se tentou ir mais além naquela coisa da religião como ópio do povo e nas políticas mata-frades, embrulhadas em positivismo, a coisa deu sempre para o torto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Sei também que a probabilidade de estar vivo no exercício desta minha opção, seria infinitamente menor noutra terras. No &lt;i&gt;dar al Islam &lt;/i&gt;sobretudo, não por que calha, mas por imperativo divino e legal firmemente ancorado naquela ideologia. Por dever sagrado, em síntese.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Ora eu recuso terminantemente ser tolerante com isso. Chateia-me que ignorantes enraba-cabras, como muito bem os definiu o Carmo da Rosa no magnífico poste anterior, me queiram converter ou matar, a bem ou a mal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Ontem no Iraque os enraba-cabras mataram a sangue frio meia centena de católicos iraquianos numa igreja de Bagdad. Mataram o padre logo a começar, à facada, e completaram o trabalho sagrado com granadas e bombas. Com a mesma legitimidade com que o fariam a mim, ou a ateus. E ameaçam agora “matar todos os cristãos”. Porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Porque o Corão manda matar todos aqueles que recusem a luminosa verdade transmitida por Alá ao seu profeta: “Matai os idólatras onde os encontrardes” (IX,5) e os comentaristas &lt;i&gt;“mainstream”&lt;/i&gt; do Islão interpretam este comandamento divino tal como ele parece ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Estou pois no mesmo saco, na verdade estou num saco ainda mais fundo porque ao menos os cristãos e os judeus, sendo crentes em qualquer coisa, são “povos do livro” e têm um mais benevolente tratamento corânico, Maomé &lt;i&gt;dixit&lt;/i&gt;. Como aliás se tem visto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Assim sendo, não me parece irrazoável marcar as minhas alianças tácitas com aqueles que são extermináveis (agnósticos, ateus, cristãos, judeus, hindus, etc) contra aqueles que nos querem exterminar. Nós &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; eles. Um “nós” que tem como importantíssimo ponto comum, não acharem bem ser exterminados. “Nós” que, contrariamente a “eles”, temos em comum aquilo que separa os homens dos bárbaros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É maniqueísta, eu sei, mas no limite é tudo muito simples, se vem um camião contra nós, as opções resumem-se a fugir para a esquerda ou para a direita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Há tempos umas simples caricaturas puseram a Europa a arder. Queimaram-se milhares de bandeiras, matou-se gente, líderes políticos apelaram à censura chamando-lhe “bom senso” (o bom senso, importa referir, é a coisa mais bem distribuída do universo, já que ninguém se queixa de ter pouco e não há bicho careta que não esteja convicto de que o seu senso é que é o bom, o &lt;span&gt;&lt;/span&gt;verdadeiro, o da Bayer), e a imprensa verteu rios de tinta, pedindo desculpa, apelando à contenção, e condenando os “insensatos” que fazem desenhos, como os verdadeiros culpados das barbaridades&lt;span&gt; &lt;/span&gt;cometidas por milhares de enraba-cabras em fúria, que é como eles andam sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Dezenas de cadáveres  em nome de Alá não provocam nem uma ínfima percentagem do cagaçal que se fez por esse mundo, à conta de uns desenhos engraçados, crime horrível que terá ofendido horrosamente a muito sensível religiosidade de alguns enraba-cabras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Os cristão mortos foram hoje notícia discreta, amanhã já ninguém se recordará deles, não haverá análises, debates, compreensões, apelos do Dr Freitas do Amaral e do Dr Mário Soares, indignações, reuniões do Conselho de Segurança, da Aliança das Civilizações, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;do Conselho dos Direitos Humanos, da Drª &lt;st1:personname productid="Ana Gomes" st="on"&gt;Ana Gomes&lt;/st1:personname&gt;, do Dr Miguel Portas&lt;span&gt; &lt;/span&gt;( somos todos Hezbolah, recordam-se?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; font-family: arial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Porque será?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-5609367841593869897?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/5609367841593869897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=5609367841593869897' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5609367841593869897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/5609367841593869897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/11/porque-sera.html' title='Porque será?'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3184949200128364255</id><published>2010-10-21T16:05:00.001+01:00</published><updated>2010-10-21T16:05:15.441+01:00</updated><title type='text'>Islão, democracia e tolerância</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;A tolerância, palavra bonita e que evoca bons sentimentos, andorinhas, ninhos e prados floridos, não é o fruto espontâneo de nenhuma árvore, nem tão fácil de praticar como de evocar. Pelo contrário, é algo que custa imenso, algo que necessita um esforço consciente e doloroso, principalmente quando estamos seguros das nossas convicções e nos deparamos com outrem que as coloca em causa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Talvez por isso, ela existe como &lt;i&gt;praxis&lt;/i&gt; e como conceito, apenas nas sociedades de raiz cristã, aquilo que se convenciona chamar de Civilização Ocidental. Aqui nasceu e &lt;span&gt;&lt;/span&gt;se desenvolveu, no meio de terríveis dores de parto e momentosas crises de crescimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Na semana passada a Chanceler alemã pronunciou-se sobre a democracia, a tolerância e a necessidade de defender estes valores contra uma realidade para a qual urge despertar do induzido sono da correcção política: a de que há religiões e culturas que não são compatíveis com a democracia; que, para que uma cultura seja integrável na tolerância democrática, ela deve aceitar as leis e os valores da sociedade acolhedora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Uma cultura que recuse como blasfemas as normas feitas pelos homens e que ponha em causa a própria legitimidade do estado democrático para legislar, não pode coexistir com a liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Os muçulmanos – era do Islão que ela estava a falar – que colocam a &lt;i&gt;Sharia&lt;/i&gt; à frente da Constituição, estão fora da lei e da comunidade. Na Alemanha e no resto do Ocidente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Há quase 50 anos que o Ocidente recusa olhar com olhos de ver para uma realidade que o ameaça nos seus fundamentos. As comunidades islâmicas recusam a integração, desprezam e odeiam a cultura ocidental, e querem viver fora da norma à qual estão obrigados todos os outros cidadãos; são pequenas teocracias que crescem como tumores, no próprio seio do estado democrático, &lt;i&gt;ghettos&lt;/i&gt; nos quais os valores ocidentais não florescem, nem mesmo o próprio conceito de Estado-Nação, considerado herético e incompatível com os mandamentos e leis divinas, inscritos no eterno, incriado, divino e imutável Corão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;É chegado o momento, disse &lt;span&gt;&lt;/span&gt;Merkel, de dizer em voz alta aquilo que todos sabemos&lt;span&gt; &lt;/span&gt;e que todos dizemos em voz baixa e &lt;i&gt;off record&lt;/i&gt;: que “o modelo de imigração muçulmana na Europa, fracassou”; que gerou a maior degradação dos valores democráticos de que há memória nos últimos 50 anos, incluindo uma regressão nos direitos das mulheres, perfeitamente inimaginável há alguns anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O multiculturalismo falhou porque não pode coexistir com a cultura das liberdades democráticas. É altura de reconhecer a evidência de que Islão e democracia são incompatíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;É o momento de reconhecer que, acreditemos ou não no Deus cristão, estamos inabalavelmente ligados aos valores cristãos, porque eles são os alicerces sobre os quais foram construídas as únicas sociedades igualitárias da história do homem. As nossas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;“Aquele que os não aceite está a mais”, rematou a chanceler.