15 de Agosto de 2014

ISTO É PESADO, MAS DEUS JOGA AOS DADOS.



Embora a mente não seja uma coisa que exista num lugar, existe como conceito abstracto e a sua relação com o cérebro é um enigma filosófico que o reducionismo não soluciona. Bem podem os neurocientistas atarefar-se a mapear a actividade eléctrica do cérebro que jamais chegarão ao fundo do problema.

Há aqui uma relação entre matéria e informação que desemboca directamente no estranho mundo da teoria quântica. E esta fornece a mais convincente prova científica de que a consciência humana tem um papel essencial na natureza da realidade física.

É estranho, até chocante.
Niels Bohr dizia que quem não se sentir chocado com esta teoria, é porque não a compreendeu. Eu não a compreendo e contudo fico embasbacado.

Efectivamente parece passar por aqui a fronteira do entendimento da existência, da consciência, quiçá, de Deus, seja ele o que for, e quaisquer que sejam as convicções religiosas de cada um, o factor quântico não pode ser ignorado.

Descendo à terra, a teoria quântica é essencialmente um ramo prático da física e a ele se devem coisas como o laser, a energia nuclear, os supercondutores, etc,etc. Está em todo lado, na verdade, até nos aparelhos electrónicos que saturam a nossa paisagem cultural.

Mas para lá desse agradável aspecto prático, há uma estranheza filosófica que resulta da bizarra incerteza fundamental que preside a todos os fenómenos atómicos.
Esta incerteza choca de trombas com a ideia prevalecente de um previsível mundo a obedecer como um relógio às leis imutáveis da mecânica.
Ora o mundo atómico nada tem de ordenado. É um completo caos! Um mundo onde os adjectivos do dia são “incerteza” e “imprevisibilidade”.

A sólida tábua que vemos, agarramos e apalpamos é, no seu limite, constituída por vazio e por um turbilhão de imagens fugidias e fantasmagóricas.

A imprevisibilidade tem a ver com a cadeia causal. Há quem argumente com esta cadeia para provar que até Deus precisa de uma causa. Pois bem, o factor quântico deita este hilariante argumento ao chão. No mundo das partículas há acontecimentos sem causa, embrulha!

Quanto à incerteza, Niels Bohr intuiu que ela era um factor intrínseco da natureza,e as regras, bem, quando muito são as da roleta.

Einstein indignou-se: Deus não joga aos dados!
O debate foi épico. O que em última análise estava em causa era de monta: o átomo é uma coisa ou uma construção da mente humana?
A teoria quântica diz que não pode ser uma coisa. É essa a ideia fundamental do Princípio da Incerteza de Heisenberg.
Uma coisa que não está localizada algures ou não se mexe, não é uma coisa!

Bohr foi mais longe. A certa altura afirmou que esse mundo difuso só se torna realidade quando observado. Sem observação é um fantasma.
Mas, perguntava Einstein e qualquer pessoa sensata, não é verdade que o mundo exterior existe, seja ou não observado? Não se limitam as nossas observações a desvelar, em vez de criar?
Não, garantia Bohr, não é nada disso.
Einstein achava que só podia ser brincadeira. Resolveu-se a expôr o ridículo da teoria dos fantasmas quânticos e propôs uma experiência. Não a vou aqui descrever porque tinha de fazer desenhos e não tenho pachorra.
O resultado?
Bohr 1- Einstein-0
Deus não só joga aos dados, como nem sabe para onde os atira!

E onde isto nos leva?
Como é que multidões de fantasmas se combinam para fazer uma cadeira? E porque razão tem a consciência humana esse poder de transformar fantasmas em realidade?
Eu não sei...

Um dos aspectos estranhos da teoria é a dualidade onda-partícula, que remete directamente para a dualidade mente-cérebro.
Uma partícula é bastante diferente de uma onda...é um pedaço de matéria, ao passo que a onda é uma perturbação. Como é que a luz, por exemplo, pode ser as duas coisas ao mesmo tempo e determinar-se apenas quando a observamos?
Um paradoxo!
O mundo macro determina a realidade micro da qual é constituído, o observador consciente projecta na realidade a matéria de que é feito. Parece ser a consciência humana que faz colapsar a onda quântica.
E faz todo o sentido a pergunta: existirá a mente como entidade separada da matéria mas podendo actuar sobre ela?
Cada vez me convenço mais que sim e que a consciência humana é qualquer coisa de extraordinário.

