25 de Abril de 2014

INSANÁVEL

Insanável...garantiu o impagável e muito inseguro, José António Seguro. O que separa o PS dos outros partidos sérios, é uma contradição insanável. 
Qual?
Bem, não sabemos, mas é uma contradição e não se pode sanar.
Naquele seu ar inchado de dizer coisas redondas e fugir com o rabo à seringa (tremo só de imaginar as respostas que teremos quando for 1º ministro), JAS faz um esforço enorme para recusar qualquer entendimento e assobiar para o ar, fazendo de conta que o PS nada tem a ver com o Programa de Ajustamento, quase levando a pensar que não foi ele, PS, quem CHAMOU A TROIKA em função de uma desastrada governação.
Ora para aqueles que, como eu, têm alguma dificuldade em fazer a exegese de retóricas ocas, não só não parece que haja qualquer contradição, como nada há de insanável.
É pena que o JAS, assustadíssimo com os tubarões internos que rilham os dentes à espera de o ver vacilar, e embalado com as sondagens que dão ao PS uma certa vantagem, não entenda duas ou três coisitas simples, a saber:

1- O país ficaria a ganhar muito se ele fizesse uma tentativa séria de se sentar à mesa para conversar sobre assuntos sérios.

2- No dia em que ganhar as eleições, vai desejar mil vezes ter alcançado um consenso sobre algumas coisas básicas. É que o PS jamais terá maioria absoluta e jamais poderá governar com os tolos à esquerda.

3- As piranhas que o acossam no PS, vão continuar a fazê-lo e morder-lhe com gana, assim que, no governo, se veja obrigado a explicar o que de facto pretende e pode fazer.

4- Passar o tempo a fazer o que as piranhas querem, para as apaziguar, não lhe dá, como parece pensar, mais tempo para crescer. Vai ser comido assim que disser "ui".

Em suma, JAS, deixa-te de merdas, faz-te homem e assume os compromissos que tiveres de assumir, tendo em conta o país e não apenas as tuas coisinhas partidárias.

Não há nada de insanável, a não ser a tua cobardia.

QUEM MATOU O GATO DE SCHRDINGER?



Estou fascinado pelo tema da mente, do espírito, enfim, da consciência humana.

Resulta da interacção da matéria? Nada mais é do que o resultado de impulsos químicos e/ou eléctricos entre células, como garante a maioria dos neurocientistas?
Ou será isso apenas o sinal observável da actividade da mente?
Por outro lado, a Física quântica demonstra INEQUIVOCAMENTE que no nível fundamental, é a mente que determina a matéria. Uma partícula comporta-se assim ou assado em função da consciência de quem a observa. Isto não é conversa de treta, é mesmo assim. É famosa a alegoria do Gato de Schrodinger.

Na verdade, o que é a matéria?

Átomos? E de que são feitos os átomos? Protões, electrões, neutrões e vazio? E de que são estes feitos? De uma sucessão de partículas, algumas delas fantasmas, que surgem apenas quando alguém as procura e que são feitas de quê?
Pois...de vibrações! Vibrações de quê?

Pauli, um físico famoso ( todos nos lembramos do Princípio de Exclusão de Pauli), achava que a física quântica, que compromete a acção da consciência humana no comportamento mais íntimo da matéria era uma via para o misticismo.
Einstein, que começou por se opor com todas as suas forças à tese quântica, acusava Bohr de isso mesmo: misticismo!

Uma coisa é certa e voltarei a este tema: a tese racionalista que separa o observador do objecto observado, a própria fenomenologia de Husserl, são válidas apenas ao nível macro. No nível íntimo da matéria, a consciência não é um produto da matéria, é ela mesmo que a determina.
Fascinante!

ILEGAIS SÃO ELES, QUE FAZEM DA SUA VONTADE LEI



Uma legião de antissemitas encartados, que a si mesmo se disfarçam sob a capa da "causa palestiniana" ou de um indefinido "antissionismo", leva a cabo uma campanha de deslegitimização de Israel, apelando a sanções e boicotes a bens e serviços oriundos dos colonatos na Judeia e Samaria. A União Europeia, com a inacreditável Ashton ao leme da política externa, tudo tem feito para seguir esse caminho.
O racional é só um: a ilegitimidade à luz do Direito Internacional. Claro que essa ilegitimidade está por demonstrar, na verdade resulta apenas da opinião de quem a enuncia. Como dizia Shakespeare, “ilegais são eles, que fazem da sua vontade lei"

Mas, e nada estranhamente, o racional só se aplica quando o alvo é Israel.
O norte do Chipre está ocupado pela Turquia, e esta ocupação é mesmo ilegal,resultou de uma invasão. A acção da Srª Ashton? Nenhuma...business as usual.
Marrocos ocupou o Sahara? Sanções e boicotes? Quid? Quomodo?
A China e o Tibete? Ah e tal, assobie-se para o ar.
Nem a Srª Ashton nem os defensores da "causa palestiniana" gastam uma partícula de saliva a indignar-se sobre estas "ilegitimidades" e preferem guardar todo o fogo de artifício para os judeus.