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;O multiculturalismo de que Merkel falou, corresponde ao conceito de "encarceramento civilizacional" sobre o qual se pronunciou Amartya Sen (Identidade e Violência), no sentido de que o indivíduo está prisioneiro dos valores da comunidade onde nasce e onde é aculturado. Este &lt;span&gt;&lt;/span&gt;multiculturalismo perverso é a ideologia que saltou do banco dos suplentes, após o derrube dos totalitarismos comunistas do séc XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Os seus fiéis, abundantes nos &lt;i&gt;campus&lt;/i&gt; universitários e comunicação social, reconhecem-se por estarem inquinados com um complexo de culpa, por vezes a raiar o masoquismo, e assentam quase todos praça na esquerda europeia, náufraga dos delírios marxistas do século passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(8, 8, 8); "&gt;Esta esquerda doente, &lt;span&gt;&lt;/span&gt;alimenta &lt;span&gt;&lt;/span&gt;a pulsão da morte, a tentação do abismo, a ideação suicida, o &lt;i&gt;niilismo&lt;/i&gt;. Quer morrer e romantiza os bárbaros que virão para a redimir dos seus pecados e que, evidentemente, não serão tolerantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3184949200128364255?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3184949200128364255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3184949200128364255' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3184949200128364255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3184949200128364255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/10/islao-democracia-e-tolerancia.html' title='Islão, democracia e tolerância'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-6356373115283095641</id><published>2010-10-16T12:17:00.000+01:00</published><updated>2010-10-16T12:18:04.105+01:00</updated><title type='text'>Os Protocolos dos Sábios de Sião</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Os  &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://www.google.pt/search?rlz=1C1CHMZ_pt-PTPT308PT308&amp;amp;aq=0&amp;amp;oq=Protocolos+dos&amp;amp;sourceid=chrome&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;q=protocolos+dos+sÃ¡bios+de+siÃ£o" href="http://www.google.pt/search?rlz=1C1CHMZ_pt-PTPT308PT308&amp;amp;aq=0&amp;amp;oq=Protocolos+dos&amp;amp;sourceid=chrome&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;q=protocolos+dos+s%C3%A1bios+de+si%C3%A3o"&gt;Protocolos  dos Sábios de Sião&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;,  publicados pela 1ª vez em 1919, continuam a ser, para muita gente, a Revelação e  a prova de que poderes imensos conspiram nas trevas para que a nossa vida corra  mal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Trata-se  de 80 páginas de instruções e comentários, que dão conta de um plano intemporal  para destruir todos os poderes então existentes e criar uma nova ordem mundial  sob a batuta de um ditador judeu, da Casa de David.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;O  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;  recomendado, implica fomentar o ódio de classe, provocar guerras e revoluções,  desacreditar as instituições nacionais e promover o liberalismo para corroer os  valores tradicionais. Este processo levaria ao socialismo, depois ao comunismo,  os estados morreriam e, na desordem que então se viveria, o mundo iria exigir  ordem. E quem estaria preparado para a trazer? Os judeus e os seus aliados, os  franco-mações!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Este é, em  traços gerais, a tese dos Protocolos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Os  seus 24 capítulos aparecem ordenados como uma sequência de palestras nas quais  uma espécie de CEO fala à sua equipa de administradores.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Há secções  sobre política externa, segurança, armas, imprensa, fiscalidade, educação, etc.,  e destina-se, evidentemente, a ser escondido das pessoas. É, alegadamente, um  documento secreto. O seu tom é maquiavélico (e veremos que não é por acaso),  discorrendo sobre como utilizar as fraquezas humanas para melhor se atingirem os  fins que os Sábios se propõem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;No  Protocolo 12, que discorre sobre o controlo da imprensa, diz-se por exemplo,  que&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="COLOR: blue"&gt;[todos os nossos  jornais serão de toda as cores - aristocráticos, republicanos, revolucionários e  até anarquistas.Tal como o deus pagão Vixnu, terão cem mãos e em cada uma delas  se sentirá a pulsação de uma tendência intelectual  diferente.]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;O editor  alemão da edição que circulava em 1919 era um antigo oficial do Exército,&lt;/span&gt;  &lt;a title="blocked::http://www.humanitas-international.org/holocaust/bios_h.htm" href="http://www.humanitas-international.org/holocaust/bios_h.htm"&gt;Ludwig Muller  von Hausen&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt; que, na  introdução explica como a obra lhe veio parar às mãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Segundo  ele, em Agosto de 1897, em Basileia, durante o 1º Congresso Sionista, terá  havido, para além da agenda pública, um conjunto de 24 sessões secretas, nas  quais o &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://en.wikipedia.org/wiki/Theodor_Herzl" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Theodor_Herzl"&gt;Dr Theodor Herzl&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;, o pai do  sionismo, terá outorgado os Protocolos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Depois do  Congresso um dos Sábios levou o manuscrito a uma loja maçónica de Frankfurt e,  vendeu-os (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;era judeu e os judeus fazem  tudo por dinheiro&lt;/i&gt;) por bom dinheiro a um agente da secreta russa, a Okhrana,  que os copiou e levou para Rússia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Em 1905, o  russo &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://en.wikipedia.org/wiki/Sergei_Nilus" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sergei_Nilus"&gt;Sergei A. Nilus&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt; publicou  um livro intitulado “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;O Grande no  Pequeno”&lt;/i&gt; que falava da vinda do Anticristo. Os Protocolos vinham  &lt;st1:personname st="on" productid="em ap￪ndice. E"&gt;em apêndice.  