CONSIDERAR A TRANSCENDÊNCIA



O António Frazão indicou-me este estudo, publicado na revista Lancet (se não estou em erro, uma revista com peer review), do Dr Pim van Lommel, cardiologista holandês do Hospital Rijnstate (Arnhem) e outros.

Near-death experience in survivors of cardiac arrest: a prospective study in the Netherlands

Pim http://profezie3m.altervista.org/archivio/TheLancet_NDE.htm

O estudo é denso e factual, ler este tipo de estudos é sempre "chato", mas dei-me ao trabalho de resumir a discussão, em tradução livre.
Quem tiver paciência pode ler o estudo na totalidade e verificará que não "inventei".


1- A NDE ocorre apenas numa minoria de pessoas (5 a 10% dos casos clínicos)
2- Se a NDE resultasse de hipoxia, ocorreria na maioria.
3- Não decorre da medicação
4- Não decorre da psicologia de cada um.
5- Ocorre mais em pessoas com menos de 60 anos.
6- Uma boa memória de curto prazo, é essencial na lembrança da NDE.
7-As mulheres têm NDE mais profundas que os homens.
8- Há muitos casos confirmados de “out of body experiences”. No estudo relata-se uma em que um paciente descreve de uma perspectiva superior a acção e os pormenores (chega a relatar a colocação da sua dentadura num recipiente) da equipa médica que o tentava reanimar do coma.
9-Muitos destes casos acontecem com o neocortex completamente desactivado. (EEG flat)
10- As experiências provocadas por estimulação do hipocampo, por LSD, por ketamine e outros estimulantes, produzem sempre memórias fragmentadas e aleatórias, ao passo que as que resultam da NDE são claras, consequentes, panorâmicas e provocam, quase sempre, uma alteração da atitude perante a vida.
11- Conclusão final do estudo: O conceito de que a consciência está no cérebro, deve ser discutido. A pesquisa deve concentrar-se nos esforços para explicar cientificamente as experiências “fora do corpo” e deve ser considerada a transcendência.

Ilegais são eles, que fazem da sua vontade lei



Uma legião de antissemitas encartados, que a si mesmo se disfarçam sob a capa da "causa palestiniana" ou de um indefinido "antissionismo", leva a cabo uma campanha de deslegitimização de Israel, apelando a sanções e boicotes a bens e serviços oriundos dos colonatos na Judeia e Samaria. A União Europeia, com a inacreditável Ashton ao leme da política externa, tudo tem feito para seguir esse caminho.
O racional é só um: a ilegitimidade à luz do Direito Internacional. Claro que essa ilegitimidade está por demonstrar, na verdade resulta apenas da opinião de quem a enuncia. Como dizia Shakespeare, “ilegais são eles, que fazem da sua vontade lei"

Mas, e nada estranhamente, o racional só se aplica quando o alvo é Israel.
O norte do Chipre está ocupado pela Turquia, e esta ocupação é mesmo ilegal,resultou de uma invasão. A acção da Srª Ashton? Nenhuma...business as usual.
Marrocos ocupou o Sahara? Sanções e boicotes? Quid? Quomodo?
A China e o Tibete? Ah e tal, assobie-se para o ar.
Nem a Srª Ashton nem os defensores da "causa palestiniana" gastam uma partícula de saliva a indignar-se sobre estas "ilegitimidades" e preferem guardar todo o fogo de artifício para os judeus.

A gente sabe porquê!

QUEM MATOU O GATO DE SCHRODINGER?



Estou fascinado pelo tema da mente, do espírito, enfim, da consciência humana.

Resulta da interacção da matéria? Nada mais é do que o resultado de impulsos químicos e/ou eléctricos entre células, como garante a maioria dos neurocientistas?
Ou será isso apenas o sinal observável da actividade da mente?
Por outro lado, a Física quântica demonstra INEQUIVOCAMENTE que no nível fundamental, é a mente que determina a matéria. Uma partícula comporta-se assim ou assado em função da consciência de quem a observa. Isto não é conversa de treta, é mesmo assim. É famosa a alegoria do Gato de Schrodinger.

Na verdade, o que é a matéria?

Átomos? E de que são feitos os átomos? Protões, electrões, neutrões e vazio? E de que são estes feitos? De uma sucessão de partículas, algumas delas fantasmas, que surgem apenas quando alguém as procura e que são feitas de quê?
Pois...de vibrações! Vibrações de quê?