A gente sabe porquê!

A FÚRIA DO TÓZÉ



O Tozé Seguro está furioso e teme-se pela sua úlcera. Há pouco vi-o no Telejornal tão exaltado que estranhei. O que teria acontecido?
É verdade que de vez em quando fala como se estivesse em permanente comício, mas nunca o tinha visto assim.
Averiguei e concluí que o debate de hoje no Parlamento, lhe correu francamente mal. Parece que o Passos Coelho o terá acusado de andar a agoirar um 2º resgate. AJS ter-se-á levantado de imediato, negando peremptoriamente tal malfeitoria e exigindo mesmo que PPC provasse, ali e agora, que ele, AJS, tinha afirmado tal coisa.
Fez mal.
Devia saber que quando se fazem afirmações destas, é porque se tem na manga uma boa pistola, pelo que a prudência aconselha a esvaziar o assunto em vez de o empolar e sair à liça de mangas arregaçadas e postura de campeão da rua dele.
PPC, visivelmente satisfeito, fez-lhe vontade, mortinho estava ele, e saca do baú alguns registos mediáticos nos quais AJS dizia mesmo que vinha aí o 2º resgate.
A cara do AJS ao ouvir a leitura dos registos, foi digna de ser ver e, confesso, até eu, que não aprecio nada o senhor e o considero um xóninhas, senti uma onda de misericórdia a atabafar-me os gorgomilos.
E pronto, foi isso.
AJS, ouvido à saída pelos jornalistas que, sacaninhas psicopatas, caíram em cima dele como abutres em disputa da carniça, estava pois naquele estado de quem levou uma carga de porrada e nem sabe de onde elas caíram.

VOTO OBRIGATÓRIO?



Freitas do Amaral, que ultimamente engrossa uma brigada de gerontes a quem o passar do tempo não parece ter acrescentado sabedoria, é conhecido por dar uma no cravo e outra na ferradura com a cândida convicção de quem está absolutamente seguro daquilo que diz.
Umas vezes vocifera cavalidades de racha pessegueiro, outras sai-se com ideias interessantes.
Não sei se se trata de um caso de esquizofrenia, um Dr Jekyll e um Mr Hyde à bulha dentro do bom do Doutor, mas isso agora também não interessa nada.
O que interessa é que esta ideia do voto obrigatório, me parece excelente. Se calhar porque estou de acordo, claro, achamos sempre excelente aquilo que nos acaricia as convicções, mas neste caso, só vejo vantagens:
Obriga as pessoas a fazerem escolhas, responsabiliza-as e evita que proto-fascistas disfarçados de Cassandras, andem por aí a advogar soluções cesaristas, malhando forte e feio na ideia de democracia.
Porra, a democracia levou uma porrada de tempo a decantar, muitas cabeças investiram vidas de trabalho na sua germinação, não faz sentido que seja posta em causa por preguiçosos e por tarados.
Querem uma democracia melhor? Mais funcional? Mais real?
Vão votar, façam escolhas, não se fiquem nas encolhas a criticar tudo e todos, como os velhos dos Marretas.
Não gostam dos protagonistas, não se reconhecem no show?
Apresentem-se a votos ou votem em branco.

DEGOLAR ANIMAIS



Há dias, passando pela Av. Almirante Reis vi um anúncio que propagandeava "100 % Halal".
Era uma loja alimentar que servia kebab e outras saborosas especialidades orientais.
O problema é que "halal" significa "permitido", em árabico, e, referindo-se à carne, especifica, entre outras coisas, que os animais foram mortos de forma ritual.
Até aqui tudo parece muito bem, muito tradicional.
O problema é que matar os animais de forma ritual é um eufemismo. Os animais estão conscientes, são degolados e morrem devagar.
Somos omnívoros, comemos carne, matamos animais para isso. Mas não temos de os matar fazendo-os sofrer mais do que o necessário. Temos até, no repositório cultural, o conceito de "golpe de misericórdia", associado à execução rápida de um cavalo, para lhe poupar o sofrimento de uma morte lenta.
A Dinamarca proibiu já estes métodos rituais, com o argumento de que se trata de crueldade.
Por cá, publicita-se em plena rua.

