20 de Junho de 2013

Teoria crítica

A chamada "Escola de Frankfurt", onde pontificaram alguns neomarxistas muito prolíficos, como Horkheimer, Adorno, Marcuse, Habermas, etc, produziu aquilo que ficou conhecido na Filosofia por "Teoria Crítica".
Não é leitura fácil, nem sequer  as ideias são muito claras mas se tivesse de resumir em poucas palavras, diria que em termos de Ciências Sociais, a Teoria Crítica é uma teoria dinâmica que "parasita " essencialmente as Teorias que "explicam" o real.
Simplificando (muito...muitíssimo) se eu tenho uma teoria  para explicar a razão pela qual a intrépida Ana Avoila produz tantas cavalidades e bacoradas quando lhe metem um microfone à frente, a teoria crítica atira-se sobre a minha teoria e questiona aquilo que me leva a teorizar sobre a douta sindicalista.
No caso vertente, puramente académico, o Adorno  chegaria facilmente à conclusão de que uma teoria sobre a Ana Avoila é algo que não faz sentido, dada a inquietante imobilidade intelectual da vítima.


Adiante pois, que a Ana Avoila já teve, nesta posta,  100 vezes mais texto do que a profundidade das suas ideias justificaria.


Vem isto a propósito do sindicalista bigodaças que, nos últimos tempos, tem tido  mais tempo de antena nas embevecidas televisões e jornais nacionais, do que teria Cristo, se amanhã aterrasse na Portela.
O Prof (?) Mário Nogueira!
Mário Nogueira tem fortes convicções e abundantes teorias  sobre as politicas de educação. Já o ando a ouvir, há cerca de 5 anos, sempre num registo apocalíptico. Quem o ouça teorizar sobre o futuro negro da "escola pública", do "ensino" , da "educação", etc, estremece de terror, porque já só lhe falta anunciar a abertura do Sétimo Selo.
Ontem parece que uns deputados quiseram aplicar a teoria crítica às teorias do sindicalista da moda.
Ora vamos lá saber- atreveram-se os incautos a indagar-  de onde é que vem o dinheirinho que o menino e os seus muchachos  gastam nas suas fúrias políticas.

O Mário quase estoirava de indignação. Atreverem-se uns "jovenzinhos", a questioná-lo a ele?
Para o Mário, o mundo é simples: ele, Mário, tem o direito e o dever de questionar, criticar, berrar, indagar, julgar, moralizar, sobre  tudo e todos.
Mas ninguém, muito menos uns tipos eleitos, se podem atrever a questioná-lo a ele, o Supermário.
Pois é, mas para que conste, o Sr Mário Nogueira vai acendendo as suas fogueiras com o nosso dinheiro. É pago pelos contribuintes. É pago pelos pais dos alunos que se afadiga em usar como carne para canhão.
Há que alterar rapidamente a Lei da Greve, de forma a que a actividade sindical deixe de ser um couto de luta política ao serviço de partidos extremistas e minoritários.  Este e outros lastros do PREC não nos deixam levantar a cabeça e avançar para pastagens mais alevadas.

Mário Nogueira, meu rapaz, quanto ganhas tu? E quem  te paga?
Deixa de assobiar para o ar e responde, pá!

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