Pauli, um físico famoso ( todos nos lembramos do Princípio de Exclusão de Pauli), achava que a física quântica, que compromete a acção da consciência humana no comportamento mais íntimo da matéria era uma via para o misticismo.
Einstein, que começou por se opor com todas as suas forças à tese quântica, acusava Bohr de isso mesmo: misticismo!

Uma coisa é certa e voltarei a este tema: a tese racionalista que separa o observador do objecto observado, a própria fenomenologia de Husserl, são válidas apenas ao nível macro. No nível íntimo da matéria, a consciência não é um produto da matéria, é ela mesmo que a determina.
Fascinante

UNHRC



O orgão dos Direitos Humanos da ONU é um fartote de rir, um autêntico teatro do absurdo.
Dominado exactamente por Estados que encaram de forma muito peculiar os ditos direitos humanos, prepara-se, mais uma de incontáveis vezes, para aprovar 5 resoluções contra Israel, o judeu do sistema internacional. 
De resto Israel é o único país do mundo que é obrigatoriamente (Agenda 7) alvo de resoluções em todas as sessões.
Tanto esta obrigatoriedade como as resoluções são patrocinadas por países exemplares como o Paquistão e outros países islâmicos e têm aprovação automática.
É um festim.
A Síria, onde já foram mortas 150 000 pessoas em 3 anos, tem direito apenas a uma e é porque, nesse caso, os países muçulmanos estão divididos. O Sudão, há tempos, matou centenas de milhares de pessoas e o UNHRC, tão entretido a condenar Israel, nem sequer se "apercebeu".

Enfim, uma anedota.
Mas, e isso é seguro, a opinião pública, ignorante destes bastidores, irá apenas ler umas gordas do género "Israel condenado pela ONU". E é precisamente isso que esta malta pretende...reforçar as percepções antissemitas. 

É político e é também religioso. 
O Corão manda atacar os judeus.

ALUCINAÇÕES?

Alucinações?

"Aquilo que vivi mostrou-me que a morte do corpo e do cérebro não são o fim da consciência".

Esta frase não é de um doido, de um simplório ou de um charlatão. 
É de um neurocirurgião, químico, professor da Faculdade de Medicina de Harvard e autor de mais de uma centena de papers relacionados com a área da neurocirurgia. 
Piloto de planadores, paraquedista, e homem de família, o Dr Eben Alexander, 54 anos, foi acometido de uma meningite devastadora e esteve em coma durante uma semana. Com o cérebro completamente desligado ou seja, em morte cerebral.
Segundo a ciência que tão bem domina, não devia ter consciência, uma vez que ela existe apenas em função do cérebro e das suas ligações, ou seja, é algo de puramente material.
Mas o Dr Eben "viveu", nesses dias em que esteve morto, uma realidade que lhe alterou completamente a perspectiva da vida e das coisas. E narra-a no seu livro, escrito em 2012 ( Uma prova do céu). 

O que espanta neste caso, é que é o relato de alguém que está no limiar do conhecimento científico e que, por isso, relata aquilo que "viveu", sem nunca perder de vista a ciência e as explicações da medicina.
Vale a pena ler. O Dr Eben é real e após a sua experiência analisou e confrontou, em conjunto com outras sumidades da área, as suas "vivências" à luz das hipóteses neurocientíficas conhecidas. 

Nenhuma delas explica o fenómeno.
Boa leitura.

Resta acrescentar que o seu livro foi o mais vendido nos EUA, em 2013. E em breve será adaptado ao cinema.

ISRAEL E O APARTHEID


Volto a um dos meus assuntos favoritos.
Na semana passada decorreu, no território do novo antissemitismo (os campus universitários de certos países ocidentais), a “Semana do apartheid”.
O alvo é, como habitual, o judeu do sistema internacional, Israel.
Este tipo de festivais de ódio ao judeu inscreve-se numa campanha mais vasta de deslegitimação que teve o seu tiro de partida na tristemente famosa conferência de Durban (2001).

Garantia o bom do Goebbels que uma mentira muitas vezes repetida passa a ser verdade para a maioria das pessoas.
Isto é verdade...e é a razão pela qual o PCP, por exemplo, insiste no uso de certos bordões como “Pacto de Agressão”, “política patriótica de esquerda”, “políticas de direita”, etc.
No caso de Israel, os activistas “antissionistas”, bem ensinados nas questões da novilíngua, colam a Israel e às suas políticas, constante e deliberadamente chavões como “nazi-sionistai”, “apartheid”, etc.
E as pessoas normais vão aos poucos acreditando.