O AMUO DOS "MILITARES DE ABRIL"



Os cromos que abancam na Associação 25 de Abril, basicamente os ex-militares esquerdistas que afundaram o país nas cabriolas do Verão Quente (sim, porque houve mais militares que fizeram o 25 de Abril e não embarcaram nas macacadas que se seguiram, como Jaime Neves, por exemplo) amuaram porque queriam ir à AR botar faladura.
Meteu-se-lhes na cabeça, pronto!
Não sei porque carga de água, acham-se mandatados pelos sócios da Associação para falarem ao país, por cima dos representantes eleitos.
Alguns deputados vão falar. O PR vai falar. E o patusco do Vasco Lourenço, do alto da sua enorme barriga, também se acha mandatado para falar.
Ora como toda a gente conhece as patacoadas esquerdizantes em que esta malta acredita e a falta de chá com que as tenta meter pelos ouvidos de quem tem o azar de as ouvir, a Presidente da AR explicou aos alegres meninos que teria muita honra e muito gosto em os ter na cerimónia comemorativa, como é costume, mas sem direito a lança bojardas, o que também é costume, nunca fiando, que esta gente não bate bem da bola, seria como dar a chave do carro aos putos.
Os cómicos da Associação 25 de Abril amuaram. Se não falamos, não vamos!
Eu acho óptimo.
Ver e escutar o inenarrável Vasco Lourenço y sus muchachos é algo de traumático.
Já bastou a barrigada do PREC e de cada vez que lhe metem um trombone à frente, dá para perceber que o tempo passado desde então, nada lhes ensinou.

3- PORQUE É QUE É ASSIM O UNIVERSO?



Dada a natureza do tempo, a ideia de um Deus “antes” do tempo, soa absurda. 
Faz mais sentido um Deus “fora” do tempo e do espaço, da mesma maneira que eu, um ser tridimensional, estou “fora” de um espaço bidimensional como o ecran que tenho à minha frente. Vejo-o, interfiro com ele, mas não estou nele.
Nesta metáfora, eu faço acontecer coisas no universo bidimensional e se nele houvesse seres inteligentes, também fariam leis. Por exemplo, verificariam que surgem símbolos no seu universo, que cada um desses símbolos é aleatório e imprevisível mas que, existem probabilidades de surgirem mais “a” do que “x”.
E veriam que a aleatoriedade dos símbolos produz, de forma maravilhosa, palavras com sentido. Tal qual o nosso universo, que repousa, no limite, na imprevisibilidade quântica. Esses seres, tentariam encontrar “no” seu universo (o ecran) a explicação do fenómeno, sem suspeitar que ela está na acção de uma inteligência “fora” do seu universo.

Um Deus assim não é o que dá corda ao relógio e se vai embora, mas o que mantém em cada instante o Universo na existência. Não a causa, mas a explicação!
Neste sentido as leis da Física podiam ser entendidas como um sinal da constante intervenção de Deus, a partir de um espaço dimensional mais elevado o que, de algum modo, justificaria a extrema elegância e simplicidade das formulas matemáticas que descrevem estas leis.

Porquê estas leis? Porque é que as coisas são como são?
No universo físico, qualquer fenómeno só pode ser explicado em função de algo que lhe é exterior. Mas quando esse fenómeno é o próprio universo físico, torna-se óbvio que a explicação exterior não pertence ao universo físico. É portanto algo de não físico, de sobrenatural.
Nesta lógica (este é o famoso argumento da contingência, uma variante subtil do argumento cosmológico) o universo é assim, porque Deus quer que seja assim.
A alternativa a esta explicação, é um universo que contenha em si as suas próprias explicações. É o conceito de bootstrapping, palavra que designa a ideia de alguém sair de areias movediças puxando pelos atacadores das próprias botas.
Em termos de simplicidade, é muito mais racional postular uma explicação de fora.
É muito mais dificil acreditar que este universo tão complexo e tão contingente, exista por existir.
Porque existe? E porquê este, e não outro?
Há quem diga que o universo é complicado, mas talvez tenha começado simples. Temperatura infinita, energia infinita, mas, paradoxalmente, equilibrio termodinâmico.
Ordem ou entropia?
Não há boas respostas para isto e vários cientistas postulam de forma completamente antagónica.
O factor estranho parece ser a gravidade. A 2ª Lei aplica-se à gravidade?
E porquê estas leis da Física e não outras?
Serão apenas válidas na faixa das baixas temperaturas, no Universo de matéria no qual existimos? E mesmo que venha a ser encontrado o Santo Graal da Física, a chamada Teoria da Grande Unificação, com uma única lei descritiva, porquê essa lei e não outra? Será nela que repousará a necessidade? A necessidade claudica nos limites da singularidade?
Bem, e para “além dela? Quem sustenta na existência, a própria singularidade?
O famoso físico Stephen Hawking, sugere que a singularidade é o derradeiro incognoscível pela Física.
Mas isto apenas revigora o debate sobre a criação, sobre Deus, enfim!