E&lt;/st1:personname&gt; nele se baseou o Ludwig, quando, mais tarde, exilados  antibolcheviques trouxeram o livro de Nilus para a  Alemanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;A partir  daqui foi uma explosão. Os Protocolos foram traduzidos e publicados em todo o  mundo, sendo lidos por príncipes, reis, presidentes, imperadores, etc. O Kaiser  alemão, por exemplo, deve ter sentido um enorme alívio ao saber que afinal não  tinha sido ele a iniciar a 1ª guerra mundial, mas sim os  judeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Nesse  mesmo ano de 1919, o jovem Heinrich Himmler, depois de ler os Protocolos e  algumas obras associadas, escreveu que “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;este livro explica tudo e  diz-nos contra quem devemos lutar”&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Na  Grã-Bretanha foram publicados em 1920, sob o título “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Perigo  Judeu&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;” e os  principais jornais fizeram recensões indignadas sobre o assunto e exigiram que  se investigasse. Pediu-se até que os que os judeus fossem excluídos dos cargos  públicos, como mais tarde viria a acontecer em vários países da  Europa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Os  Protocolos não tardaram a atravessar o Atlântico e a cair sob os olhos de Henry  Ford. Ford acreditou neles. “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Coadunam-se”&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;, afirmou.  E acreditou neles de tal forma que criou um jornal, o &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dearborn_Independent" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dearborn_Independent"&gt;The Dearborn  Independent&lt;/a&gt;,&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt; que  passou a ter como alvo o “&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Judeu Internacional: O principal problema  do Mundo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;. Ford foi  mais longe e subsidiou a produção de livros sobre o assunto. Mas de 500 000  exemplares foram vendidos a preços subsidiados, só nos EUA. Henry Ford era uma  pessoa respeitável e se ele temia os judeus, devia ter  razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;Na  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;mesma  altura, um académico alemão, o Dr J. Stanjek, revelava que uma reunião secreta  de judeus tal como a revelada na história dos Protocolos, tinha sido descrita  num livro de ficção “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Biarritz&lt;/i&gt;”,  publicado em 1868, da autoria de &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://en.wikipedia.org/wiki/Sir_John_Retcliffe" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sir_John_Retcliffe"&gt;Hermann Goedsche&lt;/a&gt;,  &lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;jornalista  condenado em 1948 por ter falsificado cartas a desacreditar o líder dos liberais  prussianos, Waldek.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;A  descrição da reunião foi republicada como realidade por essa Europa fora, com  diversos títulos, que apontavam como fonte um diplomata inglês chamado Sir John  Radclife que era, afinal, o pseudónimo literário de  Goedsche.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;A  fronteira entre ficção e realidade esfumava-se cada vez mais, mas isso não  impedia a geral aceitação das teses dos Protocolos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Um  jornalista inglês, &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Graves" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Graves"&gt;Philip Graves&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;, do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;The Times&lt;/i&gt;, encarregou-se de meter um  grande prego no caixão dos Protocolos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Graves  teve acesso a um conjunto de livros que tinham pertencido a um oficial da  Okhrana. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;E entre eles estava um livro  francês datado de 15 de Outubro de 1864.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;O livro  era um achado: o que lá estava era, quase &lt;/span&gt;&lt;i&gt;ipsis vebis&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;, o que  constava nos Protocolos, 30 anos antes de Herzl os ter alegadamente outorgado  nas reuniões secretas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;Só que o  livro nada tinha a ver com judeus, mas sim com a política francesa da década de  1860. Era um diálogo alegórico entre Montesquieu e Maquiavel, no livro  apresentado como &lt;/span&gt;&lt;i&gt;alter ego&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt; de  Napoleão III. O autor era &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://en.wikipedia.org/wiki/Maurice_Joly" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maurice_Joly"&gt;Maurice_Joly&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;, &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;advogado parisiense, que acabou na altura por  ser preso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Uma  das passagens do livro de Joly é:&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="COLOR: blue; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;[Contarei  com jornais dedicados em cada partido. Terei um aristocrático no partido  aristocrático, um republicano no partido republicano, um revolucionário no  partido revolucionário, um anarquista, se necessário, no partido anarquista. Tal  como o deus Vixnu, a minha imprensa terá cem&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;braços, e cada mão deles palpará os matizes da opinião  publica].&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Onde  já lemos isto? Ah, nos Protocolos, supostamente produzidos pelos Sábios de Sião,  30 anos depois.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Face  a isto, o &lt;i&gt;The Times&lt;/i&gt; retratou-se em Agosto de 1921. Ford fá-lo-ia em 1927,  pedindo perdão à comunidade judaica pelos &lt;i&gt;“danos que cometi sem  intenção”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;De pouco  valeu que os Protocolos tenham sido desmascarados. &lt;/span&gt;&lt;a title="blocked::http://espirra-verdades.blogspot.com/" href="http://espirra-verdades.blogspot.com/"&gt;Muita gente&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt; prefere  ignorar os factos em vez de descartar uma narrativa da História que tão bem se  ajusta aos seus demónios interiores e à sua necessidade de acreditar que alguém  mexe os cordelinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;E os judeus morreram como tordos na Segunda  Guerra Mundial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Hoje,  no Médio Oriente, os Protocolos vendem-se como pãozinho quente, bem como nos  meios da extrema-esquerda, extrema-direita e islâmicos. Nasser oferecia-os como  presente e estão até incluídos na &lt;a title="blocked::http://www.mideastweb.org/hamas.htm" href="http://www.mideastweb.org/hamas.htm"&gt;Carta do Hamas&lt;/a&gt;, cujo artigo 32  os&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;cita expressamente.