Por exemplo, a barreira de segurança, que Israel construiu para deter uma sangrenta vaga de atentados bombistas em cidades israelitas, passou a designar-se, nestes meios como “muro do apartheid”.

Ora nas fronteiras reconhecidas de Israel vivem 1,5 milhões de árabes, absolutamente iguais em direitos e deveres. Participam em eleições, elegem e são eleitos, são funcionários, militares, deputados, juízes do Supremo,(por exemplo, foi um juiz árabe que condenou o Presidente israelita Katsav) , etc.
Não há equipamentos separados, escolas separadas, autocarros separados, praias separadas, enfim , nada, absolutamente nada do que definia o apartheid que era, como todos sabem, aplicado aos negros na Africa do Sul.
Na verdade, este tipo de segregação,mas contra os judeus, existe sim, em quase todos os países muçulmanos.
Os activistas sabem disto, mas o que lhes interessa é fazer recair sobre Israel um odioso conhecido.

Nos territórios em disputa (Judeia e Samaria), as coisas são algo mais complexas.
Estes territórios pertenciam à Jordânia até serem conquistados por Israel numa guerra defensiva (Israel foi atacado pela Jordânia a partir daqueles territórios, contra-atacou e apoderou-se deles).
Embora já por várias vezes os tenha querido entregar, tal como entregou o Sinai e Gaza, até agora não foi possível alcançar uma solução satisfatória sobre o traçado das fronteiras. Obviamente, quem habita estes territórios em disputa, não é cidadão de Israel, e existe até uma Autoridade Palestiniana com um razoável grau de autonomia.

No cerne da mentira do apartheid está a ideia de que Israel pode unilateralmente resolver o conflito israelo-árabe, num passe de mágica, um, digamos, momento F.W de Klerk (que acabou com o apartheid num simples discurso).

Ora isso não é possível. Israel retirou unilateralmente de Gaza e no dia seguinte já estava a levar com rockets e morteiros a partir de lá.
A única coisa que Israel pode fazer é facilitar um Estado palestiniano na Margem Ocidental, mas para isso é necessário negociar fronteiras e garantias de segurança. É mais que óbvio que Israel jamais aceitará a instalação, agora a leste, de mais uma plataforma de lançamento de mísseis, granadas de morteiro e bombistas suicidas.

Ou seja é preciso negociar. Exigir e ceder, alcançar um acordo que satisfaça ambas as partes. Se constituir um Estado Palestiniano fosse tarefa fácil, já tinha sido feito entre 1948 e 1967, quando essas terras estavam na posse dos árabes.
Se fosse fácil, Arafat não tinha recusado acordos leoninos com Barak, Sharon e Olmert, acordos que lhe davam quase tudo o que exigia.

Goebbels deve esfregar as mãos de felicidade. As mentiras antissionistas são tantas e tão repetidas, que a maioria das pessoas, mesmo as bem intencionadas, são levada a acreditar que a culpa é de Israel, do seu “nazi-sionismo” e “apartheid”, como se os árabes nada tivessem a ver com o assunto, como se fossem as vítimas.
Ora como Israel não pode acaba com um apartheid que não existe, nem se pode suicidar, então a culpa é dele, por não haver paz.
O círculo fecha-se e volta ao inicio: os judeus ameaçam a paz, se os judeus não existissem, tudo seria melhor e se não desistem de ser o que são, são culpados e devem ser perseguidos.
E é nesta apoteótica conclusão que Goebbels se reencontra com aqueles que hoje usam as suas técnicas, os activistas da “causa palestiniana”. Que, de resto, se estão nas tintas para os palestinianos. O seu alvo é apenas o Judeu.
No fundo, nada de novo...o líder dos árabes da Palestina, o Mufti de Jerusalém, condenado em Nuremberga, tinha escritório em Berlim e colaborou com o Tio Adolfo na “solução final do problema judaico”.
O alvo é sempre o mesmo!

25 de Abril de 2014

INSANÁVEL

Insanável...garantiu o impagável e muito inseguro, José António Seguro. O que separa o PS dos outros partidos sérios, é uma contradição insanável. 
Qual?
Bem, não sabemos, mas é uma contradição e não se pode sanar.
Naquele seu ar inchado de dizer coisas redondas e fugir com o rabo à seringa (tremo só de imaginar as respostas que teremos quando for 1º ministro), JAS faz um esforço enorme para recusar qualquer entendimento e assobiar para o ar, fazendo de conta que o PS nada tem a ver com o Programa de Ajustamento, quase levando a pensar que não foi ele, PS, quem CHAMOU A TROIKA em função de uma desastrada governação.
Ora para aqueles que, como eu, têm alguma dificuldade em fazer a exegese de retóricas ocas, não só não parece que haja qualquer contradição, como nada há de insanável.
É pena que o JAS, assustadíssimo com os tubarões internos que rilham os dentes à espera de o ver vacilar, e embalado com as sondagens que dão ao PS uma certa vantagem, não entenda duas ou três coisitas simples, a saber:

1- O país ficaria a ganhar muito se ele fizesse uma tentativa séria de se sentar à mesa para conversar sobre assuntos sérios.