AINDA O COMPANHEIRO VASCO

A Associação 25 de Abril, contrariamente ao que o nome indica, não representa o 25 de Abril, mesmo que os seus sócios achem que sim. Não representa os "militares de Abril", mesmo que os seus sócios achem que são eles os verdadeiros "militares de Abril", os genuínos, os da Bayer. 
Na verdade a maioria dos sócios são pacatos civis, bem, não tão pacatos como isso, pendem todos para a sinistra, o que é legítimo, mas esclarecedor.
A Associação 25 de Abril não representa os "capitães de Abril", por muito que os seus coronéis achem que só eles é que foram capitães de Abril. A verdade verdadinha é que muitos deles foram generais de Novembro, e só deixaram de o ser porque outros militares lhe deram alguns piparotes nas revolucionárias bimbas, no 25 de Novembro que, pasme-se, não tem Associação.
Sendo a Associação 25 A uma entre milhares de associações existentes no nosso país e não representando mais do que os seus escassos sócios, custa a perceber porque carga de água é que o seu presidente, ou um seu sócio, haveria de ter o "direito" de lançar bojardas no Parlamento.
Compreendo que isso agradaria ao BE, ao PCP e a algumas franjas do PS, seria uma maneira de terem mais algum tempo de agit-prop, a avaliar pelas agitadas e confusas opiniões públicas do Vasquinho das Berliets, mas pronto, nada mais do que isso.
A coisa é simples:
Se cada cidadão que se acha representante do que lhe aprouver, se cada associação das milhares que existem, se arrogar o direito de falar no Parlamento, digamos, 5 minutos, teremos pelo menos 60 milhões de minutos, 1 milhão de horas, é fazer as contas, temos para aí mais de 100 anos de converseta parlamentar.
É que se a Associação 25 de Abril, tiver o direito a bojardar só porque tem este nome, vou já a correr formar, com os meus gatos, uma Associação chamada "Todos os dias do ano" e ganho automaticamente o direito de dizer umas larachas sempre que estiver por Lisboa e me aprouver dar uma saltada ao Parlamento.
Ou há justiça ou comem todos e eu não sou menos que o Vasquinho....bem, talvez tenha uns quilos a menos mas isso não é critério....ou é?

E AGORA TOZÉ?



AJS, Tózé, para os amigos, para além de uma inquietante demagogia, parece assentar todo o seu discurso salvífico, numa única ideia consistente: a mutualização da dívida pública.
Eu, confesso, também acho bem que os holandeses, alemães, finlandeses, etc, fiquem com encargos das nossas dívidas mas o problema é que eles não querem.
É portanto, no léxico tozesista, uma contradição insanável.
Mas há mais....o candidado socialista à Comissão Europeia, o alemão Schultz, disse publicamente que a ideia da mutualização está FORA DA AGENDA.
AJS, que "exige" a mutualização, apoia Schultz, que recusa a mutualização.
Outra contradição insanável.
Como é óbvio, não vai haver mutualização.
Então que sentido faz andar o Tozé a apregoar como solução algo que não irá pura e simplesmente acontecer?
É como propor a aquisição de 4 porta-aviões para o controle do mar português. Seria bom, seria útil, magnífico até, o mar ficaria todo controladinho, ai de quem nos viesse cá chatear, mas JAMAIS irá acontecer.
E agora, Tózé? Que solução? Abater o Schultz? Apontar uma G3 à cabeça dos alemães, finlandeses, etc e obrigá-los a aceitar a tua ideia?