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;No Irão,  as séries televisivas, de ficção ou documentário, citam abundantemente os  Protocolos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;O “Perigo  Judeu”, está aí outra vez, imune aos factos e à verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: PMingLiU"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Como  dizia Hannah Arendt, “ &lt;i&gt;o facto político e histórico fundamental da questão é  terem acreditado na falsificação”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-6356373115283095641?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/6356373115283095641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=6356373115283095641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6356373115283095641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/6356373115283095641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/10/os-protocolos-dos-sabios-de-siao.html' title='Os Protocolos dos Sábios de Sião'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-3320321972799962928</id><published>2010-06-17T09:07:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T09:08:03.678+01:00</updated><title type='text'>perder tempo com o Sartre e outros frescos..</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;Na caixa de comentários do &lt;a href="http://fiel-inimigo.blogspot.com/2010/06/rentes-de-carvalho-sobre-wilders.html"&gt;excelente poste&lt;/a&gt; que transcreve uma parte da entrevista de Rentes de Carvalho, o CdR, a determinada altura, com o fino humor que o caracteriza, atira para o ar a frase &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;"[...] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;em vez de perder tempo com o Sartre e outros frescos..."~&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal; line-height: normal; font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; "&gt;Como quase (&lt;i&gt;aquela mania de se dizer de "esquerda", faz-me cócegas&lt;/i&gt;) sempre, o CdR tem razão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui o "&lt;i&gt;je&lt;/i&gt;", também leu o Sartre nas verduras, mas considera não ter perdido tempo. Sartre escrevia bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu, à pala de "&lt;b&gt;As palavras&lt;/b&gt;", ainda ganhei um prémio literário lá no liceu, escrevinhando umas tretas sobre a careca de um professor, mimetizando o estilo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema de Sartre não era a forma, mas o conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sartre é o perfeito exemplo da absoluta cegueira ideológica servida por instrumentos afiados. Era como um miúdo na posse de um míssil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu, na mesma medida em que admirava o míssil (&lt;i&gt;a sua mestria na escrita&lt;/i&gt;) abominava o seu detentor que dizia e escrevia enormidades como estas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); line-height: 24px; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; "&gt;-&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;Todo o anticomunista é um cão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-porque razão ela [&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;a existência de gulags]&lt;/span&gt; nos embaraçaria?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-A América tem raiva. Cortemos todos os laços que nos ligam a ela.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-Na União Soviética encontrei homens de um tipo novo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-Seja qual for o caminho que a França deve seguir, não pode ser contrário ao da URSS.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-A liberdade de crítica é total na URSS.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-A exposição detalhada de todos os crimes de uma personagem sagrada [Estaline]...é uma loucura...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-É preciso compreendê-lo [&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fidel Castro]&lt;/span&gt;, não é que ele possua Cuba como os grandes latifundiários de Batista [...], ele é toda a ilha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-Abater um europeu é matar 2 coelhos numa cajadada, eliminar ao mesmo tempo o opressor e o oprimido; ficam um homem morto e um homem livre.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;-O comunismo tem de ser julgado pelas suas intenções, não pelas suas acções&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(3, 6, 8); line-height: 24px; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;Em síntese, uma besta!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-3320321972799962928?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/3320321972799962928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=3320321972799962928' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3320321972799962928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/3320321972799962928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/06/perder-tempo-com-o-sartre-e-outros.html' title='perder tempo com o Sartre e outros frescos..'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1085853809739723743</id><published>2010-06-08T18:15:00.001+01:00</published><updated>2010-06-08T18:15:12.547+01:00</updated><title type='text'>Huntington e a Turquia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Em 1517, os turcos entraram em Alepo, derrubaram os abássidas, e o imperador turco proclamou-se Califa (sucessor do Profeta).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;O Califado é a terra irrevogavelmente doada (Waqf) por Alá aos seus fiéis para toda a eternidade. Por isso tudo aquilo que já foi muçulmano, é-o para sempre e, se perdido pelos erros dos crentes, deve ser recuperado, como é o caso da Península Ibérica que, na ortodoxia islâmica, é tão muçulmana como o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Rub' al Khali (não é por acaso que o grupo saudita que quer construir uma mesquita junto ao &lt;i&gt;Ground Zero&lt;/i&gt;, se chama &lt;i&gt;Projecto Córdoba&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;No Califado, Deus é César e as ordens do Califa são a mera expressão da vontade divina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;O Califado Otomano durou quase 5 séculos e a crueldade teocrática, expressou-se em limpezas étnicas, genocídios e transferências massivas de populações, dos arredores de Viena até às terras da Arábia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Os Jovens Turcos, de Ataturk, atribuindo a decadência à herança islâmica, acabaram com o Califado, alteraram o alfabeto (de árabe para latino), proibiram o uso de símbolos islâmicos como o véu e o &lt;i&gt;fez&lt;/i&gt;, e impuseram à força a laicidade nas instituições. O Exército ficou como garante da herança de Ataturk.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Em 2003 Erdogan chegou ao poder (&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;a href="http://www.newsweek.com/id/109544/output/print" style="color: rgb(0, 10, 140); text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); "&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); "&gt; democracia é como um autocarro. Quando chegas ao teu destino, sais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;- garantiu), e a Turquia voltou a ser terra do Islão, a bandeira óbvia do Califado desejado pelos &lt;i&gt;jihadistas.&lt;/i&gt; A hostilidade contra Israel é apenas um dos movimentos no tabuleiro, indispensável, porque sem ela, nenhum líder muçulmano pode aspirar à liderança da &lt;i&gt;umma.