2- No dia em que ganhar as eleições, vai desejar mil vezes ter alcançado um consenso sobre algumas coisas básicas. É que o PS jamais terá maioria absoluta e jamais poderá governar com os tolos à esquerda.

3- As piranhas que o acossam no PS, vão continuar a fazê-lo e morder-lhe com gana, assim que, no governo, se veja obrigado a explicar o que de facto pretende e pode fazer.

4- Passar o tempo a fazer o que as piranhas querem, para as apaziguar, não lhe dá, como parece pensar, mais tempo para crescer. Vai ser comido assim que disser "ui".

Em suma, JAS, deixa-te de merdas, faz-te homem e assume os compromissos que tiveres de assumir, tendo em conta o país e não apenas as tuas coisinhas partidárias.

Não há nada de insanável, a não ser a tua cobardia.

QUEM MATOU O GATO DE SCHRDINGER?



Estou fascinado pelo tema da mente, do espírito, enfim, da consciência humana.

Resulta da interacção da matéria? Nada mais é do que o resultado de impulsos químicos e/ou eléctricos entre células, como garante a maioria dos neurocientistas?
Ou será isso apenas o sinal observável da actividade da mente?
Por outro lado, a Física quântica demonstra INEQUIVOCAMENTE que no nível fundamental, é a mente que determina a matéria. Uma partícula comporta-se assim ou assado em função da consciência de quem a observa. Isto não é conversa de treta, é mesmo assim. É famosa a alegoria do Gato de Schrodinger.

Na verdade, o que é a matéria?

Átomos? E de que são feitos os átomos? Protões, electrões, neutrões e vazio? E de que são estes feitos? De uma sucessão de partículas, algumas delas fantasmas, que surgem apenas quando alguém as procura e que são feitas de quê?
Pois...de vibrações! Vibrações de quê?

Pauli, um físico famoso ( todos nos lembramos do Princípio de Exclusão de Pauli), achava que a física quântica, que compromete a acção da consciência humana no comportamento mais íntimo da matéria era uma via para o misticismo.
Einstein, que começou por se opor com todas as suas forças à tese quântica, acusava Bohr de isso mesmo: misticismo!

Uma coisa é certa e voltarei a este tema: a tese racionalista que separa o observador do objecto observado, a própria fenomenologia de Husserl, são válidas apenas ao nível macro. No nível íntimo da matéria, a consciência não é um produto da matéria, é ela mesmo que a determina.
Fascinante!

ILEGAIS SÃO ELES, QUE FAZEM DA SUA VONTADE LEI



Uma legião de antissemitas encartados, que a si mesmo se disfarçam sob a capa da "causa palestiniana" ou de um indefinido "antissionismo", leva a cabo uma campanha de deslegitimização de Israel, apelando a sanções e boicotes a bens e serviços oriundos dos colonatos na Judeia e Samaria. A União Europeia, com a inacreditável Ashton ao leme da política externa, tudo tem feito para seguir esse caminho.
O racional é só um: a ilegitimidade à luz do Direito Internacional. Claro que essa ilegitimidade está por demonstrar, na verdade resulta apenas da opinião de quem a enuncia. Como dizia Shakespeare, “ilegais são eles, que fazem da sua vontade lei"

Mas, e nada estranhamente, o racional só se aplica quando o alvo é Israel.
O norte do Chipre está ocupado pela Turquia, e esta ocupação é mesmo ilegal,resultou de uma invasão. A acção da Srª Ashton? Nenhuma...business as usual.
Marrocos ocupou o Sahara? Sanções e boicotes? Quid? Quomodo?
A China e o Tibete? Ah e tal, assobie-se para o ar.
Nem a Srª Ashton nem os defensores da "causa palestiniana" gastam uma partícula de saliva a indignar-se sobre estas "ilegitimidades" e preferem guardar todo o fogo de artifício para os judeus.

A gente sabe porquê!