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Soube-o Nasser, Saddam, Khomeini, sabe-o Ahmadinejad e Erdogan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Há 20 anos, Huntington tinha profetizado que era a Turquia o estado muçulmano mais apetrechado para liderar a &lt;i&gt;umma.&lt;/i&gt; &lt;span&gt;&lt;/span&gt;Para Huntington, o problema não &lt;span&gt;&lt;/span&gt;era o fundamentalismo islâmico, mas o Islão, pertença superior de mais de 1 bilião de seres humanos, convencidos da superioridade da sua cultura, convictos da Verdade, e frustrados com a inferioridade do seu poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;No Ocidente, muitos políticos recusam a visão de Huntington, como se recusar a mensagem tenha o condão de evitar o seu conteúdo. &lt;span&gt;&lt;/span&gt;Chegou-se até ao caricato de, para exorcizar o título da obra, se ter inventado uma “Aliança de Civilizações”, sob os auspícios do inenarrável Zapatero e do, &lt;i&gt;helas,&lt;/i&gt; primeiro-ministro turco, Recip Erdogan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Mas a obra de Huntington, (quem duvide da sua genialidade pode conferir a inquietante coincidência entre aquilo que escreveu &lt;span&gt;&lt;/span&gt;e o que hoje se passa no mundo), deve ser levada a sério.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;O Irão não se poupa a esforços para alcançar o estatuto de Estado-Núcleo da civilização islâmica, usando Israel e a Palestina como pretexto para avançadas no território sunita e árabe, onde move já vários peões e algumas peças mais valiosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Mas Huntington garantia que esse papel estava destinado à Turquia. Que hoje está em plena reislamização e a cartada de fazer de Israel o inimigo externo, não sendo inédita na região, continua a ser valiosa, para unir a população.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt; Os sinais são claros e inequívocos. Erdogan vem alterando as leis seculares impostas por Ataturk, tem promovido detenções de responsáveis militares alegando conspirações contra o Estado e fez eleger um Presidente que está sob o seu controle.&lt;span style="color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;A nível externo, começou por recusar o trânsito da 4ª Divisão americana que deveria invadir o Iraque pelo Norte, cancelou exercícios da NATO, assinou tratados com o Irão e com a Síria, e intervém agora abertamente na questão israelo-árabe, tomado partido pelo Hamas e revendo &lt;span&gt;&lt;/span&gt;a relação estratégica com Israel, país com quem tinha uma sólida cooperação militar e de informações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Há tempos acolheu a conferência sobre a “Vitória de Gaza”, com a participação de centenas de islamistas, com o objectivo de criar mais uma frente da &lt;i&gt;jihad&lt;/i&gt;global.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;Os oradores fizeram constantes referências elogiosas à recentes atitudes anti- israelitas de Erdogan &lt;span&gt;&lt;/span&gt;que, inebriado, as multiplica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Salvo um cada vez mais improvável golpe militar, a islamização da Turquia parece imparável e o país surgirá, tal como Huntington previu, como o Estado-Núcleo da &lt;i&gt;umma.&lt;/i&gt; Dotar-se-á de armas nucleares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Erdogan é o novo herói da rua islâmica e até Ahmadinejad se sente na necessidade de redobrar a retórica “anti-sionista”, para não perder o estatuto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;A NATO e a Europa, são já frentes secundárias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Muitos viram a tempo que a entrada na UE, em vez de uma Turquia europeia, daria corpo a uma Europa turca e a manobra esbateu-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;Quanto à NATO há quem, nos corredores de Mons, questione abertamente por que razão os dispositivos de aviso e alerta, instalados na Turquia &lt;span&gt;&lt;/span&gt;“avariaram” justamente antes de a Rússia invadir a Geórgia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1085853809739723743?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1085853809739723743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1085853809739723743' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1085853809739723743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1085853809739723743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/06/huntington-e-turquia.html' title='Huntington e a Turquia'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-1853899276979154692</id><published>2010-06-05T14:46:00.000+01:00</published><updated>2010-06-05T14:47:05.944+01:00</updated><title type='text'>Judeus e pau de cabinda</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;O Corão garante que até as árvores dirão aos crentes, “&lt;b&gt;está aqui um judeu, vem matá-lo”&lt;/b&gt;. E Maomé, cuja revelação é uma amálgama confusa daquilo que, na sua vida de mercador, foi ouvindo aos judeus, cristãos e outros, começou a sua ascensão política atacando os judeus de Medina, que lhe tinham dado guarida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Durante séculos, a Cristandade cevou-se no ódio aos judeus, esses bandidos que tinham morto Cristo, esquecendo que Cristo era também um judeu. Os judeus serviram assim de bode expiatório que exorciza os males e os medos das comunidades. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;E desde bebedores do sangue das crianças até deliberados propagadores da Peste Negra, das Guerras Mundiais, da perversão, dos terramotos, da ruína dos países, das crises económicas, assacou-se aos judeus tudo o que de mal aconteceu no mundo e mais além, porque não?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;O século XXI não dispensa também os judeus da sua importantíssima função de bode expiatório.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;E os judeus, os perversos judeus, estão aí para nos ajudar a exorcizar traumas, matando inocentes como os pacíficos humanistas que viajavam na flotilha da&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; jihad&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; turca. Judeu é sinónimo de mau. Fazer o mal é fazer judiarias, como dizem os brasileiros e isso implica que os judeus, por definição, não têm razão e merecem a condenação eterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Os que a manifestam mais ruidosamente, batem no peito e juram que não são anti-semitas. Não, nunca jamais, indignam-se os sempre presentes activistas da “ causa palestiniana” que, ao menor sinal de judeu na costa, acorrem das suas tocas, com cartazes, berros e furiosas condenações, em defesa&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;do Hamas e das estratégias islamistas iranianas e turcas. E viajam, de navio, de avião, cruzam oceanos e continentes. De onde lhes vem o dinheiro para tão luxuoso activismo, é um segredo bem guardado, mas parece que os “activistas “ espanhóis expulsos de Israel, tiverem os seus bilhetes de avião para Madrid, pagos pelo governo islamista turco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Não, anti-semitas jamais! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Este adjectivo está ainda coberto pelo sangue de milhões de judeus, apesar de já haver por aí quem ponha isso em dúvida e atribua a culpa também aos judeus, os sacanas que se fizeram matar de propósito, para dominarem o mundo. Esta teoria entusiasma, cada vez menos em surdina, os &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;“activistas da paz” e é servida à mesa em todas as escolas e nos media &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;do Hamas e de vários países muçulmanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Não, eles são é anti-sionistas, coisa muito mais respeitável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;E o que é o anti - sionismo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Em 1967 Martin Luther King deu uma resposta que os “anti-sionistas” &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;detestam ouvir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;“É a negação ao povo judeu de um direito fundamental que reconhecemos a todas as nações da terra. É a discriminação dos judeus, porque são judeus. É, numa palavra, o anti-semitismo. O tempo fez com que, no Ocidente, seja impopular proclamar abertamente o ódio aos judeus. Por isso o anti-semitismo tem de inventar a cada momento novas fórmulas para dar livre curso ao seu veneno…Quando as pessoas condenam o sionismo, estão a condenar os judeus”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Não custa, aos “anti-sionistas”, reconhecer a todas as nações o direito de proteger as suas fronteiras e populações, e enfrentar quem as ameaça. Mas não a Israel que, desde o próprio dia em que renasceu, está em guerra com vizinhos que não aceitam um tratado de paz que não inclua o seu desaparecimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Qualquer acto de defesa de Israel é, obviamente, o mais odioso dos crimes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Esqueçam as centenas de milhares de chechenos mortos por Moscovo; esqueçam a Geórgia, os tibetanos, Tianamen, o genocídio sudanês. Esqueçam que a Turquia chacinou milhões de arménios e gregos e que continua a bombardear aldeias curdas no Iraque. Esqueçam que o Líbano ataca campos de refugiados palestinianos e que a Jordânia matou milhares de palestinianos, obrigando-os, ó crueldade, a buscarem a protecção dos malvados "sionistas"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Tudo&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;isso é normal, tudo isso está muito longe do horizonte dos activistas das “causas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Mas quando Israel impõe um bloqueio a uma organização terrorista que tem como objectivo declarado a destruição de Israel, procurando impedir que ganhe força para levar a cabo esse objectivo, os pacíficos activistas rasgam as vestes: Mas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;como ousam este judeus agir como se Israel fosse uma nação de pleno direito?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Como ousam bloquear quem os quer destruir, como se Israel fosse um Estado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;A estes activistas não importa saber que para acabar com o bloqueio bastaria que o Hamas renunciasse a atacar Israel e libertasse um soldado israelita raptado &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Israel. Exigências" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;em Israel. Exigências&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; descabidas, quiçá desproporcionadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Não, estes “activistas da paz”, profissionais, sabem que é o judeu o verdadeiro culpado. Culpado de matar Cristo, culpado de ter sobrevivido durante milénios, culpado de enriquecer e de ser bem sucedido, culpado de ter feito florir o deserto, culpado de em menos de 50 anos ter transformado um pedaço de areia, do tamanho do distrito de Lisboa, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;num país democrático, forte e avançado, ali, onde os seus vizinhos se atolam no autoritarismo, no fanatismo e na miséria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Culpado de ser um país orgulhoso, quando tal sentimento já abandonou a Europa, entregue à mortificação da culpa e da perda de vitalidade.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Culpado enfim de recusar imolar-se para que os &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;“activistas da paz” se sintam felizes e realizados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Garantia o anterior Rei de Marrocos, que “ &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;o ódio a Israel é mais forte afrodisíaco dos muçulmanos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Tinha razão a avaliar pelas manifestações histéricas e furiosas que as televisões mostram nos últimos dias, de Dyarbakir a Djakarta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Mas não tinha a razão toda. Os navios carregados de “activistas da paz” que procuram ajudar o Hamas contra os judeus, mostram que são autênticos &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;love boats, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;onde ao priapismo é constante e a líbido extravasa, o que demonstra que, para a esquerda europeia, o ódio ao judeu é também melhor que Viagra ou pau de Cabinda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-1853899276979154692?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/1853899276979154692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=1853899276979154692' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1853899276979154692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/1853899276979154692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/06/judeus-e-pau-de-cabinda.html' title='Judeus e pau de cabinda'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4857885471728317600</id><published>2010-06-04T10:57:00.001+01:00</published><updated>2010-06-04T10:57:29.501+01:00</updated><title type='text'>A Turquia e a Irmandade Muçulmana</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; color: rgb(25, 25, 25); line-height: 20px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;O Hamas, organização terrorista da Irmandade Muçulmana, à qual pertence também o grupo turco que organizou a “flotilha da liberdade”, é um peão do Irão, tal como o Hezbolah. Essa é, de resto, a razão pela qual o Egipto bloqueia Gaza. A sua estratégia está plasmada na Carta Fundadora, que recupera parágrafos inteiros dos Protocolos dos Sábios de Sião e advoga, sem quaisquer subtilezas, a destruição de Israel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Até Mahmud Abbas reconheceu, na semana passada, que “ os palestinianos estão reféns do Irão”, ao qual não interessa qualquer processo diplomático que conduza ao reconhecimento de Israel pelos países muçulmanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Apesar da clivagem entre &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;sunismo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;xiismo,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; o Irão, o Hezbolah, a Síria e o Hamas estabeleceram uma plataforma comum que assenta na militância islamista e na polarização em Israel, visto como um estado estranho à &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;umma&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; e que tem de ser desalojado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Neste jogo, a Turquia, até aqui uma carta fora do baralho, mas que Huntington, na sua obra premonitória, apontava como o verdadeiro estado núcleo da civilização islâmica, resolveu lançar pontes para o Irão, dando corpo a uma requintada dança diplomática, visando sabotar as sanções contra Teerão, e comprar tempo aos aiatolas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;E, enquanto o mundo andava histérico a exigir a cabeça dos israelitas, passou quase desapercebido um informe da AEIA, revelando, preto no branco, aquilo que todos suspeitam, sobre o programa nuclear do Irão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Simultaneamente, a Turquia ganha peso numa região que já dominou e Erdogan, pupilo do deposto Erbakan, mostra que tem bem presente a agenda megalómana e anti.-semita do seu pai espiritual e político. Recorde-se que Erbakan não hesitou em lançar o olhar para todas as terras do antigo Califado Otomano, incluindo a Palestina, e partes da China e da Rússia, ao mesmo tempo que jurava a quem o queria ouvir, que tinham sido os judeus a ordenar as cruzadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;É neste quadro demencial que surge a “flotilha da liberdade”, que só foi “humanitária” na cabeça de alguns idiotas úteis da esquerda europeia mas, na realidade, uma operação pensada e organizada pelo governo turco e pela Irmandade Muçulmana, que lotou com centenas de “irmãos” o navio &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Mavi Marmara&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Uma operação cara, cujos dinheiros não se sabe de onde vieram, e que se destinava, declaradamente, a sabotar o bloqueio ao Hamas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Contrariamente às asneiras que têm chovido por aí, Israel, como qualquer país em guerra, tem o direito de impor um bloqueio naval sobre um território que não pertence a nenhum estado e cujos dirigentes de facto, recusam a sua existência e usam o território como plataforma de ataque. Isto é de tal modo claro que nem sequer devia suscitar comentários disparatados como os que se ouvem por aí, sobre águas internacionais e outros conceitos que nada têm a ver com as “leis da guerra”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Se alguém tenta furar o bloqueio apesar dos avisos, é lógico que tem de ser impedido. Se for um navio militar será afundado, se for um navio civil, será abordado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Se, como aconteceu, no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Mavi Mármara,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; os “pacíficos activistas”, resistem pela força, Israel não tem outro remédio se não usar a força.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Se assim não fosse, não haveria bloqueio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Era esse, aliás, o objectivo declarado e assumido dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;jihadista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;s turcos da Irmandade Muçulmana: desacreditar o bloqueio e abrir um canal de reabastecimento para o Hamas (Hamas que, recorde-se, ainda esta semana lançou vários &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;rockets &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;sobre Israel e pilhou algumas agências humanitárias dos mesmos idiotas úteis que iam na procissão.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Não o conseguiu, ficou com a terminação, isto é, a campanha mediática contra Israel, cuja histeria justifica que já lhe chamem um “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;pogrom global”,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt; a proeminência do Hamas em detrimento da Autoridade Palestiniana e mais alguns obstáculos ao processo político.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;O papel da Turquia neste golpe, é inédito e perturbante. Os islamistas de Erdogan, perdidas talvez as esperanças de aderir à UE, estão a mostrar a sua verdadeira face. É inacreditável que um país da NATO e candidato à UE, organize e apoie um grupo de fundamentalistas islâmicos numa acção destinada a ajudar um grupo terrorista, contra um país democrático.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Está à vista a razão daqueles que se opõem à entrada da Turquia na EU, por incompatibilidade civilizacional e terá também de questionar-se que papel há para esta Turquia na NATO, quando a ameaça mais importante para a comunidade atlântica é o islamismo e o terrorismo apocalíptico , com o qual a Turquia parece já &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;caminhar de braço dado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;A Turquia é ainda um Estado democrático, pese embora as machadadas que este governo vem vibrando nas instituições e nos pilares laicos da herança de Ataturk. Teoricamente Erdogan pode ser apeado do poder, há até analistas que interpretam a retórica agressiva e anti-semita das autoridades turcas, como mera táctica populista e demagógica para fixar o voto da maioria da população. De facto nada como brandir a absoluta maldade e perversidade do “outro”, do “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;hostis&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;”, para assegurar a coesão interna e a união em torno do líder. Historicamente, os judeus têm servido para isto, inclusivamente na Turquia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Pode ser que seja assim, mas Erdogan já disse com todas as letras que “a democracia é como um autocarro. Quando chegas ao teu destino sais.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Se é este o caminho da Turquia, os seus interesses não são manifestamente os nossos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(55, 55, 55); font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;A “flotilha da liberdade”, não foi apenas uma acção bem intencionada e “humanista” de umas centenas de idiotas úteis que se arrastam pateticamente pelo mundo a berrar de “causa” em “causa”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(55, 55, 55); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;Foi também, e sobretudo, uma operação táctica no quadro de uma estratégia mais vasta que tem a ver com a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;jihad &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;global, o anti-semitismo, e os interesses do Irão e da Turquia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lidador&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35550561-4857885471728317600?l=o-lidador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-lidador.blogspot.com/feeds/4857885471728317600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35550561&amp;postID=4857885471728317600' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4857885471728317600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35550561/posts/default/4857885471728317600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-lidador.blogspot.com/2010/06/turquia-e-irmandade-muculmana.html' title='A Turquia e a Irmandade Muçulmana'/><author><name>O-Lidador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18244234150940620081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35550561.post-4369272889707945494</id><published>2010-06-03T12:04:00.000+01:00</published><updated>2010-06-03T12:05:15.595+01:00</updated><title type='text'>Israel e  o anti-semitismo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 13px; color: rgb(3, 6, 8); line-height: 24px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Anda aí pela caixas de comentários um anónimo que repete &lt;i&gt;ad nauseam&lt;/i&gt; os habituais &lt;i&gt;slogans &lt;/i&gt;do anti-semitismo, com um entusiasmo de quem pensa ter descoberto a pólvora e acredita estar a bater o às de trunfo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Como fonte de autoridade remete para autores judeus. É curioso e sintomático que esta gente que odeia genericamente os judeus, não hesite em os citar quando alguns deles dizem coisas que parecem acariciar as suas crenças.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Comecemos por aí: os judeus são como as pessoas. Há-os que dizem uma coisa e os que dizem outra. Há &lt;i&gt;self-hating jews&lt;/i&gt;, como há judeus que se orgulham de o ser. Há Chomsky, Finkelstein, Goldstone, e&lt;i&gt;kapos,&lt;/i&gt; como há milhões de outros que não traem o seu povo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Como os portugueses. Houve em Aljubarrota quem combatesse por Portugal e quem combatesse contra Portugal. Houve Cunhal a defender os interesse da URSS e houve quem defendesse o seu país. Há quem se orgulhe da sua identidade e pertença e há quem, como estes anónimos, se passeiam de braço dado com os piores inimigos da sua cultura e dos seus valores.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Do que se trata aqui &lt;span&gt;&lt;/span&gt;é da demonização de Israel, é a face nova do velho monstro do &lt;span class="apple-style-span"&gt;anti-semitismo, entendido na sua acepção de ódio aos judeus. Que sempre existiu e foi, ao longo da história, a causa de inúmeros massacres, deportações e perseguições.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Incluindo em Portugal, cuja trajectória descendente foi uma consequência directa da expulsão dos judeus. Espinoza teria&lt;span&gt; &lt;/span&gt;sido português, se não fosse&lt;span&gt; &lt;/span&gt;esse ódio imbecil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Após a Shoa, a expressão pública desse ódio, tornou-se inconveniente e só alguns grupos ligados à extrema-direita nacional socialista, mantinham viva a “chama” .&lt;br /&gt;Mas o ódio é como água a ferver numa panela de pressão.&lt;br /&gt;Subitamente alguém cunhou a expressão “anti-sionismo” que era, na sua acepção tradicional, a postura de quem se opunha à criação de um estado-nação para a diáspora judaica, mas que, uma vez concretizado esse objectivo, se transmutou em eufemismo politicamente correcto que permite a toda a uma vasta amálgama de grupos, dizer o indizível: O ÓDIO AOS JUDEUS!&lt;br /&gt;Uma válvula de escape para o ódio que lhes ferve na alma.&lt;br /&gt;Gente que se situa na extrema-direita, como o Ku-Klux-Klan, e os grupos que se reclamam herdeiros do socialismo do tipo “nacional”, gente que se situa na extrema-esquerda e que se reclama do “verdadeiro socialismo” (é o caso da esquerda portuguesa que se disfarça de apoiante da “causa palestiniana”, como Daniel Oliveira, Miguel Portas, etc.) e gente que não se reclama de coisa nenhuma e que não tem papas na língua, como é o caso da generalidade do mundo islâmico, com Ahamadinejah à cabeça.&lt;br /&gt;Ahamadinejah diz com todas as letras aquilo que realmente pensam os Portas, os Oliveiras, os Irvings, e todos os “anti-sionistas” politicamente correctos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;De todos estes, os mais torpes são os da extrema-esquerda, porque tentam esconder de si próprios e dos outros, atrás de &lt;i&gt;slogans,&lt;/i&gt; o ódio instintivo que lhes ferve por baixo, procurando racionalizá-lo em nome da "causa palestiniana", mas só esta, porque as outras "causas" do mundo, desde que não seja possível atacar judeus e americanos, não valem um chinelo velho nas suas "preocupações humanitárias".&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Amadinejad diz claramente o que esta gente pensa secretamente:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;Os sionistas e os seus protectores são as pessoas mais odiadas da humanidade e esse ódio está a aumentar diariamente. Quanto piores os seus crimes, mais depressa cairão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;(13Jul2006)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;Este regime não pode logicamente continuar a viver. Abram as portas da Europa e deixem os judeus voltar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;(24Abr2006)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;O regime sionista é uma injustiça e pela sua natureza, uma ameaça permanente. Goste-se ou não, está a caminho da aniquilação. É uma arvore podre que será eliminada por uma tempestade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;br /&gt;(14Abr2006, Teerão, Conferência de apoio à intifada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;O regime sionista deve ser varrido do mapa.Os conflitos na terra ocupada são parte de uma guerra maior. O resultado de centenas de anos de guerra, será definido no solo palestiniano&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;br /&gt;(26Out2005, Conferencia “Um mundo sem sionismo”)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Não haja ilusões. É exactamente isto que pensam os neonazis, a esquerda eurábica, a esquerda "bolivariana", e a rua islâmica.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Os abortos da História caminham de braço dado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Para uma certa esquerda, os árabes da palestina não são seres humanos inteiros, não têm capacidade de fazer escolhas, são como crianças, não podem deixar de ser como são e a culpa do que fazem nunca é deles, mas sim da “sociedade”, dos adultos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;São por isso inimputáveis e a responsabilidade do que fazem ou deixam de fazer por sua livre escolha, não é deles. É dos outros. Uma obvia falácia. Os árabes matam-se há séculos entre eles, pelas mais diversas razões e vão continuar a fazê-lo. Os próprios árabes palestinianos morreram que nem tordos às mãos dos seus irmãos da Jordânia (Setembro Negro), e foram encerrados e mantidos em “campos de refugiados”, pelos governos do Líbano, Síria, Jordânia e Egipto.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(3, 6, 8); "&gt;Os árabes da palestina estão a sofrer as consequências das suas escolhas e das escolhas dos seus irmãos árabes. Podiam ter feito outras, várias vezes nestas últimas dezenas de anos.&lt;br /&gt;Podiam por exemplo ter constituído o seu estado na mesma altura &lt;st1:personname productid="em que Israel" st="on"&gt;em que Israel&lt;/st1:personname&gt; constituiu o seu.&lt;br /&gt;Mas optaram por tentar destruir Israel.&lt;br /&gt;Arafat podia, em 2000, ter seguido o caminho da paz, aproveitando a boa fé negocial de Barak.&lt;br /&gt;Recusou e preferiu militarizar a intifada.&lt;br /&gt;São escolhas, não são inevitabilidades. São os palestinianos que escolhem dar tiros, pôr bombas em cafés, lançar foguetes, ensinar crianças a matar-se, etc.&lt;br /&gt;Ninguém os obriga a seguir esse caminho. Têm alternativas.&lt;br /&gt;Se escolhem de um determinado modo, têm de assumir as responsabilidades das consequências das suas escolhas e deixar de culpar os outros.&lt;br /&gt;É assim a vida da gente crescida.&lt;br /&gt;Em Gaza, manda o Hamas. Chegou ao poder pelo voto. É um poder legítimo. Mas não é por um terrorista ser eleito que lhe cresce o hímen outra vez. É aliás curioso que a esquerda eurábica ache que se deva passar um pano branco sobre a natureza e práticas do Hamas, só porque foi eleito, ao mesmo tempo que invectiva o governo israelita, também eleitos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(3, 6, 8); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span
